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Mafiosos invadem os videogames

Divulgação/Illusion Softworks
Cena de Mafia 2: recriação dos cenários de época, com grande variação de objetos – carros, inclusive –, é um dos pontos altos do game criado pela Illusion

Um italiano pobre migra para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor nos anos 40. Por motivos de sobrevivência, e caráter, acaba se metendo em uma organização criminosa, na qual tentará alcançar os mais altos cargos e, talvez, se tornar o inimigo público número um. Tudo com muita macarronada, vinho e sotaque espaguete. Este é o enredo de Mafia II, que acaba de chegar aos consoles Playstation 3, Xbox 360 e PC.

Os desenvolvedores da Illusion Softworks parecem não ter tido qualquer pudor ao beber em fontes de clássicos do gênero, como a trilogia O Poderoso Chefão e a série televisiva Família Soprano. O protagonista, Vito Scaletta, é um imigrante italiano que tentará sua sorte em uma das três famílias que comanda o submundo do crime em Empire Bay, uma espécie genérica de Nova York. O problema é que as famílias estão em guerra. Além disso, há um conflito de interesses dentro dos próprios clãs. Os mais velhos preferem fazer dinheiro com cassinos e agiotagem e os mais jovens buscam dinheiro sujo com assaltos e tráfico de drogas.

A aventura de Vito se inicia um pouco antes de partir para o Novo Mundo. A primeira missão começa durante um conflito na Sicília, Itália, país alinhado com o exército nazista du rante a 2ª Guerra Mun dial (as notícias de guerra acompanharam toda a trama através de rádios). O jogador é colocado dentro de uma batalha urbana. Com movimentação que lembra alguns jogos de tiro, como Medal of Honor (apesar de ser em terceira pessoa), é necessário ani quilar inimigos e invadir um prédio onde o exército inimigo mantém alguns reféns. A ação é bem fluída com muitos momentos de susto, principalmente quando a equipe espera que Vito seja o primeiro a trans por algum obstáculo. O jogador notará logo de início que não pode confiar em uma porta fechada.

A jogabilidade é bem parecida com a da séria Grand Theft Auto. Há um grande cenário in terativo no qual se pode fazer milhares de caminhos alternativos. Ba si ca mente, o jogador deve seguir de um ponto A para um ponto B pa ra prosseguir na história. Aqui fica registrada a maior falha técnica do jogo. Ao contrário de GTA, Mafia II não incluiu pequenos minigames durante a trajetória, o que au mentaria a duração da partida por muitas horas. Na maior par te das vezes, o jogador só po de passear pelos gigantes cenários sem conseguir interagir com ou tros personagens. Uma das poucas opções disponíveis é enfrentar a polícia a tiros ou tentar uma fuga ousada.

Por outro lado, um aspecto po sitivo que se destaca é o acabamento técnico e de direção de arte. Os cenários baseados nos 40 são mais fidedignos que o mais fiel dos filmes de Holly wood (afinal tudo pode ser criado em animação gráfica). Os detalhes ficam evidentes em quase todos (para não dizer todos) os elementos de cena, desde a frota de carros com uma grande variedade de mo delos, fachadas de edifícios e casas e utensílios domésticos. A dublagem também se destaca ao usar um inglês bem ma carrônico.

O que pode dividir opiniões dos jogadores é a quantidade de cenas não interativas, chamadas de “cut-scenes”, que in ter rom pem a ação. Os produtores justificaram que pretendiam dar maior profundidade à história e desenvolver me lhor os personagens. No entanto, o excesso de interpretação pode acabar tornando a experiência de Ma fia II um processo bem aborrecido para os menos pacientes.

– Alguém aí ainda usa o Twitter?

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