Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo

The Terribilles vence a Garagem de Talentos

Ana Fornasier/Divulgação
The Terribilles conquistou o 1° lugar logo no primeiro show com músicas próprias

A banda The Terribilles foi a vencedora da terceira edição do Garagem de Talentos , da Gazetinha. Terra em Transe foi a segunda colocada e Hannah Sophia foi a terceira. A final aconteceu neste sábado (29) no Espaço Cultural 92 Graus. A apresentação especial das três bandas vencedoras acontecerá na próxima sexta-feira, na Fnac (Shopping Barigüi), com a presença do guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, que dará uma canja com os ganhadores.

O que se viu na apresentação das oito bandas classificadas foi que o pop-rock curitibano está com o futuro garantido. Boas bandas, bons músicos, idéias novas e o próprio festival para promover tudo. Foi uma tarde prazerosa e eu vou contar um pouco dela agora.

Em primeiro lugar, foi perfeita a escolha do local pois JR, que comanda o 92, é um grande batalhador do rock paranaense, mas para o próximo ano é preciso maior cuidado com a aparelhagem de som pois falhas chegaram a comprometer a apresentação de algumas bandas.

Tudo começou com uma apresentação da competente banda The Xstremist, que cultua Joe Satriani. Os caras tocam bem, mas uma banda cover com componentes mais velhos e fazendo um rock instrumental para abertura não foi a melhor escolha. Abaixo as bandas covers!

A primeira concorrente a se apresentar foi a Opposite of Etisoppo (atenção, organização, vamos acertar os nomes das bandas. É feio ficar errando). São os mais novinhos entre todos os concorrentes, na base de 14 e 15 aninhos. Foram prejudicados pela falha do microfone da segunda voz. É uma promessa. Se a banda se mantiver, vai vencer esse festival em breve. Muito bom o guitarrista (que também é o vocalista).

Hannah Sophia – Tem de ter coragem de entrar sozinha com o violão e abrir a boca a cantar. O júri recomendou-a tocar com banda pois assim ficaria mais livre para expor a bela voz e tecer suas belas canções. Podem ter razão, mas ela manda muito bem sozinha. Tanto que ficou com o terceiro lugar. O microfone dela também não estava bom, poderia ter sido mais bem regulado.

Divulgação/MySpace
Terra em Transe – o trio ficou em segundo lugar

Terra em Transe foi a terceira banda. Para mim, a melhor apresentação do dia. Excelente baterista (Junior Pelanda) que é o motor a conduzir esse power trio que tem influências nos anos 60 e 70. Faz uma bela dupla com o baixista (Felippe Mileke) que também é bom, mas poderia deixar a linha de baixo um pouco mais melódica para ajudar o trio. O guitarrista e vocalista Celso Lourenço tem presença com seu jeito um tanto ogro de ser. O interessante é que o guitarrista e o baixista colocaram um anúncio classificado na internet para procurar o baterista. Depois de algumas tentativas, se deram bem na escolha. A banda existe desde maio deste ano e é melhor ao vivo do que no material gravado que colocou na internet. Teve a coragem de fazer cover dos Beatles com arranjo para trio.

Rocka Jenny – As gurias são mesmo divertidas e transmitem um prazer contagiante ao tocar. Mas entraram com instrumentos desafinados, tentaram afinar na hora e não conseguiram. A guitarra, mais delicada no caso delas, ficou nitidamente desafinada. Uma pena, belas canções que não puderam ser plenamente apreciadas.

Trem Fantasma – A banda foi prejudicada pois a guitarra ficou muito baixa, quase sumida, fatal num trio. Pena, pois os caras tocam muito bem, têm variações rítmicas bem ensaiadas, estão bem entrosados e ainda exibem uma produção visual impecável, com as roupas feitas pela mãe de um dos componentes (se não me engano), no estilo anos 70. Parecem ser comprometidos com a música e por isso têm futuro promissor.

The Terribilles – A vencedora do concurso entrou tensa no palco e por pouco não comprometeu a apresentação. Se perdeu no andamento na primeira música que ficou com uma qualidade bem inferior ao que mostrou nas gravações que rolam na internet. Da segunda música para a frente conseguiu controlar os nervos e retomar as rédeas.

Depois de já premiado, o guitarrista e vocalista Lucas Chan me contou que foi o primeiro show da banda mostrando composições próprias. Claro, foi por isso que tremeram. Felizmente o júri soube relevar os erros e considerar as belas composições. Com certeza, o material gravado, enviado para avaliação, contou a favor. A banda existe há um ano e o último componente a entrar foi o baixista Luiz Terribille, que emprestou o sobrenome para intitular o grupo (ele substituiu outro componente que foi para a Índia, vejam só). Os Terribilles ainda têm muita influência de Libertines, mas já mostram personalidade e belas canções.

Orelhas Secas – A penúltima banda do dia mostrou uma sonoridade mais ligada à nova MPB. As composições, principalmente as letras, ainda são bem amadoras. Têm bom ritmo, mas precisam ler mais poesia, escutar mais as letras de Chico Buarque e Noel Rosa.

Mr. Jingles – A banda com sonoridade mais pop da noite deixou a desejar. Seu material no MySpace é bem superior ao que foi apresentado ao vivo. Ficaram tímidos. A bela guitarra de Caio Caminoski ficou sumida, não sei se por escolha própria ou falha de som. Será que pesou o fato de serem os últimos a se apresentar?

Enfim, foi uma tarde musical positiva para mim. Ótima iniciativa da Gazetinha fzer a escolha ao vivo. Parabéns a todos os concorrentes. Os que não venceram que aprendam com os erros e sejam persistentes. Fazer música em Curitiba não é fácil, o caminho é longo e vocês estão só começando.

E você, viu, ouviu, gosta de música do Paraná? Comente aí embaixo.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.