“Uma boa líder, antes de mais nada, precisa ser a líder da sua vida, assumindo o protagonismo da sua história.”
“Uma boa líder, antes de mais nada, precisa ser a líder da sua vida, assumindo o protagonismo da sua história.”| Foto: Pexels.

Se você morresse hoje, você morreria feliz?
 
Foi essa pergunta que me fiz em setembro de 2016. Era final de domingo, o telefone tocou, era minha mãe, falando que um tio muito querido tinha sofrido um infarto e estava na UTI entre a vida e a morte. Aquela notícia mexeu muito comigo, fiquei pensando, pensando…

Até que me deparei com o espelho, olhei bem no fundo dos meus olhos e me questionei: "Se eu morresse hoje, morreria feliz?". Foi, então, que me dei conta, que estava totalmente infeliz e vivendo uma vida que não queria.

Após 40 dias de muita reflexão e aceitação, de que aquela vida não servia mais pra mim, resolvi escrever a minha própria história. Tomei a decisão que seria a diretora, roteirista e atriz principal dela e faria tudo o que sempre quis fazer.

Demorei 29 anos para assumir o meu protagonismo e isso aconteceu
pelo motivo de não fazer ideia do sentido da palavra protagonismo. E também porque ficamos presos na rotina da vida, nessa loucura que é o dia a dia. Deixamos tudo pra depois: depois que me formar, depois que casar, depois que tiver filhos e, assim, sem perceber, em um piscar de olhos a gente vai deixando a vida para depois.

Além disso, somos criados para viver em caixinhas…

Somos criados para estudar muito, ser a nota 10 da sala, pois só assim você vai ser alguém da vida. Com 17 anos você tem que escolher uma profissão para vida toda, garantir o seu diploma,  arranjar um emprego, ganhar muito dinheiro ou fazer concurso porque traz segurança financeira. Ah, você também tem que encontrar o amor da sua vida, ter filhos, ser feliz para sempre e FIM!

Esse é um roteiro da vida que muitos de nós assumimos sem questionar. Com isso, a gente cai na rotina e aceita que a vida é esse padrão e fica sem saber exatamente onde quer chegar.

Mas tem um problema em tudo isso…

¨Se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve...!" 

E aí, as outras pessoas acabam escolhendo o seu caminho e, se você não tiver protagonismo na sua vida, infelizmente você vai permitir que essas pessoas façam escolhas por você. 

Porém, o TEMPO passa muito rápido e, com o tempo, qualquer caminho não serve. Por isso, te pergunto: o que você tem feito com o seu tempo? Qual história você está escrevendo da sua vida? Aquela que você sempre quis viver ou aquela que os outros disseram que é a certa pra você?  

Estamos habituados a relacionar a palavra protagonismo ao universo do palco, teatro, TV ou cinema. Mas imagine agora que você é diretora (o) e roteirista (o) da sua vida e que você vai escrever essa história conforme você quiser. A grande diferença está em você assumir o protagonismo ou simplesmente ficar como uma mera espectadora dessa história.

Autoconhecimento

E o protagonismo só existe por meio do autoconhecimento, é necessário olhar para dentro de si. Aos 24 anos tomei a decisão de me autoconhecer: fui fazer terapia, cursos de desenvolvimento pessoal, coaching, porque precisava entender quem era a Isabella na fila do pão. No entanto, mesmo fazendo tudo isso, dos meus 24 anos aos 29 anos, ainda não era a protagonista da minha vida.

Autoconhecimento não é algo que acontece do dia para outro, é um processo constante, por vezes doloroso e que leva um tempo. Porém, comecei a notar um padrão, que por mais que investia em autoconhecimento, ficava me sabotando, pois ao mesmo tempo queria muito sair caixinha, mas também queria ficar, porque era confortável, estava na minha zona de conforto.

Então, depois do meu grande Day One!, no auge dos meus quase 30 anos, a tal da fake news da  #IdadeDoSucesso, finalmente despertei. Parei de querer agradar os outros, joguei fora a caixinha na qual queriam me colocar, deixei de ser uma mera espectadora da vida e passei a assumir o protagonismo da minha história!

E todo esse processo me levou ao encontro do despertar do meu propósito. Descobri o que eu tinha de bom para oferecer e transformei em um trabalho com significado.

O meu propósito me empoderou como mulher mas, principalmente, como ser humano. O despertar do meu propósito foi extremamente importante para me tornar uma líder protagonista da minha vida! E, aqui, fica um lembrete importante: despertar o propósito não é o seu "felizes para sempre". É apenas um direcionamento da sua jornada!

Para se tornar uma líder protagonista é necessário desconstruir a liderança.

Quando falamos de liderança a primeira coisa que vem na cabeça é assumir uma posição em uma organização e ter uma equipe. Mas ser líder é muito mais que um status no LinkedIn. Provavelmente, você já exerce muitos papéis de líder na vida, como na sua casa, comunidade, projetos, trabalho ou até mesmo na igreja mas, talvez, nunca tenha parado para pensar que isso também é ser uma líder.

Vem cá, que vou te ajudar a praticar! Luz, câmera, ação! 

Imagine esta cena:

Você levantou, tomou café, abriu o computador e, de repente, uma coisa maluca aconteceu: você se tornou a CEO da sua empresa em plena pandemia.

Por onde começar? Como definir as prioridades, alocar recursos? Gerenciar uma equipe? Criar novos projetos? Como gerenciar suas emoções quando der aquele B.O.? Nesse dia inventado, você iria saber o que fazer?

Agora, imagina outra cena:

Você levantou, tomou café, abriu o computador e de repente uma coisa maluca aconteceu: você se tornou a CEO da sua própria vida em plena pandemia.

Por onde começar? Como definir as prioridades? Como gerenciar as suas emoções? Como usar os seus talentos ao seu favor? Como fazer escolhas mais assertivas?

Uma vida com protagonismo é saber que você é a principal agente de transformação das mudanças, que vai se responsabilizar por suas atitudes e se empoderar da sua capacidade de escolha.

Uma boa líder, antes de mais nada, precisa ser a líder da sua vida, assumindo o protagonismo da sua história. Para isso acontecer é necessário olhar para dentro com amorosidade e se autoconhecer.

Eu amo uma frase da Coco Channel, poderia  até dizer que foi da minha autoria, de tanto que me identifico com ela: "A minha vida não me agradava, então eu criei a minha própria vida". Bora, criar a sua vida com protagonismo?!

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