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Enviado por rwapolloni, 22/08/14 9:48:57 AM

Sistina

Por contraditório que pareça, a morte é um momento político de extraordinário carisma para os políticos. Os mortos são celebrados; seus herdeiros, em especial se explicitamente indicados pelo agora espírito tutelar em que se converteu o falecido, recebem um verniz luminoso capaz de levá-los ao triunfo.

Nos últimos dias, testemunhamos esse movimento no caso Eduardo Campos – Marina Silva. O triunfo, é lógico, ainda reside no campo das possibilidades. O antídoto a ele, porém, é visível no início das críticas à candidata. Nas redes sociais, por exemplo, já pipocam pequenas notas, imagens marotas e piadinhas, bombardeando, por exemplo, a curiosa relação entre Marina, a Bíblia e o Ambientalismo. A chegada de Luiza Erundina à coordenação da campanha da pleiteante também rende alguns cruzados – no Facebook, por exemplo, podemos ler comentários como “ué, pensei que ela estava morta!”.

Não vou comentar o valor real da santificação ou a secularização de Marina – o eleitor que decida por si. A única constatação é de que, no inferno em fogo brando das eleições, o “mana” (a substância da qual a magia é feita, em uma definição antropológica simples) pode murchar muito rápido. Marina e Luiza Erundina vão ter um senhor trabalho para conservá-lo, enfim.

Enviado por rwapolloni, 21/08/14 8:58:18 PM

paulo-batista_fbs

Paulo Batista, candidato a deputado estadual pelo PRP, é um defensor feroz da livre iniciativa, um inimigo mortal de todos os comunistas e um amante dos super heróis da Marvel e dos filmes japoneses de monstro. Pois ele somou tudo isso e produziu um vídeo de campanha que deve ganhar a medalha de ouro de o mais esdrúxulo de 2014. Ele é, pois sim, o “Raio Privatizador”!

O único problema é que, diante da criatividade e do capricho da produção (que é estranha, mas não tosca), o povo acaba duvidando de sua veracidade. É tão pitoresco, enfim, que parece pegadinha. Pegadinha, desconfio, é a própria realidade.

Para acessar o filme, clique aqui.

raio privatizador

 

P.S.: E o “Raio Privatizador” aparece em outro vídeo, que tem como protagonista um baseado falante que conclama dois jovens com palavras como “Vâmo grevar, meu irmão! Fica chapado, fumar um bag, falar de Karl Marx…” - 100% Hermes & Renato. O personagem, é claro, acaba fulminado pelo Raio, que ainda deixa o bordão: “Magoe um socialista, vote no Batista”. É a direita, enfim, esgrimindo com o escracho total.

vamo_greva

Enviado por rwapolloni, 21/08/14 10:42:08 AM

Há candidatos que se notabilizam pela imagem exótica. Há candidatos que se tornam conhecidos pelos bordões. E há aqueles que se tornam nacionalmente célebres pelo cruzamento das duas coisas – estes são os realmente incríveis. Examinemos:

clarkdiabomarciano

Clark Crente (PSC, Paraná) – “Você que é um eleitor inteligente e consciente vote em Clark Crente, e não se iluda com o sorriso da ‘serpente’.”

Toninho do Diabo (SDD, São Paulo) – “Eu sou Toninho do Diabo. Por isso, taco fogo.”

Marciano (PSDB, Minas Gerais – mas não de Varginha) – “Se os da terra não fazem, Marciano faz.”

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Bônus - Esta candidata não tem bordão, mas fala pela soma entre imagem e apelido. Não sei o que você acha, mas, para mim, também tem um quê de Inri Cristo.

Enviado por rwapolloni, 20/08/14 5:19:03 PM

Confesso: a propaganda eleitoral dos candidatos a deputado me anima muito mais do que todo o resto. A começar pela carência de recursos tecnológicos e de jingles triunfalistas. A venda é à vista, curta e emergencial, personalíssima e despojada de quase tudo. E a concorrência é feroz: em 2014, são 821 candidatos para 54 vagas na Assembleia e 317 candidatos para vagas na Câmara Federal – “quase um vestibular do ITA”, como diria Tia Miloca.

É quando surge a necessidade de diferenciação, e quando aparecem os bordões insólitos que fazem a alegria do folclorista eleitoral. Nesta quarta-feira, primeiro dia da propaganda eleitoral na tevê dos candidatos a governador, senador e deputado estadual, tivemos bons exemplos de frases curiosas:

. O pleiteante e poeta Batista de Pilar identificou-se como “o bonitinho da mamãe”.

. De Chico Eletro: “a energia que faltava”.

. Reprisado de 2010: “vote no titio – 45.000”, Luiz Accorsi.

. Animal: “Você que gosta de bicho, não vote seu voto no lixo” (Roselia Vanat).

. Bíblico: “Amai ao próximo como a ti mesmo”, por Rubens Beleze.

. Frigorífico: “O Paraná manda uma boiada para Brasília, mas recebe de retorno um bife”, do candidato ao Senado Maurício Viana, do PRP.

De quebra, pudemos conhecer Guimar Rodrigues da Silva, o Zé Ramalho, clone do célebre artista nordestino.

Discovery Channel

A campanha de Requião abriu um espaço virtual para negar boatos e apresentar propostas. O mote é o do programa “MythBusters”, da tevê a cabo, em que uma dupla de cientistas nerds testa histórias e lendas para saber se elas se sustentam. No banner da página de Requião, o candidato aparece caracterizado como Jamie Hyneman, um dos protagonistas. Dá só uma mirada no banner e no original – e tire suas próprias conclusões:

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hora

 

O cavalete da Hora

O candidato Jorge Krüger, do PMDB, inovou nos cavaletes de propaganda. Somou à manjadíssima frase “A hora da mudança!” um relógio digital simulado que traz o seu número – “15:30”.

Experiência própria: encarado de relance, no meio do trânsito, o dito cavalete deixa o passante confuso em relação ao horário.

Enviado por rwapolloni, 20/08/14 11:33:22 AM

Em época de entrevistas e debates eleitorais, tem lá sua sabedoria resgatar imagens do primeiro debate presidencial televisivo da história, travado entre John Kennedy e Richard Nixon no dia 26 de setembro de 1960 e assistido por 70 milhões de pessoas. O encontro não marcou apenas o início da relação entre tevê e campanhas eleitorais; ele também delineou toda uma linha de ação estratégica universal que coloca, acima das propostas, coisas como a cor da gravata do candidato, perguntas marotas e devolutivas do tipo “o senhor não fez a lição de casa!”.

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No primeiro debate de 1960 (foram realizados outros três), Nixon não foi derrotado pelas ideias, mas porque apareceu cansado, magro, com a cara suada e a barba por fazer. Kennedy, por sua vez, veio bronzeado e relaxado – a verdadeira face do triunfo. Não deu outra (para ver o debate, clique aqui).

Em termos simbólicos, entrevistas críticas e debates reproduzem o padrão arcaico da provação do herói. É o que explica, inclusive, as postagens raivosas, acusatórias e grosseiras que, muitas vezes, temos que aturar nas redes sociais. É o tal cruzamento entre psicologia, política, carnaval e bufonaria.

Nossos debates de 2014

O primeiro debate entre os candidatos à presidência acontece no próximo dia 26 de agosto, na Bandeirantes. No SBT, o encontro acontece no dia 01º de setembro; na Record, no dia 28 de setembro; e na Globo, no dia 02 de outubro. Em tempo: a morte de Eduardo Campos fez com que a Band adiasse o debate, que inicialmente estava marcado para o dia 21 de agosto. As demais datas, até o momento, seguem mantidas.

Enviado por rwapolloni, 19/08/14 5:03:08 PM

Chego em casa interessadíssimo – vá lá, nem tanto – em assistir a programação eleitoral gratuita na tevê. Não apenas por seu caráter cívico e nem pela grana em impostos que, sem saber, pago por ela, mas por seus aspectos pitorescos. É isso, aliás, que dá nome a este blog; é isso, enfim, que faz o dia do jornalista. Algumas percepções, digamos assim, “superliminares”:

. O primeiro programa, que apresentou os candidatos à presidência e pleiteantes à Câmara Federal, foi marcado, como era de se esperar, pela lembrança de Eduardo Campos, que, de adversário, passou à condição de amigo de infância de Aécio, Dilma, Lula e Eymael (pleiteante do PSDC).

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Museu de Cera

. Acompanhando o programa, Tia Miloca tomou um susto ao ver a maquiagem do candidato Aécio Neves. Refeita do impacto, viu a maquiagem de Dilma – e tomou outro susto.


Gaza é Aqui

. No fechamento de seu programa, o PCB, do candidato Ivan Pinheiro, tascou uma bandeira da Palestina.

malafaia

Chama o Malafaia

. Pouco conhecido da massa pagã, o candidato Pastor Everaldo, do Partido Social Cristão, apelou à verve de outro religioso, o pastor Silas Malafaia – líder religioso que se tornou conhecido pelos ataques ao ativismo homossexual. A ideia é chegar, antes de Marina Silva, a estimados 40 milhões de eleitores evangélicos.

 

Bossa Locais

. É uma tradição: ainda que tecnicamente menos elaborado que o bloco dos presidenciáveis, o bloco dos candidatos a deputado federal ganhou no quesito pitoresco. A começar pelo uso generalizado da camisa azul com cheiro de naftalina, símbolo de esperança tirado a cada dois anos do armário.

. Marcelo Belinati, candidato do PP, deu início à temporada de bordões estranhos: “chega de deputado copa do mundo, que só aparece de quatro em quatro anos”. Também dentro do espírito da Copa do Mundo, o candidato Paulo Rink deu uma cabeçada – caprichada, aliás – em uma bola “brazuca”. Outro bordão curioso é o do candidato Edu, que pretende se eleger pelo litoral – “pense bem: candidato turista ou do litoral?”. Outro, da linha clássica: “vote com arte, vote Dinarte”.

. Confesso que vi e revi a aparição do candidato Mister Oproh, do PEN – e ele disse “Não vote no Mister Oproh”! Das duas uma: ou o cara é um mentalista tentando convencer o eleitorado pela técnica da psicologia reversa, ou eu não estou entendendo mais nada. Ou, então, o cidadão conseguiu uma publicidade gratuita neste blog com um pequeno truque.

oproh

. Dernier Cri: a gravata verde metálico vestida pelo Rafael Greca é super tranchã.

Descascando a viatura

Nem esta Gazeta do Povo escapou do primeiro dia da propaganda eleitoral na tevê. No bloco dos candidatos da coligação do PT, pequenos esquetes denunciaram mazelas do governo Beto Richa. Numa delas, uma viatura da polícia militar foi literalmente descascada; sob a primeira camada de tinta, apareciam referências gráficas a matérias do jornal. Pontos para o jornal, que é referência em informação séria. Fora isso, vale destacar a imaginação dos marqueteiros – que é uma coisa realmente incrível.

playmobil. Last, but last, mesmo

Postagem do nobre Rogério Galindo no blog “Caixa Zero” destacou o uso, por Gleisi e Beto Richa, de imagens extraídas de bancos de imagem – internacionais, for sure – para representar o “paranaense feliz e trabalhador”. A revelação da importação imagética, é claro, causou constrangimento. “Se tivessem usado bonecos playmobil, não tinha treta”, considerou Tia Miloca.

Enviado por rwapolloni, 19/08/14 10:07:49 AM

rousself

Quem entra no site de Dilma Rousseff é convidado a enviar um “selfie” (aquela foto do caboclo tirada por ele mesmo com o braço esticado) feito com a candidata.

Do ponto de vista do marketing eleitoral, a ideia é interessante, já que humaniza o personagem político ao mesmo tempo em que embarca em um fenômeno sociotecnológico poderoso.

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Até aí, beleza – mas, puxa… precisava chamar os selfies com a Dilma de “rousselfies”?!

 

Enviado por rwapolloni, 18/08/14 10:25:50 AM

O primeiro bonecão de Olinda eleitoral saiu do armário no último final de semana. Uma “Professora Josete” gigante foi vista agitando os braços na Feirinha do Largo da Ordem, ao lado do Solar do Rosário. Nos próximos dias, é possível que vejamos outros evoluindo pelas ruas de Curitiba.

josete

A cabeça de Requião

Em julho de 2013, parte de um bonecão de Olinda de Roberto Requião (a de cima, per supuesto) foi colocada à venda por uma loja de usados de Curitiba. Quem apurou o fato, na época, foram as equipes da CBN e da Band – a peça foi oferecida por R$ 3.500,00. Valor que, diante da necessidade chaleirística dos áulicos, é uma verdadeira merreca. Requião surfou na história ao postar, no Twitter, que sua cabeça estava à venda, mas seus princípios jamais. E concluiu a mensagem repassando seu bordão mais manjado: “se caráter custa caro… etc.” – e Stanislaw Ponte Preta sorriu no Céu (olha o crédito: a foto que ilustra a matéria é do site Megacurioso).

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Spooky total

Não sei você… para mim, esse negócio de bonecão de político é 101% assustador.

Enviado por rwapolloni, 16/08/14 10:15:20 AM

Experimente só circular por Curitiba depois das dez horas da noite para verificar se os candidatos tiraram os cavaletes de propaganda dos canteiros e calçadas. É o que a lei determina: eles ficam nas ruas das seis às vinte e duas horas e, depois, devem dormir no comitê ou na kombi.

Tia Miloca, que foi ontem “bater uma polenta noturna” em Santa Felicidade, encontrou dezenas de cavaletes sorrindo à noite ao longo de toda a Manoel Ribas. Outros candidatos, marotos, simplesmente tombam os ditos cujos e os levantam no dia seguinte. Simples, assim.

Não sei como funciona a fiscalização do TRE nesses casos. Se eles passassem com um caminhão sacando todas as peças abandonadas noite adentro, tenho certeza de que, rapidinho, os pleiteantes iam se ajustar. Até porque os cavaletes, feitos em tiragens de dez, cinquenta, cem, duzentos ou mil, custam uma grana.

De resto, esse tipo de comportamento também estimula a depredação, por insatisfeitos e por moradores de rua que precisam se cobrir ou um fazer um foguinho para fugir do frio.

De leve…

Tem cidadão usando cavalete para sinalizar buraco de rua. É a verdadeira função social – no mínimo, a mais pragmática – da política.

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Por fim

Essa história de cavaletes já “deu pra cabeça” – a partir de terça-feira, com o horário político, teremos outras bossas (eu disse “bossas”).

Enviado por rwapolloni, 15/08/14 4:35:53 PM

Dia de Fúria

Sucesso no Facebook é o filme de uma idosa de Planaltina (DF) detonando a propaganda eleitoral. Irritadíssima e suprapartidária, ela vai virando tudo e ainda deixa uma mensagem para os candidatos.  É a própria desobediência civil (e um crime eleitoral) na melhor idade. Confira o vídeo clicando na imagem ao lado.

 

P.S.: dos muitos comentários no Facebook, o melhor, de longe, é “minha vó tá malucaaaaaa!”. O resto – palmas para os nossos políticos – é de apoio à “operação tomba cavelete”.

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