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Em inglês, existe um termo para isso: blackwashing. Nos últimos anos, o progressismo doente tem tentado, a todo custo, reescrever a história: como conversamos na última coluna, o problema não é um “filminho”, onde o diretor tem a liberdade de fazer o que bem entender nele; o problema é quando manipulam e falsificam para defender essas práticas.
De repente, os gregos podiam ser negros; Aquiles de “louros cabelos” podia ser negro; Helena de Troia de “braços brancos” poderia ser negra. E assim, a história dos povos antigos tem sido reescrita e reinterpretada nessa aberração pós-moderna progressista.
Continuando de onde paramos, além de toda a produção textual e iconográfica grega milenar refutar essa deturpação sinalizadora de virtude, o DNA grego antigo e moderno também o faz. Assim, temos um quadro interdisciplinar bem mais completo e preciso de como eram os povos da sagrada Hellas.
Um estudo publicado em 2017 fez o maior e mais detalhado mapeamento genético da história da Grécia, e foi publicado pela toda-poderosa revista científica Nature. Um time de mais de 30 pesquisadores, principalmente gregos, publicou um estudo revelador: Genetic origins of the Minoans and Mycenaeans (As origens genéticas dos Minoicos e Micênicos).
Como sabemos, os minoicos são considerados a primeira civilização grega, originários de Creta, de cerca de 3 mil anos antes de Cristo, e os micênicos foram os herdeiros dos minoicos a partir de 1600 a.C., vivendo no período da lendária Guerra de Troia.
O estudo mostra que minoicos e micênicos compartilham ¾ do DNA, e o restante do DNA micênico vinha das regiões do leste europeu e da Sibéria. Mas o que o estudo diz sobre a presença de DNA africano nas populações gregas, desde os minoicos, do século XXX a.C., até os gregos modernos?
O que vemos é uma dominação genética esmagadoramente europeia, seguida da atual Turquia e das regiões da Eurásia e do Oriente Médio; a herança genética africana é virtualmente inexistente
Falando sobre os genes africanos, os professores explicam na p. 4: “Outras migrações propostas, como a colonização por colonos egípcios ou fenícios, não são discerníveis em nossos dados, uma vez que não há influência mensurável levantina ou africana nos minoicos e micênicos, rejeitando assim a hipótese de que as culturas do Egeu foram semeadas por migrantes das antigas civilizações dessas regiões.”
Comentando ainda mais esse ponto, a revista Science explica que “quando os pesquisadores compararam o DNA dos gregos modernos com o dos antigos micênicos, encontraram muitas sobreposições genéticas.”
Os gregos modernos partilham proporções semelhantes de DNA das mesmas fontes ancestrais que os micênicos, embora tenham herdado um pouco menos de DNA dos antigos agricultores da Anatólia e um pouco mais de DNA de migrações posteriores para a Grécia.
Os cientistas explicam na entrevista que essa continuidade entre os micênicos e os povos atuais é “particularmente impressionante, dado que o Egeu tem sido uma encruzilhada de civilizações durante milhares de anos”, diz o coautor George Stamatoyannopoulos, da Universidade de Washington, em Seattle.
Isto sugere que os principais componentes da ascendência dos gregos já existiam na Idade do Bronze, depois que a migração dos primeiros agricultores da Anatólia estabeleceu o modelo para a composição genética dos gregos e, de fato, da maioria dos europeus.
“A disseminação das populações agrícolas foi o momento decisivo em que os principais elementos da população grega já estavam estabelecidos”, diz o arqueólogo Colin Renfrew, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que não esteve envolvido no trabalho.
Resumindo tudo: sabe o que o estudo mostra para nós? Que o povo grego, desde o século XXX a.C., tem essencialmente a mesma composição genética, mesmo tendo contato intenso com diversas culturas e povos de diferentes raças; e o DNA deles continuou virtualmente idêntico, mesmo milênios depois. Além disso, é virtualmente não identificável herança genética africana nos gregos antigos.
Isso só reforça uma verdade milenar que vemos quando olhamos para os textos e a iconografia gregas: quando alguns textos raros falam sobre um tom de pele escura, referindo-se a gregos famosos da história e da mitologia, isso não tem absolutamente nada a ver com um tom de pele escuro africano como a gente conhece, e muito menos indica que esses gregos têm alguma ascendência africana.
Os gregos tinham contato com os africanos; muitos gregos podiam se dar bem com etíopes e egípcios; mas a esmagadora maioria dos gregos não se misturava geneticamente com eles, e a ciência mostra isso. Etíopes, celtas, egípcios e persas eram todos estrangeiros para os gregos. Eles estavam com os gregos, mas não faziam parte dos gregos; alguns aparecem nas histórias e nas artes dos gregos, mas eram estrangeiros nessas histórias e artes.
Portanto, estejam cientes de que toda mídia que represente gregos com origem africana, representando gregos da Grécia Antiga, é mera fantasia progressista moderna, não história de verdade.









