

Capa do CD da banda Gruvox
Nesta quinta-feira (25) tem show do Gruvox, no TUC, a partir das 19h30 (sempre atrasa no mínimo meia hora). Ingressos a R$ 3 pila ou, R$ 1,50 se for meia (dá para pagar com moedinha).
Confesso que não havia escutado nada do Gruvoz (www.tramavirtual.com.br/gruvox) até que o Fernando Tupan passou pela redação e me deixou o Tudo que se Pode a Zero Grau. Coloquei o disco no computador e fui trabalhando e escutando. De repente me senti como se estivesse voltado no tempo, lá pelos anos 80/90. O clima do som do Gruvox me pareceu muito parecido com o que eu ouvia naquela época, da fase pós-punk do Beijo AA Força e do Opinião Pública. Claro que tem uma roupagem mais atual, mas me vinha algum registro sonoro que me ligava direto àquelas bandas.
Aí fui ver os créditos e tudo ficou explicado. O som da guitarra do Walmor Góes é inconfundível. Como todo ótimo músico, faz com que seu instrumento tenha um sotaque próprio, uma assinatura musical fácil de distingüir. Foi por causa dele que lembrei das duas outras bandas onde ele também tocou.
Além de Góes, tem ainda Carlos Alberto Lins, multi-instrumentista e compositor, que também tocou com Opinião Pública e Maxixe Machine, entre outros. E, se não bastasse, aparece a participação especail de Arnaldo Machado, a voz do opinião Pública. Completam o Gruvox, Flávio Jacobsen – vocal e guitarra – e Rodrigo Genaro – bateria e voz.
As músicas têm letras inteligentes, com um humor típico que também relembra coisas curitibanas (alô Thadeu Wojciechowski e cia, aquele abraço). Poesia largada que parece não dizer nada a quem não presta atenção, mas que carrega múltiplas leituras aos mais antenados e atentos.
“Não é fácil ser feio, fraco, burro, sujo e pobre”, é o refrão de uma das músicas, e o título foi só para chamar tua atenção.
Serviço:
Show Gruvox – Lançamento do álbum Tudo que se Pode a Zero Grau
Local: TUC (Galeria Júlio Moreira – Largo da Ordem)
Data: 25/09 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Ingressos: R$ 3,00 e R$ 1,50 (meia)



