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Fintech as a service e as transformações no setor de meios de pagamentos
| Foto: Unsplash.

Há anos a evolução e as transformações do setor financeiro, em especial de meios de pagamentos, movimentam diversas áreas da economia e da sociedade. O ano de 2020 se destaca pela pluralidade de soluções oferecidas. Nos últimos meses, esse mercado, que já caminhava rumo à digitalização, precisou acelerar bruscamente e se adaptar aos novos hábitos de consumo, que surgiram após a chegada da Covid-19. Com os novos protocolos da vida cotidiana, difícil imaginar quem esteja confortável em realizar transações em dinheiro, por exemplo. Empresas e pessoas precisaram se reinventar. Paralelamente, os pagamentos via QR Code, links e carteiras digitais se consolidaram, exercendo um papel importante neste cenário.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), 95% das pessoas utilizam cartão de crédito todo mês e 68% das compras são feitas via celular. Em um país onde a penetração de smartphones é de 70%, o percentual acima é resultado da mudança de comportamento e do surgimento de novos players que permitem formas inovadoras de inclusão no mercado.

O conceito de fintech as a service tem um papel fundamental nesse processo. Empresas como a Hash buscam atrair uma parcela considerável de desbancarizados, que somam 45 milhões de brasileiros, segundos dados do Instituto Locomotiva, por meio de soluções que permitem à companhias de qualquer segmento desenvolverem seus próprios serviços financeiros. E fazem isso de forma rápida e segura, agregando valor ao modelo de negócios e inserindo novos players no mercado.

Por meio de plataformas whitelabel e plug-n-play, é possível oferecer um produto 100% customizável de acordo com as necessidades e oportunidades de cada micro-ecossistema, com marca e identidade visual próprias. Uma solução completa que pode ser integrada por meio de APIs, garantindo agilidade, eficiência e segurança.

As a service como forma de democratização

Permitir que companhias de fora do setor financeiro se tornem um meio de pagamento é uma forma de impactar a concorrência, em um mercado que sempre foi dominado por poucos players. Ao democratizar o acesso, oferecendo produtos digitais e mais baratos, a Hash e outras fintechs participam diretamente na disputa por taxas e qualidade de atendimento aos clientes.

Em mercados B2B, fornecer novas modalidades de pagamentos para pequenos e médios empreendedores (PMEs) beneficia a cadeia de ponta a ponta. O consumidor ganha mais uma opção de pagamento, com possibilidade de parcelamento, enquanto os PMEs aumentam as oportunidades de venda com uma forma de pagamento segura.  Já as grandes companhias beneficiam-se de maior penetração no mercado com suas próprias maquininhas, além de oferecer taxas customizadas, reduzir o risco de inadimplência, acessar os recebíveis como crédito para vendas futuras de produtos e insumos e garantir uma distribuição automática dos valores, via split de pagamentos.

Apesar da aceleração, o mercado brasileiro ainda está em processo de amadurecimento e abriga espaço para o surgimento de novas empresas, em diversas frentes. Os Estados Unidos possuem milhares de startups financeiras, enquanto o Brasil soma apenas 742. A categoria de meios de pagamento é a mais representativa delas e emprega atualmente 14 mil pessoas. Grandes mudanças estão por vir. O PIX e o Open Banking estão próximos de ser tornar realidade e prometem uma nova revolução no setor.

*Ademar Proença é COO da Hash, startup membro do Cubo Itaú. A startup nasceu para facilitar a relação entre as empresas e a sua cadeia de clientes, por meio de uma plataforma que lhes permite fornecer serviços financeiros às empresas. Formado e pós-graduado em Direito e com MBA pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD), tem experiência com o mercado de infraestrutura e o setor tecnologia para mobilidade, onde atuou cuidando da expansão da 99 para mais de 500 cidades brasileiras.

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