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Enviado por rwapolloni, 01/09/14 11:07:15 AM

A criatividade das pessoas, em especial dos fãs de um político, é algo notável. Acabo de receber o link de um videoclipe feito por um partidário de Dilma Rousseff que faz – apenas e tão somente – o cruzamento de discursos da candidata com uma música da banda californiana de hard rock System of a Down. Com direito a participações, em sistema de backing vocals (ou algo parecido), do ex-presidente Lula.

Independente do teor positivo da letra (não estou aqui para apoiar ou não o conteúdo, mas para analisar a forma), é de se observar o trabalho gigantesco de edição feito pelo criador do vídeo. A quantidade de recortes de som e imagem é muito grande – só quem lida com isso sabe o tempo necessário para cortar e colar tudo. Coisa incrível.

De resto, a sacada é boa, para o bem e para o mal. Em tempo de Facebook, é uma forma de colocar os candidatos no campo de interesse das pessoas. Dá uma sacada na obra.

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Enviado por rwapolloni, 30/08/14 6:56:37 PM

20140830_145614 Parque São Lourenço, Curitiba

Enviado por rwapolloni, 29/08/14 9:14:32 AM

limao

Na política brasileira, os debates eleitorais despertam a atenção pelo que têm de bufo. O debate estadual de ontem, na Band, não só não brindou o público com um “circenses” de qualidade – a não ser, talvez, no modelo side show, das atrações de horror -, como também trouxe os candidatos em sua faceta mais azeda e medíocre.

O debate foi chatíssimo, sem tiradas de humor e com uma maldade média que nos alerta sobre o presente-futuro da política no Paraná. Isso, sem contar a absoluta ausência de propostas – deixei o tema por último, aliás, porque ele simplesmente não chegou no programa de ontem da Band.

O mais relevante:

. A agudeza menos aguda de Roberto Requião, que, aparentemente foi afetado pelo tempo fornecido para as respostas – ou, simplesmente, não estava em um dia particularmente inspirado, mesmo chamando Richa de “Carlos Alberto”.

. A habilidade do mediador do encontro, o jornalista Fabrício Binder, ao lidar com a saraivada de pedidos de direito de resposta – como um analista observou durante a cobertura ao vivo do debate, estava mais para lista de comandas de restaurante em dia cheio do que para um debate que deveria ser civilizado. 100% Hell’s Kitchen.

. O azedume que marcou os candidatos “menores”, que também surfaram nas críticas e nas tentativas de crescer no sangue alheio.

. A lembrança endêmica de processos judiciais, tarados e presídios – o que sintetiza o cenário da nossa política.

. Em tempo: participar da cobertura em tempo real do debate, pela Gazeta, foi uma experiência muito interessante. É notável perceber o grau de envolvimento e agudeza dos jornalistas – verdadeiro scanning do embate. No próximo encontro, vale a pena acompanhar.

Enviado por rwapolloni, 28/08/14 8:35:45 PM

coruja

De leve.

Enviado por rwapolloni, 28/08/14 10:06:11 AM

Se a campanha eleitoral anda meio desmaiada em termos de propaganda nas ruas – os candidatos ainda não sabem mensurar direito a receptividade do eleitorado aos santinhos e aos cavaletes -, o mesmo não se pode dizer dos veículos que alguns deles adotaram para a blitzkrieg de todos os dias.

Os triciclos com caixas de som, novidade duas eleições atrás, viraram equipamento de uso relativamente comum. Alguns candidatos, aliás, vão de bicicleta mesmo, com uma bandeirinha presa na parte de trás da calça e o sistema de som mais barato do mundo – a própria voz.

Diante desse quadro, chamam a atenção veículos utilizados pelas campanhas de Requião, Ratinho Júnior e Professor Galdino.

Um cabo eleitoral de Requião foi flagrado nas imediações do Shopping Müeller em uma moto com um reboque de som que tocava o jingle “Taca-le pau…” do candidato.

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Ratinho Junior, por sua vez, colocou à disposição de seu time um (ou talvez mais, não sei) daqueles carrinhos elétricos usados para a distribuição de refrigerantes no Centro. O cidadão liga e vai puxando devagarinho, zumbindo macio, e ainda pode carregar materiais de campanha dentro.

ratinho

Já o Professor Galdino partiu para uma solução mais artesanal: acrescentou um placar luminoso ao seu triciclo, para campanha depois das dezoito horas. De quebra, passou a usar um jaleco “versão noturna”, aparentemente construído com decoração natalina ou faixas de led. A ideia é aparecer para o eleitorado crepuscular e fugir de atropelamentos (como o que ele já sofreu na atual campanha). E, eventual e involuntariamente, gerar fatos para a comunidade ufológica.

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Enviado por rwapolloni, 27/08/14 4:30:07 PM

 

religiosos

Eis aí mais uma prova da curiosa – eu diria, da generosa – relação da cultura brasileira com a religiosidade. Você já pensou, por exemplo, em candidatos com esses nomes em uma eleição alemã ou finlandesa?

Nos Estados Unidos, eles até poderiam existir, mas provavelmente enfrentariam sérios problemas com alguns extratos do eleitorado. Inclusive porque, lá, o candidato “do capeta” é, mesmo, um adepto ideológico do Cramulhão.

Aqui, Buda pode ser evangélico, Jesus pode ser umbandista e Zé Capeta um devoto de São Jorge. E, de quebra, transitar por qualquer partido. O que, para muita gente, é um horror. Para mim, data vênia, é uma beleza.

Misterioso, mesmo, no caso dos candidatos ao lado, é a prevalência dos números dobrados, triplicados e quadruplicados. Pensando bem, o fato de 333 ser a metade de 666 também não ajuda muito…

O Sagrado e o Profano – II

filho do padre

Enviado por rwapolloni, 27/08/14 9:22:08 AM

Como era de se esperar, os sites oficiais de campanha cantaram a vitória de seus candidatos – o de Marina foi mais comedido em relação aos autoelogios, mas investiu nas críticas aos opositores.

Do site de Dilma:

“A presidenta Dilma participou do debate da Band, nesta terça-feira (26), e mostrou por que é a melhor candidata. Já antes de começar o encontro, o primeiro que reuniu sete dos candidatos à presidência, Dilma mostrou o tom que usaria no debate: preparou-se muito, pois sabia que precisaria mostrar suas propostas e os inúmeros programas e as muitas obras que realiza durante seu governo.”

dilma

Do site de Aécio:

“O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, foi o único a apresentar propostas concretas para realizar as mudanças desejadas pela população brasileira durante debate na Rede Bandeirantes, que reuniu sete candidatos ao Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (26/08).”

aécio

Do site de Marina:

“Marina Silva, candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, defendeu no debate realizado pela TV Bandeirantes nesta terça-feira (27) a necessidade de o presidente da República ter uma visão estratégica sobre o país. Explicou a Aécio Neves (PSDB) o significado da nova política e contestou a visão ‘quase cinematográfica’ do Brasil da presidente Dilma Rousseff (PT).”

marina

Enviado por rwapolloni, 27/08/14 1:28:25 AM

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Comentar um debate presidencial imediatamente após a refrega é, sempre, abrir a guarda para acusações de partidarismo. Não há como escapar. Até porque nenhum militante há de admitir, a não ser em segredo, que seu candidato levou a pior. Muito menos as campanhas, que, em seus sites oficiais, hão de celebrar os louros de seus campeões. Ou seja: comentar é pedir para “tomar pau” – faz parte.

Melhor que o esperado
Fato é que o debate foi melhor do que eu havia imaginado (e, inclusive, publicado neste blog). O mais interessante foi ver Marina Silva definir sua linha de ação na campanha: abandonou a aura de santidade, bateu no PT, no PSDB e na dicotomia PT-PSDB. E, é claro, abriu caminho para apanhar a partir desta quarta-feira. No próprio debate, contudo, foi menos visada por Dilma e Aécio.

O esperado
Dilma foi atacada por todos os lados. E, em especial no início do programa, aparentou certa impaciência, talvez decorrente de cansaço, nas respostas.

O escolado
Aécio mostrou que “fez a lição” na sabatina pré-debate: conseguiu se livrar de polêmicas e inverteu o rumo de certas perguntas incômodas. Não foi assombrado, porém, por questionamentos associados, por exemplo, à denúncia de cartel do metrô em São Paulo e ao caso que envolve um aeroporto e um terreno de sua família em Cláudio (MG). Na saída, anunciou a indicação de Armínio Fraga como ministro da Fazenda de um eventual governo do PSDB.

Os pequenos
Dentre os candidatos em pior posição nas pesquisas de intenção de votos, chamou a atenção a performance do Pastor Everaldo, que, na média, mostrou segurança. Já Eduardo Jorge demonstrou coragem ao defender tanto a liberação das drogas (já no primeiro bloco do programa) quanto a revisão da lei relativa ao aborto no país.

Enviado por rwapolloni, 26/08/14 9:26:20 AM

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A despeito do poder que os debates presidenciais têm de mover ou fixar em definitivo os astros da constelação eleitoral (bons exemplos são os debates Kennedy x Nixon, de 1960, e Collor x Lula, de 1989), minha expectativa para o encontro desta noite na Band (22h) é de que siga a tepidez da maioria dos encontros recentes do gênero. Pelas razões óbvias:

1. É o primeiro debate, em que os caras ainda estão se mirando – e mirando possíveis estragos em si mesmos por conta de eventuais excessos de acidez.

2. No momento, aparentemente, Aécio e Dilma não sabem lidar direito com Marina. Já Marina não deve abandonar o perfil “tranquilo e infalível” consolidado nas últimas semanas – também não vai “partir para a porrada”, enfim.

3. Todos devem seguir rigidamente as orientações de seus marqueteiros. Neste exato instante, aliás, devem estar sendo espartanamente sabatinados com todas as marotices do mundo. A estratégia é totalizante: vai das respostas neutralizadoras às piores maldades (“O senhor não fez a lição de casa!”) à cor do tailleur.

(*) – As coisas podem mudar, contudo, a partir da pesquisa Ibope de intenção de voto a ser divulgada na tarde de hoje. Como a pesquisa, porém, ainda deve trazer Marina surfando na popularidade incorporada nos últimos dias, é possível que o impacto sobre o debate não seja tão grande: os outros candidatos esperam que, em pouco tempo e graças a um processo de “secularização”, essa aura perca o brilho.

(**) – Propostas? É de se esperar que, a despeito de sua importância, elas acabem servindo, no mais das vezes, como escadas para ataques.

(***) – Em tempo: participam os candidatos Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB). Os pequenos devem seguir um padrão tradicional de comportamento – cutucar os grandes. É daí, aliás, que costumam nascer as melhores piadas do debate.

Enviado por rwapolloni, 25/08/14 10:54:54 PM

skatista

Caminhando pela Monsenhor Celso, encontro um adesivo amarelo pregado em uma lixeira pública. Nele, a mensagem fatal: “Skatista também vota!”. Nela, um acréscimo a caneta igualmente terminativo: “nulo”.

Mais do que uma contradição, a mensagem expõe o verdadeiro pepino que é, para os candidatos engarrafados segundos os moldes tradicionais, lidar com um segmento do eleitorado – skatistas, ciclistas, grafiteiros, jardineiros libertários, etc. – ao mesmo tempo tão firme em suas convicções, tão descolado do modelo institucional vigente e tão desconfiado dos agentes públicos. Está para surgir o pleiteante a cargo eletivo que decifre essa esfinge.

P. S.: Dica de leitura nesse departamento – “O Tempo das Tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa”, de Michel Maffesoli. No mínimo, gera argumento para um bom bate-boca.

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