i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Tubo de Ensaio

Foto de perfil de Tubo de Ensaio
Ver perfil

Ciência, religião e as pontes que se pode construir entre elas

Francis Collins recebe o Prêmio Templeton 2020

  • 20/05/2020 17:07
Francis Collins, diretor do National Institutes of Health
Francis Collins já tem uma década e meia de serviço pela harmonia entre ciência e religião.| Foto: Olivier Douliery/AFP

Quando soube, na manhã de hoje, que o geneticista Francis Collins tinha ganho o Prêmio Templeton 2020, a minha primeira reação foi “ué?”. Não porque ele não merecesse, obviamente, mas porque eu podia jurar que ele já tivesse recebido essa, que é talvez a principal homenagem a pessoas que trabalham pela harmonia entre a busca científica e as grandes questões da nossa existência. Afinal, Collins já é uma estrela do diálogo entre ciência e fé há pelo menos uma década e meia. Chances para receber o prêmio, concedido anualmente, não faltaram.

Claro, um Prêmio Templeton não é exatamente como um Oscar que um grande cineasta ou profissional do cinema recebe por um trabalho menor após ter sido injustiçado, vendo sua obra-prima perder para algum filme do qual ninguém vai se lembrar em cinco anos – pense aqui em Ennio Morricone, cuja trilha sonora para A Missão perdeu em 1987 (ok, foi pro Herbie Hancock, mas quem lembra da trilha?), e só ganhou o Oscar da categoria em 2016. O prêmio é uma homenagem ao conjunto da obra, e Collins só foi acrescentando feitos à sua biografia nos últimos anos.

Claro, A linguagem de Deus (que parece estar esgotado no Brasil) foi um marco em 2006, porque foi o primeiro best-seller que trouxe a um público amplo a perspectiva da conciliação entre ciência e fé, quando o ateísmo militante já estava emplacando um sucesso editorial atrás do outro. Collins já podia ter levado o prêmio a partir dali, mesmo porque já era uma celebridade antes do livro, tendo comandado o Projeto Genoma Humano. Mas ele não parou por aí: no ano seguinte à publicação do livro, criou a Fundação BioLogos, que tem se engajado na promoção da ciência entre os evangélicos americanos, e em 2009 foi nomeado tanto para a Pontifícia Academia de Ciências quanto para o comando do National Institutes of Health (NIH) norte-americano, superando um caminhão de críticas de ateus para quem Collins não era um bom nome para o posto pelo mero fato de ser um cristão devoto.

O bom trabalho de Collins deixou os críticos falando sozinhos, e vejam só como funciona a Providência: ele foi escolhido para o Prêmio Templeton no fim do ano passado, antes que o mundo conhecesse o coronavírus, mas o anúncio vem justamente no meio da maior crise sanitária deste século, em que o NIH tem papel importante, pelo menos nos Estados Unidos. Collins, profundamente comprometido tanto com o Evangelho quanto com a ciência, aparece como um exemplo a seguir nesses tempos tão complicados, em há uma desconfiança por parte de gente boa, de fé sincera, em relação ao que os cientistas nos dizem sobre o coronavírus.

Chega a ser providencial que Francis Collins só tenha recebido o Prêmio Templeton agora, no meio da pandemia de coronavírus – e a escolha ocorreu antes de a doença aparecer... (Foto: Mandel Ngan/AFP)
Chega a ser providencial que Francis Collins só tenha recebido o Prêmio Templeton agora, no meio da pandemia de coronavírus – e a escolha ocorreu antes de a doença aparecer... (Foto: Mandel Ngan/AFP)| AFP

Falando nisso, não deixem de conferir a sensacional conversa entre Collins e o pastor Tim Keller, organizada pela BioLogos e ocorrida na noite de ontem. No vídeo, eles conversam sobre a atual pandemia e uma série de temas relacionados à doença, como a missão das igrejas e dos cristãos, essa desconfiança que paira sobre a comunidade científica e, claro, tentam responder à pergunta fundamental: onde está Deus no meio de tudo isso.

Atualizado em 26 de maio: O pessoal da Associação Brasileira de Cristãos na Ciência acabou de legendar a live e colocar no ar, confiram aí:

1 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 1 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.

  • P

    PATRICIA WANDER BROOCK

    ± 0 minutos

    Que matéria interessante! Li o livro dele na época do lançamento e vou conferir esse debate recente. Ótima referência!

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]