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Dia de Clássico

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/01/17 10:05:54 AM
David Remnik: autor de "O Túmulo de Lênin", que sai em fevereiro pela Companhia das Letras.

David Remnik: autor de “O Túmulo de Lênin”, que sai em fevereiro pela Companhia das Letras.

Daniel Dago é um dínamo. Tradutor de holandês, ele se dedica a mil tarefas literárias ao mesmo tempo. Mantém uma página sobre literatura holandesa que é referência no país. Descobre tudo sobre prêmios e divulga no Facebook. E, ainda, organiza periodicamente uma lista dos livros que serão lançados no Brasil por todas as principais editoras.

O blog publica agora a lista que Dago organizou para 2017. Tem muita coisa boa. De Shakespeare a Elena Ferrante, de Joyce a Murakami, de Bob Dylan a Roberto Bolaño. Segundo Dago, nem tudo sairá necessariamente em 2017 – alguns tiveram os direitos comprados há anos e ainda não saíram.

A lista, ele esclarece, foi elaborada com base em pesquisa nos principais jornais do país, bancos de dados de diversos tipos, entrevistas e/ou conversas. Há também reedições. No total, são 427 títulos que você pode esperar para o país em 2017 ou logo mais. Veja a lista:

ALEPH

Cat’s cradle, de Kurt Vonnegut (trad. Livia Marina Koeppl)
Solaris, de Stanisław Lem (trad. Eneida Favre)
Nós, de Ievguêni Zamiátin (trad. Gabriela Soares da Silva)

ALFAGUARA

Uma virgem boba, de Ida Simons
O simpatizante, de Viet Thanh Nguyen
O comprometido, de Viet Thanh Nguyen
Romancista como vocação, de Harumi Murakami
A canção do pássaro de corda, de Harumi Murakami
Cobertor de estrelas e Duas praças, de Ricardo Lísias (reedição)
Menina escrevendo com o pai, de João Anzanello Carrascoza
A pela da terra, de João Anzanello Carrascoza
Caderno de um ausente, de João Anzanello Carrascoza
O rei de Havana, Pedro Juan Gutiérrez

AMARYLIS

Stálin, de Oleg Khlevniuk
Beethoven, de Jan Swafford
Wilde, de Matthew Sturgis
Tempos difíceis, de Charles Dickens
Oliver Twist, de Charles Dickens
Nicholas Nickelby, de Charles Dickens
Por Dois Mil Anos, de Mihail Sebastian

ARQUEIRO

Ninfeias negras, de Michel Busse
Diário de uma paixão, de Nicholas Sparks
A Chave de Rebecca, de Ken Follett

ATELIÊ EDITORAL

A trágica história do Doutor Fausto, de Christopher Marlowe (trad. C. Galindo, L. Bueno, M. Frungillo)
Epigramas, de Marcial (trad. Rodrigo Garcia Lopes)
Dicionário de pseudônimos literários, de Luís Pio Pedro
História das livrarias cariocas, de Ubiratan Machado

ARTE E LETRA

A Peça intocada, de Luci Collin
Livro de Virgínia Woolf ainda sem título
Azul, de Rubén Darío
O ladrão de corpos seguido de O diabrete da garrafa, de Robert Louis Stevenson
Livro de Elena Garro ainda sem título
As lembras do porvir, de Elena Garro
Dialogue, de Robert Mackee

AUTÊNTICA

Interrogando o real, Slavoj Žižek (trad. Rogério Bettoni)
Heidi, de Johanna Spyri (trad. Karina Jannini)
Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll (trad. Márcia S. Guimarães)
Alice através do espelho , de Lewis Carroll (trad. Márcia S. Guimarães)
O mágico de Oz, de L. Frank Baum (trad. Luís Reyes Gil)
Peter Pan, de J. M. Barrie (trad. Cristina Antunes),
Tarzan, de Edgar Rice Burroughs (trad. Márcia S. Guimarães)
Viagens de Gulliver, Jonathan Swift (trad. Maria Valéria Rezende)
Numa pensão alemã, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
Bliss and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
The garden party and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
The dove’s nest and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
Something childish and other stories, de Katherine Mansfield (trad. Rogério Bettoni)
Livros de Torquato Neto ainda sem título
Livros de Victor Giudice ainda sem título
Vila dos confins, de Mário Palmério
Chapadão do Bugre, de Mário Palmério
Vaca de nariz sutil, de Campos de Carvalho
A chuva imóvel, de Campos de Carvalho
O púcaro búlgaro, de Campos de Carvalho
O espantalho inquieto, de Campos de Carvalho (org. Noel Arantes)
Em busca do real perdido, de Alan Badiou
O diário de Anne Frank (HQ), de Mirella Sipnelli

ÂYINÉ

Blocos, de Ferdinand Bordewijk (trad. Daniel Dago)
Vida interrompida, de Etty Hillesum (trad. Mariângela Guimarães)
Max Havelaar, de Multatuli (trad. Daniel Dago)
Dois livros de Wisława Szymborska
Autores, livros, aventuras (título provisório), de Kurt Wolff (trad Flavio Quintale)
Homo poeticus, de Danilo Kiš (trad. Aleksandar Jovanovic)
Jardim, cinzas, de Danilo Kiš (trad. Aleksandar Jovanovic)
Leitura das Cinzas, de Jerzy Ficowski (trad. Piotr Kilanowski)
Antologia Poética, de Jerzy Ficowski
Ensaios de Pier Paolo Pasolini
Pró ou contra a bomba atômica, de Elsa Morante (trad. Davi Pessoa)
O que é a poesia, de Paul Valéry
Com Borges, de Alberto Manguel
From the other shore, de Herzen
Os pensamentos, de Leopardi
A marca do editor, de Roberto Calasso
Instituições do mundo muçulmano, de Giorgio Vercellin (trad. Pedro Fonseca)

BERTRAND BRASIL

Estranheza mortal, de Nora Roberts
O triturador, de Niall Leonard

 

BIBLIOTECA AZUL

Obras completas – vol. B e C, de Adolfo Bioy Casares (vários tradutores)
História da menina perdida, de Elena Ferrante (trad. Maurício S. Dias)
Nosso homem em Havana, de Graham Greene
Fim de caso, de Graham Greene
O poder e a glória, de Graham Greene
O fator humano, de Graham Greene
Trem de Istambul, de Graham Greene
O terceiro homem, de Graham Greene
David Bowie – Biografia, de Rob Scheffield
O progresso do amor, de Alice Munro
A Ilha, de Aldous Huxley

 

BOITATÁ

Pode pegar!, de Janaina Tokitaka

 

BOITEMPO
Comum, de Pierre Dardot e Christian Laval
Parting ways, de Judith Butler (trad. Rogério Bettoni)
Reconstruindo Lênin: uma biografia intelectual, de Tamás Krausz
HQ sobre a cadela Laika
Duas coletâneas sobre Revolução Russa (autores como Isaac Bábel e Vassili Rozánov), org. Bruno Gomide e Graziela Schneider
Ruy Guerra – A Paixão Escancarada, de Vavy Pacheco Borges
The new Jim Crow: mass incarceration in the age of colorblindness, de Michelle Alexander
Escritos sobre Brecht, de Walter Benjamin
Para além do leviatã: Crítica do Estado, de István Mészáros
Os despossuídos: debates sobre a lei referente ao furto de madeira, de Karl Marx
Dicionário gramsciano, organizado por Guido Liguori e Pasquale Voza
Caminhos divergentes: judaicidade e crítica do sionismo, de Judith Butler
O uso dos corpos: Homo sacer, IV, 2, de Giorgio Agamben
Teoria geral do direito e marxismo, de E. Paschukanis
O capital, Livro III, de Karl Marx
A rebeldia do precariado, de Ruy Braga
Guerra e revolução?, de Domenico Losurdo
O Jovem Hegel, de György Lukács 

BRINQUE-BOOKS

O guardião da floresta, de Heloisa Prieto
Outras histórias que você já conhece, de Heloisa Prieto
Uma família é uma família é uma família, de Sara O’Leary

 

CAMINHOS

Nas sombras do amanhã, de Johan Huizinga (trad. Sérgio Luiz)
Dicção poética, de Owen Barfield (trad. Sérgio Marinho)
Sonetos de meditação, de John Donne (trad. Afonso F. de Sousa)

 

CARAMBAIA

Jaqueta branca, de Herman Melville (trad. Rogério Bettoni)
A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia, Selma Lagerlöf
A guerra no ar, de H.G. Wells
O dorminhoco, de H.G. Wells
Imodéstia, capricho e Inclinações, de Ronald Firbank
O testamento de um excêntrico, de Júlio Verne
Novelas não eróticas de Marquês de Sade ainda sem título

 

CASA DA PALAVRA

O coro dos defuntos, de António Tavares

 

COM ARTE

Manual do aprendiz compositor, de Jules Clay (trad. Lima Barreto)

 

COMPANHIA DAS LETRAS

Memórias (título provisório), de Ai Weiwei
Minha luta 5, de Karl Ove Knausgård
The morning star, de Karl Ove Knausgård
Estações (título provisório, quatro vols.), de Karl Ove Knausgård
Dublinenses, de James Joyce (trad. Caetano Galindo)
O rei pálido, de David Foster Wallace (trad. Caetano Galindo)
Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (trad. Mario Sergio Conti)
O gattopardo, de Tomasi di Lampedusa
Contos, de Tomasi di Lampedusa
Como se o mundo fosse um bom lugar, de Marçal Aquino
Carlos Lacerda, de Mário Magalhães
Europa Central, de William T. Vollmann (trad. Daniel Pellizzari)
F, de Daniel Kehlmann
O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum
A revolução dos bichos, de George Orwell (HQ de Odyr)
Do Éden ao divã, de Moacyr Scliar
Crônicas judaicas (título provisório), de Moacyr Scliar
De poesia, de Hilda Hilst
De prosa, de Hilda Hilst
Noite dentro da noite, de Joca Reiners Terron
Bíblia grega (trad. Frederico Lourenço)
Guerra e paz, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
Contos completos, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
Infância, adolescência, juventude, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
As metamorfoses, de Murilo Mendes
The schooldays of Jesus, de J.M. Coetzee
The lyrics: 1961-2012, de Bob Dylan (trad. Caetano Galindo)
O túmulo de Lênin, de David Remnick
Cabeças trocadas, de Thomas Mann
O eleito, de Thomas Mann (trad. Claúdia Dornbusch)
Confissões de Felix Krull, de Thomas Mann
Contos, de Thomas Mann
Mario e o Mágico, de Thomas Mann
Tetralogia de José e seus irmãos, de Thomas Mann
Sua Alteza Real, de Thomas Mann
Poesia e verdade, de Thomas Mann
Anna Kariênina, de Liev Tolstói (trad. Rubens Figueiredo)
Stálin, de Simon Sebag Montefiore
O jovem Stálin, de Simon Sebag Montefiore
Manifestos, panfletos e palavras de ordem, (org.) Daniel A. Reis
Doutor Jivago, de Boris Pasternak
Dostoiévski, a biografia, de Joseph Frank
O teatro de Sabbath, de Philip Roth (reedição)
Biografia de Lima Barreto, de Lilia Moritz Schwarcz
Biografia de Silvio Santos, de Ricardo Valladares
Uma história do samba, de Lira Neto
Diários da Presidência vol.3, de Fernando Henrique Cardoso
Clarice, de Benjamin Moser (reedição)
Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo
É agora como nunca, diversos poetas, org. Adriana Calcanhoto
O que é o fascismo e outros ensaios, de George Orwell
Borges babilônico, de Jorge Schwartz
O espírito da ficção científica, Roberto Bolaño
Um sentimento estranho, de Orhan Pamuk
Compre-me o céu, de Xinran
Evaristo Carriego/Para seis Cordas/O Martin Fierro, de Jorge Luis Borges
Queer, de William S. Burroughs
O Livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle
Otelo, de William Shakespeare
Confissões, de Santo Agostinho
Educação sentimental, de Gustave Flaubert
A Árvore de Gernika, de G. L. Steer
O rei da vela, de Oswald de Andrade
Meus queridos estranhos, de Livia Garcia-Roza
Crepúsculo dos ídolos, de Friedrich Nietzsche (reedição)
Humano, demasiado humano II, de Friedrich Nietzsche (reedição)
Anna e o planeta, de Jostein Gaarder
Obras completas vol. 7, de Sigmund Freud
O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda (reedição)
A teoria perfeita – uma biografia da relatividade, de Pedro Ferreira
A luta corporal, de Ferreira Gullar
Na vertigem do dia, de Ferreira Gullar

 

COMPANHIA DAS LETRINHAS

Nas águas do Rio Negro, de Drauzio Varella
Branco, Belo e Cinderelo, de José Roberto Torero

 

CONFRARIA DO VENTO

Guardem as cinzas, de Andrea Ferraz
Depois do fim, de Sérgio Bivar
À sombra do pai, de Wellington de Melo

 

DARKSIDE

Hex, de Thomas Olde Heuvelt
Grief is the thing with feathers, de Max Porter

 

DYBBUK

Hímem, de H.D (trad. Luciane Alves)
Poemas, de Leyzer Volf (trad Luciano Ramos Mendes)
Poemas completos, de Isroel Shtern (trad Luciano Ramos Mendes)
Eu construí as barricadas, de Anna Świrczynska (trad Piotr Kilanowski)
Canções do gueto, de Mordechai Gebirtig (trad. de Hanna Deutscher)
Visagens do lago, de Jana Bodnarova (trad. Waldo Motta)
A árvore que veio de longe, de Jana Bodnarova (trad. Waldo Motta)

 

EDITORA 34

Contos de Kolimá (vol 6), de Varlam Chalámov (trad. Nivaldo dos Santos)
A escavação, de Andrei Platónov (trad. Mário Ramos e Yulia Mikaelyan)
Os sete enforcados, de Leonid Andrêiev (trad. Nivaldo dos Santos)
Sátántangó, de László Krasznahorkai (trad. Paulo Schiller)
Cartas (título provisório), de Vincent van Gogh (trad. Jorge Coli e Felipe Martinez)
A câmara escura de Dâmocles, de W.F. Hermans (trad. Samuel Titan Jr.)
Contos reunidos, de João Antônio
Calvário e porres do pingente Alfonso Henriques de Lima Barreto, de João Antônio
Abraçado ao meu rancor, de João Antônio
Malagueta, perus e bacanaço, de João Antônio
Leão de chácara, de João Antônio
Diversos livros de Mário Pedrosa
Teatro reunido (título provisório), de Augusto Boal
Livro de Lucio Costa ainda sem título
Seis livros sobre a Revolução Russa, org. de Bruno Gomide
Contos Reunidos, de Fiódor Dostoiévski
Humilhados e Ofendidos, de Fiódor Dostoiévski
Conversas de Refugiados, de Bertolt Brecht

 

E-GALÁXIA

A week on the concord and merrimack, de H.D. Thoreau (trad. Silvana Silva, Marina Ernst, Marcílio Garcia de Queiroga e Sérgio Leo, cord. Denise Bottmann)
Vários guias de viagens de Zeca Camargo
Meios e fins, de Ricardo Piglia
Poesia e Poética de Carlos Drummond de Andrade, de John Gledson

 

ENCRENCA

A nova Holanda, de Sérgio Rubens Sossélla

 

ESTAÇÃO LIBERDADE

A fórmula do professor, de Yoko Ogawa
Ensaio sobre o maníaco dos cogumelos, de Peter Handke (trad. Augusto Rodrigues)
Cada um morre por si, de Hans Fallada (trad. Claudia Abeling)
Medeia vozes, de Christa Wolf (trad. de Carla Bessa)
Malina, de Ingeborg Bachman (trad. Carla Bessa)
Meu nome seja Gantenbein, de Max Frisch (trad. Carla Bessa)
No país do cervo branco, de Chen Zhongshi (trad Ho Yeh Chia)
O garoto do riquixá, de She Lao (trad. Márcia Schmaltz)
Divã ocidental-oriental, de J. W. Goethe (trad. Daniel Martineschen)
O reflexo perdido e outros contos, de E.T.A. Hoffmann (trad. Maria Aparecida Barbosa)
Natan, o sábio, de G. E. Lessing (trad. Saulo Krieger)
Com toda franqueza, de Richard Ford
Cartas trocadas entre Yukio Mishima e Yasunari Kawabata
Rússia – A reconstrução da arquitetura na União Soviética, de El Lissitzky

 

FARO EDITORIAL

O escravo de capela, de Marcos Debrito
Para amar Clarice Lispector, de Emilia Amaral
Para amar Graciliano Ramos, de Ivan Marques
A era dos mortos, de Rodrigo de Oliveira
A garota do lago, de Charlie Donlea
Morte lenta, de Matthew Flitzsimmons

 

FTD 

Abecedário de personagens do folclore brasileiro, de Januária Alves e Cezar Berje

 

GALERA RECORD

Contos da academia dos caçadores de sombras, de Cassandra Clare, Maureen Johnson, Sarah Rees Brennan, Robin Wasserman

 

GLOBO

O primeiro e o último verão, de Letícia Wierzchowski,

GRUA

O Cristo recrucificado, de Nikos Kazantzákis

 

HARPERCOLLINS

Lab girl, de Hope Jahren
The underground railroad, de Colson Whitehead

 

INTRÍNSECA

A brief history of seven killings, de Marlon James
As garotas, de Emma Cline
La frantumaglia, de Elena Ferrante
Beautiful things, de Gin Phillips
The chalk man, de C. J. Tudor
L’Amore molesto, de Elena Ferrante
Mitologia nórdica, de Neil Gaiman
Behind her eyes, de Sarah Pinborough
13 minutes, de Sarah Pinborough
The gentle way of Swedish death cleaning, de Margareta Magnusson
O livro dos Baltimore, de Joël Dicker
Biografia de Mário de Andrade, de Jason Tércio
Em nome dos pais, de Matheus Leitão
Quatro estações em Roma, de Anthony Doerr
Las cosas que perdimos en el fuego, de Mariana Enríquez
Everything I never told You, de Celeste Ng

 

ILUMINURAS

A idolatria poética ou a febre de imagens, de Sérgio Medeiros
As emas do general Stroessner, de Sérgio Medeiros
Contos frios, de Virgilio Piñera

 

JOSÉ OLYMPIO

Pescar truta na América, de Richard Brautigan (trad. Joca Reiners Terron)
Bartleby, o escrivão, de Herman Melville (trad. A. B. Pinheiro de Lemos)
Queijo, de Willem Elsschot (reedição)
A bagaceira, de José Américo de Almeida

 

L&PM

Histórias de Porto Alegre, de Moacyr Scliar
Histórias que os jornais não contam, de Moacyr Scliar
Crônicas médicas (título provisório), de Moacyr Scliar
Jane Eyre, de Charlotte Brontë (trad. Rogério Bettoni)
Amor e amizade & outras histórias, de Jane Austen
Lady Susan, os Watson e Sanditon, de Jane Austen
O homem invisível, de H.G. Wells
Macunaíma, de Mário de Andrade
Pic, de Jack Kerouac

MUNDARÉU

Contos holandeses (1839-1939) – 18 contos de 18 autores (trad. Daniel Dago)
Sobre pessoas velhas e coisas que passam…, de Louis Couperus (trad. Daniel Dago)
Uma confissão póstuma, de Marcellus Emants (trad. Daniel Dago)
Tolstói, de Romain Rolland
Andaimes, de Mario Benedetti
El país de la canela, de William Ospina

 

NÓS

Conto de dois grandes Amores, de Paulo Lins
Projeto para psicomapeamento de Hamlet, de Marcia Tiburi
Descalço nos trópicos sobre pedras portuguesas, de Thiago Camelo
Lições de vertigem, de Micheliny Verunschk
Baleia assassina, de Cintia Moscovich

 

NOVA AGUILAR

Obra completa de Fiódor Dostoiévski
Obra completa de José de Alencar
Obra completa de Edgar Allan Poe

 

NOVA FRONTEIRA

O livro das virtudes, de William J Bennett
Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores, de Ariano Suassuna

 

NUMA EDITORA

Os discos do crepúsculo, de Cadão Volpato

 

OBJETIVA

Biografia de Stálin, de Stephen Kotkin

 

OLHO DE VIDRO

Rosa, de Odilon Moraes
Se os tubarões fossem homens, de Bertolt Brecht
Coletânea de poesia de Gabriela Mistral (trad. Leo Cunha)

 

PAZ E TERRA

Os excluídos da história, de Michelle Perrot (reedição)

 

PENALUX

Diolindas, de Eltânia André e Ronaldo Cagiano
Gravidade Zero, de Alexandre Guarnieri
Desolação, de Edith Wharton

 

POETISA

A rainha fantasiosa, de Jean-Jacques Rousseau

 

PLANETA

Tarântula, de Bob Dylan (trad. Rogerio Galindo)
Bonsai, de Alejandro Zambra (trad. Josely Vianna Baptista)
Múltipla escolha, Alejandro Zambra (trad. Miguel del Castillo)
O delírio total, de Noman Ohler
Heather, the totality, de Matthew Weiner
The coincidence makers, de Yoav Blum
O nome da morte, de Klester Cavalcanti
A longa jornada, de Richard Adams (trad. Rogerio Galindo)
Capão pecado, de Ferréz
Silêncio, de Shusaku Endo
Princesa de Papel, de Erin Watt

 

PLATAFORMA 21

Todos, nenhum: simplesmente humano, de Jeff Garvin
O beijo do vencedor,  de Marie Rutkoski
Suicides notes from beautiful girls, de Lynn Weingarten

 

RÁDIO LONDRES

O refugiado, de Arnon Grunberg (trad. Mariângela Guimarães)
Marcas de nascença, de Arnon Grunberg (trad. Mariângela Guimarães)
Tudo está tranquilo lá em cima, de Gerbrand Bakker
O desvio, de Gerbrand Bakker (trad. Mariângela Guimarães)
Corvo, de A.J.A Symons (trad. Fernanda Drummond)
Segunda mão, de Michael Zadoorian (trad. Luis Reyes Gil)
Consertando os vivos, de Maylis de Kerangal (trad. Maria F. O. Couto)
Se isto não é legal, o que é então?, de Kurt Vonnegut (trad. Petê Rissatti)
Instrumental, James Rhoden (trad. Luis Reyes Gil)
Preparação para a próxima vida, de Atticus Lish (trad. Gianluca Giurlando)
Plainsong, de Kent Haruf (trad. Alexandre B. de Souza)
Eventide, de Kent Haruf (trad. Alexandre B. de Souza)
Benediction, Kent Haruf (trad. Alexandre B. de Souza)
Mockingbird, de Walter Travis (trad. Petê Rissatti)
The queen’s gambit, de Walter Travis (trad. Petê Rissatti)
Augustus, de John Williams (trad. Alexandre B. Souza)

 

RECORD

Diário – versão integral, de Anne Frank (trad. Cristiano Zwisele)
Ferrugem, de Marcelo Moutinho
Obra completa, de Alberto da Cunha Melo
Sobre a sede, de Vitor Hugo Brandalise
Roberto Carlos e outros detalhes, de Paulo César de Araújo
A hipótese humana, de Alberto Mussa
Anita, de Thales Guaracy
Assim na Terra Como Embaixo da Terra, de Ana Paula Maia
Ferrugem, de Marcelo Moutinho
Olhos de carvão, de Afonso Borges
O tremor da terra, de Luiz Vilela
Ladainha, de Bruna Beber
Pelos caminhos do Rock, de Eduardo Araújo
Baladas proibidas, de Gabriel Godoy e Bolívar Torres
O fantasma, de Jo Nesbo
A companhia de Sharpe, de Bernard Cornwell

 

RELICÁRIO

Música ficta, de Philippe Lacoue-Labarthe
Não me esqueças, de Babi
Senhorita Aurora, de Babi
A Maldição de Stálin, de Robert Gellately
Biografia de Trotski, de Robert Service

 

REFORMATÓRIO

Oito do sete, de Cristina Judar
Ninguém me ensinou a morrer, de Mike Sullivan
Escalpo, de Ronaldo Bressane

 

ROCCO

The women in cabin 10, de Ruth Ware
Aqui estou, de Jonathan Safran Foer (trad. D. Pellizzari e Maíra M. Galvão)
The kingdom of speech, de Tom Wolfe
The noise of time, de Julian Barnes
Keeping an eye open, de Julian Barnes
Untangled, de Lisa D’Amour
40 stories, de Donald Barthelme (trad. D. Pellizzari)
Nevermoor: The death and life of Morrigan Crown, de Jessica Townsend
Romance de Bernardo Ajzenberg
Dicas da imensidão, de Margaret Atwood
Diário de um corpo, de Daniel Pennac
10:04, de Ben Lerner
Crave a Marca, de Veronica Roth

 

SM

Saga de um mundo perdido, de Ricardo Maciel dos Anjos

 

SESI-SP

As armadilhas da fé, de Octavio Paz (sairia pela Cosac)
Ribolópolis, de Andy Mulligan (sairia pela Cosac)
Contos de fadas, de Alexander Afanássiev (sairia pela Cosac)
O que há de mais próximo da vida, de James Wood (sairia pela Cosac)
Caro Michele, de Natalia Ginzburg (editado pela Cosac)
A autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein (editado pela Cosac)
O homem sentado no corredor/A doença da morte, de Marguerite Duras (editado pela Cosac)
Autobiografia de todo mundo, de Gertrude Stein (editado pela Cosac)
Contos completos, de Flannery O’Connor (editado pela Cosac)
Anedotas do destino, de Karen Blixen (editado pela Cosac)
A fazenda africana, de Karen Blixen (editado pela Cosac)
Contos completos, de Virginia Woolf (editado pela Cosac)
Sete narrativas góticas, de Karen Blixen (editado pela Cosac)
Lexico famíliar, de Natalia Ginzburg (editado pela Cosac)
Três vidas, de Gertrude Stein (editado pela Cosac)
Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf (editado pela Cosac)

 

SEXTANTE

The neuroscientist who lost her mind, de Barbara Lipska

 

SUMA DE LETRAS

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King

TRÊS ESTRELAS

O espírito do judaísmo, de Bernard-Henri Lévy
Biografia de Jorge Amado, de Joselia Aguiar
Nietzsche, de Heinrich Mann (trad. Maria A. Barbosa e Werner Heidermann)

UBU

Metafísicas canibais, de Eduardo Viveiros de Castro
A inconstância da alma selvagem, de Eduardo Viveiros de Castro
Dois inéditos de Eduardo Viveiros de Castro

 

UNESP

Poesia e verdade, de Goethe

 

VIA DE LEITURA

O homem invisível, de H.G. Wells
A máquina do tempo, de H.G. Wells

 

WMF MARTINS FONTES

Pulga e espeto, de Pieter Koolwijk
Felicidade, de Mies van Hout
Red Rosa, de Kate Evans
Uma história de muita preguiça, de Ilan Brenman

ZAHAR

O homem invisível, de H.G. Wells
Estranho em nossa porta, de Zygmunt Bauman
Frankenstein, Mary Shelley (trad. Santiago Nazarian)
Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne
Mary Poppins, de P. L. Travers
Drácula, de Bram Stoker (trad. Alexandre B. de Souza)
Os Maias, de Eça de Queirós
Vinte anos depois: Edição Comentada, de Alexandre Dumas
La vie avec Lacan, de Catherine Millot
Einstein’s greatest mistake, de Dvaid Bodanis
Économie du bien commun, de Jean Tirole
A cura pelo espírito, de Stefan Zweig
Continente delvagem, de Keith Lowe
Drogas: as histórias que não te contaram, de Isabel Clemente e Llona Szabó
Pilar na China, de Flávia Lins e Silva
Histórias de Willy, de Anthony Browne

 

ZOUK
Urug, de Hella Haasse (trad. Daniel Dago)
Woutertje Pieterse, de Multatuli (trad. Daniel Dago)
Kees, o menino, de Theo Thijssen (trad. Daniel Dago)

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 13/01/17 2:53:32 PM

Todo mundo que gosta de música “clássica” já ouviu alguém pedir dicas de por onde começar a ouvir. É que, por uma série de motivos, música clássica ganhou um ar meio esotérico. Como se fosse algo para iniciados. Uma coisa “exclusiva” – e quem acha que está do outro lado desse muro imaginário não sabe como entrar.

O primeiro conselho, e mais óbvio, é sempre: comece a ouvir mais. Só. Claro, como tudo na vida, você pode aprender a gostar de música clássica. É um gosto adquirido. Quem cresce ouvindo rock, provavelmente vai gostar de rock. Quem tem pais que curtem sertanejo, provavelmente vai aprender a gostar disso. O mesmo vale para qualquer tipo de música.

Esta série de posts que o blog começa hoje é, em boa parte, para desmistificar a tal música “clássica”. Começa pelo nome infeliz: “clássico” parece um troço distante. “Erudito” pior ainda. E os nomes alternativos que inventam (“música de linguagem”, por exemplo) não ajudam muito.

Portanto, se você quer começar a ouvir música clássica, primeiro lembre sempre: música é música, é para ser bacana, para se divertir. Nada de grandes mistificações. Tem coisas que são maravilhosas. Tem músicas que fazem a gente mal acreditar que um ser humano possa ter pensado em algo tão sublime. Tem, sim, música meio esotérica.

Estar à altura

Mas, no fundo, música é sempre música. Um post muito engraçado da tirinha “Wagner e Beethoven” mostrava Bach revoltado com o Eduardo Gianetti da Fonseca. É que o filósofo disse o seguinte:

“O direito de voltar à Partita II de Bach exige preparo e precisa ser reconquistado a cada nova audição. Ouvir bem – estar minimamente à altura do que se ouve – é trabalho duro, normalmente precedido de um pequeno ritual. Silêncio, isolamento e concentração são essenciais: olhos cerrados, respiração apaziguada, corpo na horizontal.”

Uma asneira completa, além de um desserviço. Ok: existem jeitos ideais de fazer as coisas? Beleza. Mas isso só cria essa aura de algo inatingível e mantém as pessoas sem querer se aproximar de algo que, no fim das contas, é para ser bacana. Feliz.

O Bach da tirinha respondeu à altura. “Fãs como você, ô Gianetti, queimam meu filme”. Verdade. Ou, como diz a piadinha na internet, música é para ser um troço bom. Se for para passar nervoso, a gente vai passar lençol com elástico.

Então, nada de ficar nervoso achando que se você não “entender”, se não estiver “na horizontal com a respiração apaziguada” você “não está à altura”.

Se quiser ouvir a Partita 2, vai aí, com a fabulosa Martha Argerich. Mas, por favor, ouça sem deitar. (Não é o melhor jeito de começar, talvez, mas é uma belíssima peça.)

Mozart

Eu mesmo já passei por isso. Ouvindo uma vez a Sinfonia 40, de Mozart, comecei a ficar frustrado porque na época eu não sabia exatamente como funcionava forma sonata, essas coisas, e aí achei que “não estava à altura” daquilo.


Ok, eu nunca vou estar à altura de Mozart em vários sentidos. Mas ouvir música não exige isso. Exige só que você esteja disposto a ouvir. E, de preferência, que aquilo te faça bem de algum modo: ainda que seja criando angústia, em alguns casos.

O próprio Mozart, imagino, acharia estranhíssimo se alguém quisesse que se ouvisse a música dele deitadinho com a respiração apaziguada. Como diz meu mestre musical Osvaldo Colarusso, talvez não seja música para ouvir lavando louça (eu acho que toda música dá para ouvir lavando louça, mas sou meio herege), mas não é bom exagerar no respeito.

Meus regentes favoritos (ou pelo menos muitos deles) são os que dão pulinhos e dançam quando é o caso. Porque música (também) serve pra isso.

Olhe por exemplo a felicidade do Bernstein dançando e regendo essa belíssima valsa do Ravel.

E, num exemplo mais engraçado, veja esse vídeo de Joseph Olefirowicz regendo justamente uma peça do Bernstein, do Candide. Ele ficou famoso no YouTube como o “maestro dançante”.


Exemplos

Então, moçada, o negócio aqui vai funcionar com muita dica de coisa boa para ouvir; algumas coisas sobre o “funcionamento” da música clássica; explicações sobre história da música; mas, principalmente, com exemplos pra você ouvir e se divertir.

Vamos lá. A partir daqui, toda semana vai ter Bach, Beethoven, Schubert, Villa-Lobos, Stravinsky e muito mais por aqui. Que seja divertido!

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 11/01/17 1:31:32 PM

A editora Jorge Zahar, do grupo Record, lança nesta quinta-feira o penúltimo livro escrito pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, falecido nesta semana aos 91 anos. “Estranhos à nossa porta” comenta a crise migratória europeia.

Bauman, que sempre foi publicado no Brasil pela Zahar, era especialmente prolífico. Além deste, há mais um livro dele inédito no Brasil, “Retrotopia”, publicado originalmente no ano passado.

Segundo o texto de divulgação do livro, a crise migratória, causada principalmente pela guerra na Síria, faz com que muros sejam “apressadamente erguidos para evitá-los”. Bauman, segundo a editora, “analisa as origens, os contornos e o impacto do medo de que algo terrível possa ameaçar o bem-estar da sociedade”.

“O autor disseca o pavor provocado pelas migrações e o processo de desumanização dos recém-chegados. Mostra também como políticos têm explorado os temores e ansiedades que se generalizaram, especialmente entre os que já perderam muito – os excluídos e os pobres.

“Muito mais do que uma crise migratória, vivemos uma crise humanitária, afirma Bauman. E a única forma de escapar é rejeitarmos as traiçoeiras tentações da separação, reconhecermos nossa crescente interdependência como espécie e encontrarmos novas formas de convivência em solidariedade e cooperação com aqueles que podem ter opiniões ou preferências diferentes das nossas. Em vez de muros, precisamos construir pontes.”

Com tradução de Carlos Alberto Medeiros, o livro tem 120 páginas e está à venda a partir de 12/01 por R$ 32,90.

Leia trecho do livro clicando aqui.

Leia mais sobre Bauman na reportagem de Ricardo Sabbag aqui.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 06/01/17 3:18:12 PM

Escultura de emoji em exposição de arte contemporânea.

 

 

De tempos em tempos, surgem discussões sobre os limites do que é e do que não é arte. A nova disputa sobre o assunto tem a ver com o seu telefone celular – ou, mais exatamente, com os antigos pagers que vieram antes dos telefones portáteis.

Você pode não se lembrar, mas antes dos celulares, a moda era se comunicar por pagers. Você ligava para uma operadora (um intermediário), ditava a mensagem e ela era transmitida em forma de texto para um aparelho.

Para tornar as mensagens mais agradáveis, a operadora japonesa NTT DoCoMo encomendou ao designer Shigetaka Kurita símbolos que transmitissem ideias e emoções. Foram criados ali os 176 primeiros emojis.

Na época, a limitação técnica dificultava qualquer design mais sofisticado. Eram 12 pixels por 12 e, assim, os desenhos às vezes mal lembram algum objeto. Mesmo o formato do rostinho sorridente, hoje o mais usado, era apenas um retângulo longo com dois triângulos em cima.

A discussão sobre arte? É que o MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, um dos mais relevantes do mundo no que diz respeito à arte contemporânea, comprou os 176 emojis originais japoneses para seu acervo permanente.

Claro que a compra tem aspecto comercial: chama a atenção. De fato, saiu em todos os jornais e revistas que cobrem arte. Mas e o valor artístico, existe?

Jonathan Jones, crítico de arte do britânico Guardian, diz que o MoMA está fazendo meramente um jogo baixo, tentando se equiparar à Tate Modern e baixando seu padrão para enfrentar a concorrência com novidades simplórias.

“Tecnicamente, o MoMA está correto (em chamar os emojis de arte). Mas ninguém que visitou o MoMA em seus melhores anos reconheceria esse onívoro mostruário contemporâneo, que acha graça em tudo, e que sugere que todas as coisas têm o mesmo interesse e valor”, diz ele.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 21/07/16 4:05:07 PM
Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Para quem virou fã de Downton Abbey, a série-novelão sobre a Inglaterra do começo do século 20, há pelo menos três boas notícias a caminho. Agora que a série acabou, com seis temporadas tremendamente bem-sucedidas, há boatos de um filme, de uma nova série e já está no mercado um novo romance do criador do seriado.

O filme parece ser o menos adiantado dos projetos. Contaria a vida de Mary, uma das personagens centrais do seriado, depois de tudo que você já viu no seriado (sem spoilers, por favor). Julian Fellowes, o criador do seriado, disse ao New York Times que a ideia existe, mas ainda não há planos especificos.

Bem diferente do que acontece com o novo seriado de Fellowes, que já tem até nome e uma possível data de estreia – o outono de 2017 nos Estados Unidos. A ideia seria contar uma espécie de Downton Abbey, inclusive com alguns personagens da série britânica, mas nos Estados Unidos. E um pouco antes.

A série se chamará “The Gilded Age”, numa referência aos “anos dourados” que os EUA viveram no final do século 19, e de novo o centro estaria na aristocracia endinheirada. Segundo Fellowes, ele pretende começar a escrever o piloto em breve. Daí em diante, depende de a emissora NBC aprovar a continuidade da série.

Já o romance, “Belgravia”, está disponível em inglês. Ambientado na Londres vitoriana, o livro foi elogiado pelo Times. O livro, segundo a resenha, tem todo o clima da série, inclusive com as frases reveladoras sobre as distinções de classe típicas da sociedade aristocrática (quem não se lembra da viúva perguntando “o que é um fim de semana?”).

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Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 26/02/16 3:25:21 PM

O escritor mais bem pago do mundo é um desconhecido para muita gente que trabalha com literatura e gosta de livros. James Patterson saiu no primeiro lugar da lista da Forbes de 2015 com uma assombrosa receita de US$ 89 milhões. Isso significa que ele ganhou perto de R$ 356 milhões em um ano.

Patterson não é apenas o escritor mais rentável do mundo. Ganha mais do que qualquer jogador de futebol do planeta, por exemplo. Segundo a mesma Forbes, Cristiano Ronaldo é o jogador que mais ganhou dinheiro em 2015, com US$ 79 milhões somando salários e dinheiro de patrocínios. Uma diferença de US$ 10 milhões, ou o quádruplo disso em reais.

Patterson é um autor ultraprolífico de várias séries de livros, principalmente policiais. Já publicou cerca de 120 romances, vários deles em parceria (diz que gosta de escrever com quem quer que lhe traga ideias novas) e é mais conhecido por uma série chamada “Bruxos e Bruxas”. Diz ele que se um dia disser a seus agentes que vai escrever só um livro no ano, ao invés de 10, eles vão infartar. O motivo pode ser esse: ele já vendeu 300 milhões de cópias.

A diferença entre as duas listas (dos escritores mais bem pagos e dos jogadores mais bem pagos) é que em um caso o s que estão no topo são também considerados como os melhores em sua profissão. No caso dos autores, isso não se repete. Mas é uma prova de que pode-se ganhar muito dinheiro escrevendo (ainda que livros duvidosos, em muitos casos).

No entanto, Patterson tem lá seus méritos na defesa da literatura. Em 2013, ele escreveu e pagou um anúncio no New York Times em defesa das livrarias e dos grandes autores americanos que elas ajudaram a promover, além de ser um grande defensor da alfabetização infantil.

Quem quiser saber mais sobre ele pode ler esta bela matéria (em inglês) do Guardian.

Escritores mais bem pagos de 2015

1º – James Patterson – US$ 89 milhões (Série “Bruxos e Bruxas”)
2º – John Green – US$ 26 milhões (A Culpa é das Estrelas)
3º – Veronica Roth – US$ 25 milhões (Série “Divergente”)
3º – Danielle Steel – US$ 25 milhões (O Baile)
5º – Jeff Kinney – US$ 23 milhões (Série “Diário de um Banana”)
6º – Janet Evanovich – US$ 21 milhões (Série “Stéphanie Plum”)
7º – J.K. Rowling – US$ 19 milhões (Harry Potter)
7º – Stephen King – US$ 19 milhões (O Iluminado)
9º – Nora Roberts – US$ 18 milhões (Série “Quarteto de Noivas”)
10º – John Grisham – US$ 14 milhões (A Firma)
11º – Dan Brown – US$ 13 milhões (O Código da Vinci)
11º – Gillian Flynn – US$ 13 milhões (Garota Exemplar)
11º – Rick Riordan – US$ 13 milhões (Percy Jackson)
11º – Suzanne Collins – US$ 13 milhões (Jogos Vorazes)
15º – E.L James – US$ 12 milhões (50 Tons de Cinza)
15º – George R.R. Martin – US$ 12 milhões (As Crônicas de Gelo e Fogo)

Jogadores de futebol mais bem pagos de 2015

1º – Cristiano Ronaldo – US$ 79 milhões
2º – Lionel Messi – US$ 73,8 milhões
3º – Zlatan Ibrahimovic – US$ 39,1 mihões
4º – Gareth Bale – US$ 35 milhões
5º – Neymar – US$ 31 milhões
6º – James Rodriguez – US$ 29 milhões
7º – Wayne Rooney – US$ 26,9 milhões
8º – Falcão Garcia – US$ 25,9 milhões
9º – Sergio Aguero – US$ 24,9 milhões
10º – Luis Suarez – US$ 21 milhões
11º – Cesc Fabregas – US$ 20,3 milhões
12º – Yaya Touré – US$ 20 milhões
13º – Frank Lampard – US$ 19,7 milhões
14º – Eden Hazard – US$ 19,6 milhões
15º – Mesut Ozil – US$ 19,3 milhões

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 20/02/16 11:35:05 AM

O Nome da Rosa, livro que tornou Umberto Eco uma celebridade nos anos oitenta, é uma mostra de uma combinação de gostos típica dele. Eco usa a trama – uma história de assassinatos em série num mosteiro medieval – para traçar um perfil da Idade Média, discutir questões teológicas e literárias profundas. Mas faz isso contando uma história de detetive com um personagem que é uma clara referência a Sherlock Holmes. Quem mais escreveria um livro sobre a Poética de Aristóteles e conseguiria que isso virasse um filme com Sean Connery?

Eco foi um intelectual dos mais profundos. Era capaz de discutir de tudo – e fez isso ao longo de sua carreira. Escreveu sobre o Ulysses, fez romances que reconstituem a história italiana, tornou-se um dos mais respeitados teóricos da comunicação e foi um medievalista ímpar. Era nítida sua paixão pelos livros clássicos, pelas artes. Fez uma História da Beleza e uma História da Feiúra. Organizou uma coleção sobre a Idade Média. Era o erudito por definição.

Mas isso não fez com que ele se tornasse o tipo de acadêmico que rejeita o mundo atual. Que fica em sua torre de marfim numa universidade praguejando o mundo por não ser mais aquele que ele estuda. Pelo contrário. Chocou a Academia ao colocar Snoopy e sua turma como objeto de estudo tão válido quanto qualquer clássico. Num mundo em que os “apocalípticos” pregavam que nossa cultura estava indo para o brejo devido à indústria cultural, dedicou-se a entendê-la – e, em certo sentido, a promovê-la.

Eco era movido pelo amor à humanidade. Não só pela humanidade clássica, não só por suas grandes realizações. Queria, antes de mais nada, entender o mundo em que vivíamos. Estava aberto ao mundo. Queria entender o homem, e escreveu sobre moral. Queria entender nossa inteligência, e escreveu sobre livros. Queria entender a religião, embora não cresse em Deus, e escreveu uma belíssima troca de cartas com o cardeal Martini. Queria entender o horror humano, e escreveu sobre o fascismo.

Intelectual duplamente raro, Eco conheceu os clássicos sem renegar a cultura pop, e escreveu livros para grandes massas sem nunca fazer concessões fáceis. Falou dos grandes problemas de nosso tempo com uma leveza que o tornava legível, compreensível e, por isso mesmo, absolutamente necessário.

Em sua correspondência com Martini, tentou explicar ao cardeal como um não-crente seria capaz de ter uma moral inabalável, sem base no temor ou no amor a Deus. Disse-lhe que a base da moral de um nã-crente era o outro. “A mim parece que alguém que nunca vivenciou a transcendência, ou que a perdeu, pode dar sentido a sua vida e à sua morte, pode ser consolado simplesmente por seu amor aos outros, por sua tentativa de garantir a outra pessoa uma vida aceitável mesmo depois de ele ter partido.”

E conta uma anedota sobre um comunista que, indagado sobre a mesma questão, respondeu que em seu funeral  gostaria de poder perguntar se deixou um exemplo a alguém. “Essa é a noção se significado que levou muitos não-crentes a preferir morrer torturados a trair amigos, e que levou outros a se expor a pragas para poderem curar os sofrimentos de terceiros. Às vezes é a única coisa que leva o filósofo a filosofar, um escritor a escrever: deixar uma mensagem numa garrafa, porque de algum modo aquilo em que alguém acredita ou aquilo que crê ser belo pode ser crido ou visto como belo por aqueles que vêm depois.”

Sobre a morte em si, Eco faz uma comparação com mensagens eletrônicas que podem passar de um aparelho a outro sem se perder. “Quem sabe se a morte, ao invés de ser uma implosão, pode ser uma explosão – a impressão, de algum lugar entre os vórtices do universo, do software (que outros poderiam chamar de alma) criada por nossa vida, constituída por memórias e remorsos, e assim nosso sofrimento implacável, ou o sentimento de paz por um dever cumprido, e amor.”

Eco deixou sua mensagem em uma garrafa. Resta torcer agora que seu amor por tudo que é humano, após a sua morte, ajude-nos a entender essa mensagem.

Leia a resenha de O Cemitério de Praga.

Eco às vezes dizia que odiava O Nome da Rosa.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 17/02/16 4:12:11 PM

O Grammy normalmente vira notícia pelos prêmios concedidos à indústria da música pop. Mas anualmente também há prêmios para a música clássica. Embora passem mais despercebidos, têm sua relevância, até porque são uma rara chance de dar destaque ao que se produz de novo nessa área.

Em 2016, dois dos prêmios foram dados a um compositor já falecido, Stephen Paulus. Ele levou tanto a categoria de “Melhor Compêndio”, com Three Places of Elightenment, Veil of Tears & Grand Concerto, quanto o prêmio de melhor composição contemporânea, com Prayers & Remeberances. Houve ainda uma terceira indicação, na categoria de  melhor desempenho de coral.

Paulus, americano, faleceu em 2014 em decorrência de um derrame. Era conhecido como compositor prolífico, com mais de 600 obras, e como conservador. Foi chamado de “neo-romântico”. Ouvindo suas obras para coral (escreveu mais de 400), às vezes tem-se a impressão de estar ouvindo algo do século 18. Mas nem sempre: também há momentos mais inventivos, embora dificilmente ousados se pensarmos em seus contemporâneos.

Lírico, escreveu principalmente para a voz humana, incluindo óperas e um oratório sobre o Holocausto. Sua composição mais famosa talvez seja o Hino do Peregrino, executada nos funerais de Ronald Reagan e Gerald Ford.

Também compôs obras para orquestra, como este concerto para dois trumpetes.

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 16/02/16 11:39:08 AM
Paulo Freire. Foto: Reprodução/Instituto Paulo Freire.

Paulo Freire. Foto: Reprodução/Instituto Paulo Freire.

Apenas um livro de autor brasileiro aparece entre os 100 títulos mais pedidos pelas universidades dos Estados Unidos, de acordo com o projeto Open Syllabus. O projeto reúne ementas de disciplinas de instituições de ensino superior em todo o país e descobre quais são os livros mais solicitados pelos professores.

O único livro brasileiro a aparecer nos “100 mais” da lista é de Paulo Freire. Pedagogia do Oprimido, publicado pela primeira vez em 1974, aparece na 99.ª posição da lista. Segundo o Open Syllabus, o livro é requisitado em 1.021 ementas de universidades e faculdades dos EUA. Não é pouca coisa: o livro fica à frente de clássicos como Rei Lear, de Shakespeare; Moby Dick, de Herman Melville; e O Banquete, de Platão.

Pedagogia do Oprimido, de acordo com o projeto, também é o segundo livro mais pedido dentre todos os da área de educação. Perde apenas para Teaching for Quality Learning in University: What the Student Does, de John Biggs.

Outro livro bastante citado de um brasileiro (pelo menos dos que o blog conseguiu rastrear) é do ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Dependência e Desenvolvimento na América Latina tem 141 citações.

Como curiosidade, outros brasileiros que aparecem nas ementas são Clarice Lispector (A Hora da Estrela tem 40 citações); Machado de Assis (Dom Casmurro, com 33); e Euclides da Cunha (Os Sertões aparece 27 vezes).

Dentre os paranaenses, há Dalton Trevisan, com duas citações, e Cristovão Tezza (O Filho Eterno, com uma citação).

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 15/02/16 4:19:47 PM

Quais são os livros que as melhores universidades americanas mais pedem que seus alunos leiam? A resposta agora está disponível, graças a um projeto chamado Open Syllabus, que compilou informações de ementas de universidades americanas nos últimos 15 anos. Os dados foram liberados pela primeira vez em janeiro.

Segundo os responsáveis, ainda pode haver erros de digitação, por exemplo, que dificultem a formação de uma lista sem erros. Mas em geral é possível ter uma ideia de quais são os clássicos e os novos textos que estão sendo solicitados em universidades como Harvard, Stanford e no MIT.

A lista geral abaixo reúne os resultados das 10 melhores universidades. Depois o blog reproduz algumas das maiores instituições usadas para fazer a lista.

Geral
1- A República – Platão
2- Leviatã – Thomas Hobbes
3- O Príncipe – Maquiavel
4- Choque de Civilizações – Samuel Huntington
5- The Elements of Style – William Strunk, Jr.
6- Ética – Aristóteles
7- A Estrutura das Revoluções Científicas – Thomas Kuhn
8- A Democracia na América – Alexis de Tocqueville
9- O Manifesto Comunista – Marx e Engels
10 – A Política – Aristóteles

Princeton
1- Choque de Civilizações – Samuel Huntington
2- A Globalização e seus Malefícios – Joseph Stiglitz
3- The Logic of Congressional Action – Douglas Arnold
4- Public Finance – Harvey Rosen
5- Capitalismo, Socialismo e Democracia – Schumpeter e Joseph Alois
6- A Guerra do Peloponeso – Tucídides
7- Diplomacia – Henry Kissinger
8- A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo – Max Weber
9- To End a War – Richard Holbrooke
10- Ethnic Groups in Conflict – Donald Horowitz

Harvard
1- Carta de uma Prisão em Birmingham – Martin Luther King, Jr.
2- The Elements of Style – William Strunk, Jr.
3- Leadership Without Easy Answers – Ronald Heifetz
4- Choque de Civilizações – Samuel Huntington
5- Thinking, Fast and Slow – Daniel Kahneman
6- O Príncipe – Maquiavel
7- A Primer for Policy Analysis – Edith Stokey
8- Uma Teoria da Justiça – Johmn Rawls
9- Principles of Corporate Finance – Brealey, Richard
10- Thank You for Arguing – Heinrichs, Jay

Yale
1- A República – Platão
2- Quarterly Review – Federal Reserve Bank of Minneapolis
3- O Homem Invisível – Ralph Ellison
4- Odisseia – Homero
5- Elogiemos os Homes Ilustres – James Agee
6- A Democracia na América – Alexis de Tocqueville
7- Antropologia – Franz Boas
8- Zapata e a Revolução Mexicana – John Womack
9- The Anti-Politics Machine James Ferguson
10 – A Ilíada – Homero

Columbia
1- Choque de Civilizações – Samuel Huntington
2- A República – Platão
3- Sobre a Liberdade – John Stuart Mill
4- O Contrato Social – Rousseau
5- Leviatã – Thomas Hobbes
6- Política – Aristóteles
7- A Metafísica da Moral – Kant
8- A Riqueza das Nações – Adam Smith
9- Calculus: Early Transcendentals – James Stewart
10- O Mal-Estar da Civilização – Freud

Stanford
1- Leviatã – thomas Hobbes
2- A Estrutura das Revoluções Científicas – Thomas Kuhn
3- Foundations of Statistical Natural Language Processing – Christopher Manning
4- Code and Other Laws of Cyberspace – Lawrence Lessing
5- Creative Writing – Wallace Stegner
6- A República – Platão
7- Robinson Crusoé – Daniel Defoe
8- Frankenstein – Mary Shelley
9- Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem – Marshall Mcluhan
10- Rethinking the Public Sphere – Nancy Fraser

MIT
1- Leviatã – Hobbes
2- O Manifesto Comunista – Marx e Engels
3- Macroeconomics – Olivier Blanchard
4- O Príncipe – Maquiavel
5- Lectures on Macroeconomics – Olivier Blanchard
6- O Capital – Marx
7- The Elements of Style – William Strunk, Jr.
8- Economics – Paul Krugman
9- Japanese, the Spoken Language, Part 1 – Eleanor Jorden
10 – Quarterly Review – Federal Reserve Bank of Minneapolis

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