Não foi fácil concluir uma pesquisa sobre o comportamento de homens solteiros e casados com o consumo de insumos pornográficos. O pesquisador canadense Simon Louis Lajeunesse teve que enfrentar donos de locadoras de vídeos eróticos e de sex-shops, que se recusaram a dar informações sobre a clientela, para concluir que os solteiros assistem duas vezes mais vídeos pornográficos que os casados.
O estudo, que levou dois anos, também mostra que os vídeos pornográficos não influenciam diretamente nos desejos e desempenho na cama. A conclusão é que nós sabemos diferenciar fantasia do sexo real do dia a dia. Jura?
“Lajeunesse desmentiu a tese segundo a qual os homens que assistem a vídeos pornográficos buscam reproduzir na vida real o que veem na tela, assim como a suposta existência de uma ligação entre a pornografia e a violência sexual contra as mulheres”, diz a matéria da France Presse, publicada pela Folha de São Paulo. “Isso seria o mesmo que dizer que os comerciais da vodca Smirnoff levam ao alcoolismo”, comparou o sociólogo. Na maioria das vezes, trata-se apenas de satisfazer uma “fantasia marginal”, afirmou.
Os solteirões perdem, não necessariamente perdem, duas horas por semana com sites pornográficos. Um dos entrevistados de Lajeunesse fez um bom resumo da prática: “um bom jantar, um bom filme e uma masturbação”. Só espero que ele não erre a ordem e coloque a linguiça errada na frigideira.
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