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Das arquibancadas para o Facebook: paixão pelo futebol é o centro de comunidades virtuais.| Foto: Bigstock

Quem foi que disse mesmo que futebol não era assunto de mulher?

Quem disse isso estava muito enganado, pois o futebol não só é assunto de qualquer um que queira conversar, como também é o amor que une a comunidade no Facebook comandada pela Rosane Marques. Diretamente de Belo Horizonte, o Grupo Galo nasceu a partir de resenhas presenciais dos administradores, com o intuito de reunir torcedores do Clube Atlético Mineiro.

“Em uma conversa após um jogo, descobrimos a possibilidade de termos um espaço virtual para falarmos sobre o time, os jogos e tudo que envolvesse o Atlético. Daí começamos a convidar os amigos atleticanos que, por sua vez, fizeram essa bola girar”, contou Rosane.

Criado em 2011, o Galo é um grupo local com 82 mil membros e conta com quatro administradores desde a sua fundação. Perguntei para a Rosane como é a relação dos participantes com uma mulher liderando uma comunidade de um tema dominado por homens. Para ela, há um orgulho enorme em administrar um nicho com predominância do público masculino (65% dos participantes do grupo são homens). Além disso, Rosane percebeu no decorrer dos anos que a participação das mulheres na comunidade aumentou.

“Como sempre fui muito ativa no grupo, o respeito se fez presente desde o início e procuro atender não só a gestão da comunidade, mas também me comunicar individualmente conforme a necessidade dos membros”, ressalta.

Na comunidade do Galo se fala muito, mas sempre com o clube alvinegro no centro das discussões.

“Futebol é dinâmico. Portanto, após um jogo, os assuntos variam de comentários de resultados até probabilidades sobre o jogo seguinte. Também pontuamos sobre contratações e dispensa de jogadores e técnicos”, explica.

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Apaixonada pelo Atlético Mineiro, Rosane Marques é uma das fundadoras de grupo que reúne 82 mil torcedores.

Causos e conexões não faltam na comunidade. Em um deles, um membro do grupo conseguiu superar um momento pessoal difícil graças ao apoio dos demais participantes, algo que deixou Rosane emocionada

“Recentemente, durante a pandemia, um membro nos procurou solicitando permissão para rifar uma camisa autografada, pois estava desempregado e precisava do montante para pagar as contas e alimentar a família. Este tipo de ação não é permitida no grupo, mas após inúmeras conversas, pensamos em um post anônimo, sem expô-lo. Para minha grata surpresa, ninguém concordou que ele tivesse que se desfazer da camisa, que é tão preciosa para quem tem, ainda mais autografada por todos os jogadores. Apareceu um membro oferecendo um trabalho e ele está na empresa até hoje. Como faço parte de dois grandes projetos sociais, consegui cestas básicas até que ele recebesse o primeiro salário”, relatou Rosane.

Para o futuro da comunidade, estão nos planos ter um subgrupo voltado para o empreendedorismo e ofertas de trabalho para atender às necessidades que ela percebe nos membros e que não podem se misturar com o tema principal do grupo matriz.

Eu amei conhecer um pouco mais sobre uma comunidade onde o amor que une os membros é o futebol.

E se você também é torcedor ou torcedora do clube mineiro e quiser participar da comunidade, é só procurar o Grupo Galo no Instagram ou no Facebook.

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