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Enviado por rwapolloni, 18/09/14 11:28:31 AM

Talvez valha como consolo: em dia de referendo, os escoceses também estão tropeçando em cavaletes de propaganda. Para o bem ou para o mal, uma praga universal.

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Enviado por rwapolloni, 17/09/14 3:35:05 PM

Auauau

Quem caminha por Curitiba, em especial na área central e imediações, já escutou o jingle do candidato Professor Galdino. Verdadeiro mantra, construído, conscientemente ou não, segundo a fórmula matemática do “chiclete de ouvido” – é medíocre, mas gruda para lascar.

No pleito deste ano, Galdino ousou na letra: ao invés de repetir a fórmula histórica de nome e o número, incorporou frases ligadas à proteção animal e onomatopeias como “auauau, auauau, auauau, auauau…” e “pocotó, pocotó, pocotó, pocotó…”. A métrica dos versos é exatamente a mesma – o grau de bizarrice, porém, aumentou ainda mais.

Na foto, extraída do Facebook do candidato, vemos trabalhadores de um prédio comercial do Centro abrindo as janelas para saber qual era o bicho que estava pegando.

janela

emprego

“Candidato do Emprego”

Na Praça Tiradentes, uma agência de empregos resolveu usar um cavalete de Ângelo Vanhoni para anunciar suas vagas. Pregou o papel exatamente na cara do candidato.

A aposta, pelo visto, não deu muito certo – pouco tempo depois, a plataforma estava devidamente esbodegada no chão.

Enviado por rwapolloni, 17/09/14 10:03:39 AM

evangelizar

O debate presidencial de ontem à noite, organizado pela CNBB e apresentado pela tevê católica Evangelizar, mostrou o grau de tensão vivido pelos candidatos. A partir do terceiro bloco, depois de uma condução relativamente “cristã” dos trabalhos – os pleiteantes majoritários não se enfrentaram -, eles largaram a piedade e lascaram o pau a valer, com denúncias ainda mais abertas de corrupção. Mais do que isso, mostraram cansaço e irritação.

Dilma, por exemplo, apareceu com a voz cansada e, em alguns casos, confundiu palavras – como, por exemplo, quando falou sobre a matriz energética brasileira. Na mesma resposta, por três ou quatro vezes, usou a expressão “construir energia” ao invés de usar “construir usinas”. Aécio também escorregou. Luciana Genro, por sua vez, redobrou a agressividade contra Aécio, Dilma, Marina e Eduardo Jorge. E até o candidato do PV, em dado momento, deixou a face mais zen por uma irritação digna do Beato Salustiano.

Mesmo na fase crítica do debate, porém, Marina não foi confrontada diretamente. A impressão que fica é a de que mesmo as linhas principais de ataque contra a candidata (que envolve temas de costumes, inexperiência no Executivo etc.) ainda são gerenciadas com certo receio de provocar estragos na própria candidatura. Isso, é claro, vai mudar nos próximos dias – vai sobrar porrada, enfim.

De resto, exceção óbvia feita a Marina Silva, os candidatos afagaram a Igreja Católica, seus valores, princípios e o Papa Francisco. Aécio, inclusive, evocou aquele catolicismo tradicional mineiro, ao falar de sua alegria por estar “na casa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil”, e completou: “que Nossa Senhora possa nos ajudar a construir um tempo novo no Brasil, onde política e ética voltem a ser compatíveis”.

Enviado por rwapolloni, 15/09/14 9:20:20 AM

Há alguns dias, publicamos um texto sobre as ciclovias de Curitiba, destacando, entre outros elementos, a presença de carros parados na pista e de cavaletes de campanha especialmente posicionados para complicar a vida dos ciclistas. Pois é: acabamos de receber, de um colaborador deste blog, uma imagem que se relaciona às duas práticas. É, provavelmente, a famosa tática do “só um minutinho” – o minutinho que torra o saco de qualquer cidadão.

ciclovia

Enviado por rwapolloni, 12/09/14 9:08:42 PM

Eu me preparei mentalmente para abandonar o caso do bichón Hugo Henrique, do candidato Alvaro Dias. A história foi boa, rendeu boas risadas, mas a vida seguiria em frente com outras notas curiosas ou extravagantes. Seguiria, não fosse o vídeo postado hoje no canal “Alvaro Dias 456″ do Youtube.

Nele, o próprio cachorro – em uma animação caprichada, mas com a voz meio “Chucky, o Boneco Assassino” – aparece apresentando um “direito de resposta” contra os “aloprados” que, ao invés de defender os animais, afofam a bandidagem hospedada na Papuda.

Desconsiderando o teor político da nota, que coloca em um mesmo saco o maniqueísmo primitivo PT-PSDB e o bom e necessário espírito satírico, o vídeo é engraçado. Lembrou, aliás, o Bruno Aleixo, aquele cachorro humorista português cheio de bossas. Confiramos:

P. S.: Prometo não falar mais no assunto – desde que não surjam outros componentes merecedores de considerações.

Enviado por rwapolloni, 12/09/14 10:30:44 AM

ramones

Dá uma sacada na franja do “Lula Ramone” – primeiro lugar na pesquisa eleitoral da revista Rolling Stone.

Enviado por rwapolloni, 11/09/14 9:20:42 PM

Hugo_Twitter

Foi só Alvaro Dias aparecer no programa eleitoral da tevê com seu cachorro Hugo Henrique (segundo a plebe, um poodle com uma tosa tranchã; para os especialistas, um bichón frisé) para que as coisas “galhofassem” nas redes sociais.

No Facebook, as brincadeiras caminharam, por exemplo, para piadas de gênero envolvendo associações entre Alvaro Dias, o bichón e a torcida do Atlético Paranaense.

No Twitter, um gaiato criou um perfil do Hugo Henrique e está aproveitando para “tacar o pau” no candidato do PSDB ao Senado. A começar pela descrição do perfil do dono da conta: “Pet do senador Álvaro (sic) Dias (PSDB/PR). O destino não tem ideologia, né, mores”.

twitterEm sua conta do Twitter, Alvaro Dias buscou dar outra conotação à onda trolll, observando que o sucesso do bicho colocou em evidência seu projeto de defesa animal.

Pode ser que eu esteja enganado, mas o maior prejuízo, mesmo, deve ser à carreira de Hugo Henrique como personagem televisivo da campanha do candidato do PSDB. Esse, pelo jeito, não volta mais.

Enviado por rwapolloni, 10/09/14 4:03:38 PM

Mal apareceu no horário eleitoral, a cena do senador e candidato Alvaro Dias com um poodle causou espécie, em especial nas redes sociais. O bicho – branco e simpaticíssimo, em sua tosa do tipo “cabeça fofa” – ingressou no programa no contexto de uma explanação do candidato sobre sua atuação, no Congresso, no âmbito da bioética e da proteção animal.

É o tipo de assunto relevante, sem dúvida – inclusive porque, chancelado por um poodle branco no colo, ganha também uma conotação folclórica. Em tempo: o poodle atende pelo nome de Hugo Henrique. De leve. “Apreceie” o vídeo (ali por 02’22″) e tire suas conclusões:

P.S.: Acabo de ser informado de que, provavelmente, o cão Hugo Henrique não é um poodle, mas um “bichon frisé”. O que, data vênia, não deixa de somar certo tempero à nota.

Enviado por rwapolloni, 09/09/14 3:11:22 PM

bash-st-kids1

Em seu programa de tevê na tarde desta terça-feira, Dilma Rousseff reservou um bom tempo para falar sobre o que definiu como conquistas de seu governo na área educacional. O que soou como uma espécie de antídoto, prévio ou não, às eventuais críticas por conta do resultado do Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação (IDEB) de 2013, divulgado na semana passada.

O que é o IDEB

O IDEB é uma ferramenta sofisticada de avaliação de desempenho escolar, que fornece de dados muito específicos (como o índice alcançado por uma escola rural de Quitandinha, por exemplo) a dados nacionais. Para fazer as medições, são tomadas duas disciplinas (Matemática e Língua Portuguesa) em três anos específicos (4ª série/5º ano, 8ª série/9º ano, no Ensino Fundamental; e 3º ano do Ensino Médio), que servem como parâmetro para avaliação geral das escolas públicas e privadas do país.

O Índice foi construído em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), e é calculado a partir de dados sobre aprovação escolar obtidos no Censo Escolar e das médias de desempenho nas avaliações do próprio INEP, do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e da Prova Brasil (avaliação aplicada aos alunos do 5º ao 9º anos do Ensino Fundamental).

Com base na ferramenta e no planejamento de políticas para a educação, o governo pretende fazer com que, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o país alcance o valor de avaliação de 6,0 – equivalente à média dos países desenvolvidos.

Brasil: empate com viés de derrota

Segundo os dados do IDEB divulgados na semana passada, a qualidade do Ensino Médio público caiu em 16 Estados entre 2011 e 2013. No cômputo geral, permaneceu no mesmo patamar, de 3,7. Isso, porém, representa um declínio, uma vez que o valor projetado para 2013 era de 3,9.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), o índice geral melhorou e alcançou a meta estabelecida pelo governo para o ano, passando de 4,7 para 4,9. Nos anos finais (6º ao 9º ano) da mesma etapa do ensino, também aumentou (de 4,0 para 4,1), mas ficou abaixo da meta, que era de 4,4.

Ou seja: somando avanços e retrocessos, ficamos no empate com viés de derrota.

Prêmio e reprovação

A União (e, por extensão, o governo de Dilma Rousseff) não é o único responsável pelos bons ou maus resultados do ensino público no IDEB. No caso da Primeira Infância (0 a 3 anos), da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, a responsabilidade de promoção e gestão é dos municípios; no caso do Ensino Médio, dos Estados. As responsabilidades acabam compartilhadas por conta dos mecanismos de financiamento e também porque a educação é um processo contínuo – o guri mal preparado no Ensino Fundamental tende a repetir a mesma performance no Ensino Médio.

 E o Paraná neste bolo

No caso do Paraná – o que interessa aos candidatos e, mais ainda, ao eleitorado local -, os resultados foram os seguintes: nos anos iniciais do Ensino Fundamental (4º e 5º ano), o índice passou de 5,4 para 5,8 e superou a meta projetada pelo MEC, de 5,5; no caso dos anos finais (6º ao 9º ano), estacionou em 4,1, o que representou uma derrota, visto que a meta era de 4,6. No Ensino Médio, bomba geral: o IDEB passou caiu de 3,7 para 3,4, para um valor projetado de 3,9.

Comparando com os dois outros estados do Sul, temos os seguintes resultados: em 2013, nosso Ideb do ensino público para os anos iniciais do Ensino Fundamental ficou em segundo lugar, atrás do de Santa Catarina (5,9) e às frente do dos gaúchos (5,4); para os anos finais, idem, atrás dos catarinenses (4,3) e à frente dos gaúchos (4,0). No caso do Ensino Médio, ficamos na terceira posição, com os gaúchos na primeira posição (3,7) e os catarinenses na segunda posição (3,6).

Os melhores índices para o ensino público foram os seguintes: para os anos iniciais do Ensino Fundamental, Minas Gerais (5,9); para os anos finais do Ensino Fundamental, idem (4,6); e para o Ensino Médio, Goiás (3,8 – rede estadual).

O IDEB também mede os candidatos

Se você vê a educação como essencial e quer saber se os seu candidato entende do assunto, peça para ele falar um pouco mais sobre o IDEB e sobre os valores no seu estado ou município. Se ele não souber responder, mande o dito cujo pesquisar ou, então, reprove sem piedade.

Para conhecer a pontuação do IDEB em todas as unidades escolares, redes municipais, estaduais, públicas e privadas, clique aqui. Para saber mais sobre educação, visite o Portal do Movimento Todos pela Educação.

Enviado por rwapolloni, 05/09/14 4:02:45 PM

Há muitos anos, uma prática curiosa tomou conta da mídia televisiva brasileira. Bonecos – papagaios, ratos, guris e até discos voadores – interagem com os apresentadores, produzindo momentos fofos, hilariantes ou ridículos. A coisa está tão consolidada, enfim, que ninguém se dá conta de seu grau de bizarrice.

Por esses dias, o candidato Roberto Requião incorporou a prática a seus programas eleitorais na internet. Armou-se de um frango amarelo de borracha, batizado de “Ezekias” (em referência ao secretário Ezequias Moreira, do governo Beto Richa, pivô do caso da “sogra fantasma”), e está operando o bicho para “cornetar” os adversários. No programa que eu vi, aliás, ele apertou o animal – que apita miseravelmente – para passar uma descompostura em sua própria equipe de produção. Escracho geral.

No céu, Stanislaw Ponte Preta deve estar dando boas risadas.

requifrango

Autocrítica do quadriciclo

Ainda sobre Requião: um vídeo divulgado no Facebook, coisa rápida, traz o candidato comentando um meme de internet associado a um passeio de quadriciclo de tempos passados. Perguntado por uma repórter sobre o que achava do tal meme – cujo título é “Mais louco do que Requião de Quadriciclo” -, o candidato sintetizou: “não gosto, porque estava muito gordo”.

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