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gestão de pessoas pode ser feita via home office
| Foto: Bigstock

A crise do coronavírus mudou completamente a rotina de todos. Tivemos que reeducar nossos hábitos, nossa rotina e até nossos processos produtivos no ambiente corporativo. Ao que tudo indica, a situação ainda está longe de se normalizar e, infelizmente, ainda deve se perpetuar por mais algum tempo.

Em busca de evitar desastres econômicos ainda maiores, as empresas iniciam um período de reabertura das operações. No entanto, o contexto é completamente diferente do período pré-crise: as jornadas são reduzidas, os processos sofreram reestruturações e os cuidados com a saúde do colaborador vem em primeiro lugar (ao menos nas organizações mais conscientes).

Esse panorama é muito novo para todo mundo. Ainda estamos aprendendo quais são as melhores formas de retomar as atividades minimizando ao máximo o risco para os colaboradores. É uma situação delicada, já que cada erro pode trazer consequências graves. Porém, restam poucas alternativas: a crise não permite outras saídas.

Um dos pontos mais importantes para superar esse momento é a gestão de pessoas. Seja antes, durante ou depois da pandemia, os colaboradores sempre são o maior ativo que uma empresa possui. Mais do que nunca, agora é preciso aproveitar ao máximo os recursos humanos disponíveis, sem deixar de garantir condições adequadas de saúde a cada funcionário.

Porém, a pandemia impõe novos desafios à gestão de pessoas. Com o distanciamento social, é provável que essa gestão seja feita de forma remota. Se seus funcionários estão em home office, o grande trunfo é a comunicação frequente e o acompanhamento de resultados. Por conta da distância física, é natural que gestores percam o controle sobre o trabalho executado por seus colaboradores. No entanto, um maior número de reuniões e um acompanhamento mais próximo de métricas individuais pode compensar esse distanciamento.

No entanto, gostaria de me ater especialmente à gestão de profissionais que realizam rotinas operacionais, ou seja, que estão voltando ao trabalho presencial. Esse é o caso das grandes indústrias, por exemplo. Como fazer uma boa gestão de pessoas desses funcionários e ainda garantir condições adequadas de saúde a eles?

Primeiramente, a gestão remota também pode funcionar nesses casos. É impossível que o profissional do chão de fábrica faça seu trabalho à distância. No entanto, existem tecnologias que permitem que gestor acompanhe todo o trabalho de sua equipe sem sair de casa. Isso é importantíssimo para evitar reuniões desnecessárias e diminuir os riscos de possíveis contaminações.

Em segundo lugar, é preciso ter total respeito aos protocolos de saúde e segurança: falamos aqui de disponibilização de álcool em gel, medição de temperatura, testagem em massa e medidas para evitar aglomerações e garantir o distanciamento social dentro da empresa.

Uma atenção especial deve vir para as equipes de limpeza: mais do que nunca os gestores precisarão acompanhar de perto esse serviço, que muitas vezes são terceirizados. Essa é a hora de entender exatamente como está o trabalho dessas equipes e quais medidas estão sendo tomadas para reforçar a higienização dos ambientes. A qualidade do trabalho desse time é essencial para garantir um local de trabalho seguro.

Por fim, a gestão de pessoas nesse tempo de crise requer foco em produtividade. Provavelmente gestores estarão trabalhando com equipes reduzidas, tanto para respeitar as medidas de saúde quanto pela menor demanda do mercado. Portanto, é essencial evitar desperdícios e aproveitar ao máximo a mão de obra disponível. Assim, vale a pena ter indicadores precisos para fazer avaliações de desempenho individuais, identificando rapidamente gargalos e tomando as medidas necessárias.

Esse é o cenário que enxergo para a gestão de pessoas em tempos tão turbulentos quanto o que vivemos. E ainda vou além: a gestão remota, o acompanhamento de indicadores e a preocupação com a saúde do colaborador são pontos que precisamos urgentemente levar para as empresas mesmo após a pandemia!

*Fábio Rodrigues é economista, co-fundador e CEO da Novidá, startup residente do Cubo Itaú que usa IoT, AI e tracking de precisão para mapear a jornada de pessoas e equipamentos em ambientes de trabalho, gerando insights relevantes para a tomada de decisões.

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