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Projeto hispânico
Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 08/12/13 10:31:14 AM

 

Este é o centenário de Benjamin Britten. Como fiquei a maior parte do ano fora deste blog (mais tarde vou escrever as devidas explicações), acabamos não celebrando o compositor. Não tem muito problema porque meu vizinho de blog, o grande maestro Osvaldo Colarusso, já falou o necessário, e obviamente ele entende bem mais do assunto do que eu, um simples diletante.

Mas o blog aqui também gosta de música clássica, e não queria deixar de fazer sua homenagem a Britten, um dos grandes do século 20. A música deste post, a Sinfonia Simples, Op.4, foi escrita quando Britten tinha apenas 20 anos, em 1933. Portanto, também está de aniversário de 80 anos! E foi baseada em temas que ele escreveu ainda mais cedo, na adolescência.

Claro que o compositor escrever coisas bem mais complexas e importantes depois. Mas para quem não o conhece talvez esta sinfonia, supercurta e agradável, seja uma bela porta de entrada. São quatro movimentos:

I. Boisterous Bourrée – Bourrée Turbulenta
II. Playful Pizzicato – Pizzicato Brincalhão
III. Sentimental Saraband – Sarabanda Sentimental
IV. Frolicsome Finale – Finale Travesso

Bom domingo!

Enviado por admin, 13/05/13 11:31:00 AM
Reprodução/Internet
Henrik Ibsen: o pai do drama em prosa.

O começo de “Casa de bonecas”, a peça mais famosa de Henrik Ibsen, mostra um casal aparentemente feliz. É véspera de Natal e os dois estão preparando a casa para a celebração.

O marido trata a mulher de “minha cotovia”, ela está contente porque ele foi nomeado para um cargo novo e vai ganhar mais, ambos comemoram que a vida deles, e dos três filhos, passará a ser mais fácil.

Claro que, sendo um drama, tudo mudará. O mais curioso, porém, é que você vai descobrir que os fatos revelados durante a peça na verdade, acima de tudo, mostram que a felicidade já não estava presente nesse comecinho de cena.

O enredo é simples: Nora, a esposa, tem um segredo. O marido dela, Torvald, anos antes, teve um problema de saúde grave. Precisava sair da gelada Noruega para sobreviver. Ela fingiu ter conseguido dinheiro do pai dela para isso, mas na verdade tomou um empréstimo e economizou (inclusive fazendo trabalhos para fora) para pagar o débito.

No decorrer da peça, isso vem à tona. E é um escândalo. O marido jamais aceitaria ter dependido dela. E eis o problema: o fato de ele tratá-la o tempo todo como “cotoviazinha”, no fundo, queria dizer que ele não a via como uma pessoa completa, capaz de conversar, de ajudar a resolver problemas etc.

Claro que, para nós, um século e meio depois (a peça é de 1879), tudo parece um pouco estranho. Seria natural que ela ajudasse. Mas foi justamente para que isso se tornasse natural que Ibsen escreveu a peça… Na época, foi um choque.

Ibsen conheceu uma mulher que havia passado exatamente por esse problema. No final, na vida real, o marido abandonou-a: não podia conviver com uma mentirosa… Na peça, o final é diferente, mais triunfante para as mulheres.

A peça fez imenso sucesso, correu a Europa e ajudou a causa do nascente feminismo.

Claro que a peça também tem méritos em si mesma, artísticos. Um deles, que também passa despercebido por nós hoje, é o fato de ser um drama em prosa.

Curiosamente, até a metade do século 19, as comédias eram em prosa, mas os dramas que se queriam sérios tinham de ser em verso. Ibsen ajudou a mudar isso.

A peça é curta, inteligentíssima e pode ser achada facilmente por aí. Gaste uma hora e meia e se divirta!

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Enviado por admin, 01/11/12 10:37:00 AM

Caros,

Este blog está de recesso pelas próximas semanas. Como alguns já sabem, tive problemas pessoais sérios que me afastaram de minhas funções nos últimos dias. Lamento muitíssimo.

Com a gentileza que sempre impera neste jornal, me deram uns dias de descanso, que vou emendar com as férias, a partir de segunda-feira. Retorno às atividades normais no fim deste mês.

Aos que leram e gostam do blog, agradeço. Aos que não gostam, resta o alívio de um mês sem notícias por aqui.

Enviado por admin, 26/10/12 8:48:00 AM

Para os dois ou três que acharam estranha essa parada técnica, afirmo que, tudo dando certo, o blog volta a suas atividades normais ao término deste fim de semana eleitoral. Grato!

Enviado por admin, 16/10/12 7:56:00 AM
Bel Pedrosa/Divulgação
Auster: bom autor de não ficção.

O romancista norte-americano Paul Auster começou a carreira escrevendo um livro sobre sua relação com seu pai e com seu próprio filho. O livro se chama “A invenção da solidão”, e já foi alvo de um post por aqui, um ano e pouco atrás (e o blog sobreviveu a todo esse tempo!).

Agora, Auster está, três décadas depois, lançando uma espécie de continuação do livro. O primeiro era sobre a morte do pai. Este agora, “Winter journal”, algo como “Diário de inverno”, é sobre a morte de sua mãe. Num caso como no outro, claro, é também em parte uma biografia do próprio romancista.

A crítica anda dizendo que não é tão bom quanto o primeiro. Supostamente, os trechos em que Auster trata de contar histórias da família e de si mesmo o livro anda fácil e segue no mesmo nível de sempre. O problema, segundo o “New York Times”, é quando ele tenta filosofar demais, dizendo que quer fazer uma “fenomenologia da respiração”, ou algo assim.

De qualquer jeito, para os milhares de fãs de Auster, a notícia é boa: há quem diga que seus livros de ficção são a melhor parte do que ele escreve. Nessa categoria se encontra o grande amigo Irinêo Netto, por exemplo. E a publicação de mais um livro do gênero deve deixar muita gente curiosa.

Enviado por admin, 09/10/12 10:56:00 AM
Reprodução/Internet
Les Murray.

Terminado o primeiro turno, acho que finalmente consigo reerguer nosso blog aqui! Começamos, claro, com Les Murray.

História legal

A identidade supersimplifica os humanos
ela nega o híbrido, como as árvores não podem.

Árvores, que se embrulham altas em páginas
autocosturadas a partir de terra água e luz

São pergaminhos fixos, lidos melhor quando fechados.
Elas se inclinam para as outras e para longe

Numa política de rivalidade solar
ou de entrelaçados modos no solo.

Lâminas cortadas delas são fiéis
fotocópias detalhando alimento e ancestrais.

Pela eternidade, seus anos concêntricos
serão eloquentes sobre sofrimento e velhos ares.

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Enviado por admin, 02/10/12 3:34:00 PM
Reprodução/Internet
Les Murray.

A campanha eleitoral suga as forças deste blog temporariamente. Mas, para não perder a tradição, vão uns versos de Les Murray aí.

A pergunta devastadora

Por que Deus não poupa os inocentes?

A resposta para isso não está
no mesmo mundo que a pergunta
então você se encolheria de mim
aterrorizado se eu pudesse responder.

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Enviado por admin, 29/09/12 8:10:00 PM

A Toccata é uma forma clássica, usada por grandes compositores, desde Bach até Ravel. Prokofiev decidiu fazer da sua Toccata uma obra de dificuldade técnica única. Dizem que ele próprio nunca conseguiu executar a peça do jeito que gostaria. Aqui, a grande Martha Argerich nos mostra como ela fica quando tocada por alguém à altura do desafio.

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Enviado por admin, 28/09/12 8:38:00 AM
Divulgação
Fernando Meirelles.

A lista do British Film Institute é formada por votos de diretores e críticos de todo o mundo. No Brasil, vários cineastas e críticos tiveram o direito de votar. Um deles foi Fernando Meirelles, que também teve votos para seu “Cidade de Deus”.

Cada um dos convidados tinha o direito de votar em dez filmes, de qualquer país e época. Como o blog é fã incondicional de Meirelles, foi buscar a lista dele. Os eleitores não precisam botar os votos em ordem. Então, aparece em ordem alfabética.

Veja aí o resultado:

Apocalipse Now (Francis Ford Coppola)
As mil e uma noites (Pier Paolo Pasolini)
Enter the void (Gaspar Noé)
Os bons companheiros (Martin Scorsese)
Iracema (Jorge Bodanzky e Orlando Senna)
Ran (Akira Kurosawa)
Atrás da linha vermelha (Terrence Mallick)
A árvore da vida (Terrence Mallick)
Vidas secas (Nelson Pereira dos Santos)
Zabriskie point (Michelangelo Antonioni)

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Enviado por admin, 25/09/12 7:28:00 AM
Reprodução/Internet
Les Murray.

O blog traduz mais um poema de Les Murray, torcendo para na semana que vem ele ser anunciado como o vencedor do Nobel…

O final é mio confuso para nós, mas descobri que foram realmente os australianos que inventaram o voto secreto, no século 19!

O instrumento

Quem lê poesia? Não nossos intelectuais;
eles querem controlá-la. Não os amantes, não os combativos,
não os examinadores. Eles também roçam-na em busca de bouquets
e trunfos mágicos. Não os alunos pobres
que peidam furtivamente enquanto criam imunidade contra ela.

A poesia é lida pelos amantes da poesia
e ouvida por mais uns que eles levam ao café
ou à biblioteca local para uma leitura bifocal.
Os amantes de poesia podem somar um milhão
no planeta todo. Menos do que os jogadores de skat.

O que lhes dá prazer é um roçar nunca-assassino
destilado, principalmente versado, e suspenso em êxtase
calmo na superfície de papel. O resto da poesia
de que isso uma vez já foi parte ainda domina
os continentes, como sempre fez. Mas sob a condição hoje

de que seu nome nunca seja dito: construções, poesia selvagem,
o oposto mas também o secreto do racional.
E quem lê isso? Ah, os amantes, os alunos,
debatedores, generais, mafiosos, todos leem:
Porsche, plástica, Gaia, Bacana, patriarcal.

Entre as estrofes selvagens há muitas que exigem tua carne
para incorporá-las. Só a arte completa
livre de obediência a seu tempo pode te fazer dar piruetas
ao longo e através dos poemas maiores em que você está.
Estar fora de toda poesia é um vazio inalcançável.

Por que escrever poesia? Pelo estranho desemprego.
Pelas dores de cabeça indolores, que devem ser aproveitadas para atacar
por meio de seu braço que escreve no momento acumulado.
Pelos ajustes posteriores, alinhando facetas em um verbo
antes que o transe te deixe. Para trabalhar sempre além

de sua própria inteligência. Para não precisar se erguer
e trair os pobres para fazê-lo. Por uma fama não-devoradora.
Pouca coisa na política lembra isso: talvez
os colonizadores australianos reinventando o falso
e muito adotado voto secreto, no qual a deflação podia se esconder

e, como um portador do bem-estar, envergonhar as Revoluções da vala-comum.
Tão cortada a machado, tão cônsul-ar.
Foi essa uma brilhante vitória mundial da covardia moral?
Respirar em ritmo de sonho quando acordado e longe da cama
revela o dom. Ser trágico com um livro na sua cabeça.

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