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Há trinta anos, aqueles jovens de Nova Jersey não sabiam que estavam dando seus primeiros passos em uma Odisseia insana que deixaria o velho Odisseu orgulhoso nos campos Elísios: quando finalmente chegou em Ítaca, depois de 20 anos lutando para chegar na sua amada ilha, ele só queria paz. Os caras do Symphony X chegaram aos 30 anos na sua jornada, mas a última coisa que eles querem agora é descansar em paz... Ainda bem!
Russel Allen nos vocais, Michael Romeo na Guitarra, Michael Pinnella no teclado, Michael LePond no baixo e Jason Rullo: senhoras e senhores, isso é um Dream Team do Heavy Metal mundial. O que esses rapazes fizeram pelo Prog Metal será lembrada e cantado pelas musas (e pelos musos) pela eternidade, literalmente. Foram 9 álbuns de estúdio lançados até agora, o último em 2015. Ok, vocês não veem a hora de um álbum novo, e eu também: mas se tem uma coisa que eles já provaram ao longo de todos esses anos, é que eles demoram pra lançar um álbum, mas quando lançam somos presenteados como uma verdadeira obra de arte. E nós como fãs; e me perdoem a franqueza, eu sou o maior deles no Brasil, quiçá no mundo, somos testemunhas disso.
Eu tinha 13 anos quando conheci a banda: foi a música “Of Sins and Shadows” do álbum “The Divine Wings of Tragedy”. Um colega da oitava série me emprestou um CD que veio na saudosa Planet Metal com uma coletânea de músicas e bandas e a música era logo a primeira. Eu já tinha escutado Iron Maiden, Guns e outras bandas, mas incrivelmente nenhum tinha despertado o Metal em mim; mas quando eu dei o play naquela música pela primeira vez, eu não escutei com o ouvido, escutei com o coração. Isso foi fofo, eu sei, mas quem acompanha meu trabalho na internet nesses anos sabe que falo isso o tempo todo. Já escrevi até uma coluna aqui falando sobre isso.
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Mas o que quero dizer com isso tudo é o que os fãs já sabem: de 1994, quando o primeiro álbum foi lançado, em diante, a banda conseguiu se superar a cada álbum: simplesmente não existe álbum “mais ou menos”, e muito menos “ruim”, e olha que fã de Heavy Metal costuma ser exigente, até chato muitas vezes. Mas todos os álbuns do Symphony X ao longo desses anos são obras de artes: lembra quando escutou o “V” pela primeira vez? E o The Odyssey? Pelo amor de Zeus! Foi com The Odyssey, no Ensino Médio, que descobri o que queria ser quando crescesse: professor de literatura e história. E fechando a santíssima Trindade tivemos Paradise Lost, Iconoclast e Underworld. Algo me diz que esse ano teremos mais um... Que os anjos digam amém!
E nós brasileiros, os fãs mais insanos do mundo, vamos poder comemorar esses 30 anos juntos com a banda: dia 20/03 eles estarão em São Paulo, dia 21/03 em Curitiba e fechando dia 22/03 no Rio de Janeiro. Nossa presença agitando os shows será um presente que eles não vão esquecer!
Para mais informações, acessem @toplinkmusic





