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Enviado por Raphaella Requiao, 27/06/13 12:53:23 PM

Não sei nem como começar a escrever. Faltam apenas duas horas para embarcarmos de volta pra casa. Fim de viagem, fim de sonho. A garganta tá engasgada e é impossível controlar as lágrimas. Foram mais de 108.000 km e 26 países. Nosso plano inicial de viagem era um ano de estrada terminando na América do Sul. Como vocês podem ver, mudamos de ideia. O cansaço bateu, a saudade apertou e as viagens começaram a perder o brilho pelo desgaste. É tempo de parar, organizar a casa para quem sabe em breve, partirmos pela América Latina. Quem sabe o que nos espera pela frente, né?

Arquivo pessoal

Despedida dos amigos queridos de Boston! Rumo ao Brasil!

É muita coisa. Muito pra contar, pra traduzir, turbilhão de sentimentos que tá difícil administrar e escrever então, nem se fala. Mas, uma coisa é clara, a sensação é de missão cumprida! Que delícia de sentimento. Voltamos hoje pra casa felizes, completos, renovados, cheio de ideias. Sonhos antigos realizados, sonhos renovados.

Voltar para o Brasil neste momento de protestos e aparentes mudanças nos motiva ainda mais a perseguir esses novos sonhos. Me faz ter ainda mais certeza de que amo meu país e me orgulho de ser brasileira. Estou feliz de voltar pra casa, de voltar para minha família, para meus amigos. São poucas as certezas que tenho na vida, mas uma coisa agora é muito clara: não vivo sem eles! Até daqui a pouco!

PS: Vou ficar devendo o post sobre Boston e esse mês maravilhoso que passamos aqui com nossos amigos Ruthe e Eliseu. Se passaram 14 anos que estive aqui com eles e me receberam de bracos abertos como se tivesse sido ontem! Isso não tem preço! vamos sentir saudades. Sem palavras para agradecer o carinho e a acolhida.

Enviado por Raphaella Requiao, 26/06/13 8:06:46 PM
Arquivo Pessoal

Nova Iorque vista de cima do Top of The Rock no Rockfeller Center

Esse post é especial, mais dos que especial! Saímos da Califórnia direto para Nova York com um objetivo: encontrar 3 amigas de Curitiba! Tathi, Lari e Flávia vieram do Brasil para conhecer Nova York e fazer compras para o enxoval da Flá que espera o Pedrinho; e nós trocamos nossa programação para eu poder curtir Nova Iorque só entre mulheres!!! Que sonho (sinto muita saudade do tempo entre amigas! Vocês não imaginam a falta que fazem os papos femininos na vida da gente! hehe) De quebra, convidei a Flá que também é jornalista para se aventurar no blog e escrever o post. Vou complementar o texto e fazer meus comentários que estarão diferenciados em itálico, ok? Vai ser divertido!

Too much New York

Por Flávia Ferreira e Raphaella Bicca

Conhecer Nova York é o sonho de 100% das mulheres, ainda mais uma viagem entre amigas para a terra das compras, moda e estilo. Fomos em três amigas do Brasil e encontramos por lá nossa viajada amiga Raphinha, que está longe há mais de um ano se aventurando em uma volta ao mundo (e louca de saudade das amigas e das conversas femininas!). 

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Hotel Pennsylvania

Nova York é mágico. Só de andar pelas ruas e perceber a infinidade de estilos e etnias já é de deixar a boca aberta. Os nova iorquinos são cheios de charme, elegantes, andam num ritmo acelerado o que te faz sentir dentro de um filme, no nosso caso o próprio Sex and the City (no final vou comentar sobre esse “ritmo” da Big Apple).

Ficamos as quatro no Hotel Pennsylvania  (7ª com a 33ª) bem no coração da cidade, em frente ao Madison Square Garden, ou seja, melhor localizado é impossível. Tudo em Nova Iorque é mais caro que as outras cidades americanas, inclusive hospedagem. Como ficamos em quatro e pegamos uma promoção, valeu a pena. O hotel é antigo, enorme, sempre lotado (inclusive de brasileiros), custo benefício bom. Localização sensacional e só nesse aspecto já valeu muito, nos economizou tempo, sola de sapato e braços (saíamos às compras na 34th e voltávamos para deixar as sacolas).

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Levamos uma mala que foi pequena para as compras no outlet de New Jersey

Pra abrir a temporada NY com o pé direito fizemos um piquenique no Central Park com outras amigas curitibanas que estavam por lá. Com 3,4 km², o parque transmite paz, é acolhedor, mágico. Vale caminhar sem hora pra sair, só curtindo a paisagem, o clima. Deitar na grama, ler, dormir, observar. Qualquer coisa! Afinal, é o Central Park! Fizemos um passeio de carruagem puxada por um motorista de bike, único!  De lá voltamos caminhando para o Hotel curtindo a 5ª Avenida e suas deliciosas lojas! (Como é bom estar com as amigas e poder entrar em cada lojinha de esquina, imagina na 5ª avenida! Esse programa definitivamente não combina com homens! Nesse exato momento o Seba curte a companhia de um amigo uruguaio, o Federico, em Norwalk Connecticut.)

Segundo dia juntas e já encaramos um dia todo em um outlet. Fomos ao Jersey Gardens por não cobrar impostos. (as taxas de NY são as mais altas dos EUA, chegam a 8,875%). Paraíso do consumo! Uma delícia comprar ainda mais com aqueles preços, muitas vezes até 1/3 dos praticados no Brasil… Imaginem 4 mulheres juntas num outlet? Impossível conciliar as vontades de todas e nos dividíamos em duplas, tipo plano de guerra para as compras? (rs)! Passamos quase 12 horas no mall e voltamos com a mala cheia e o enxoval do Pedrinho quase que completo!

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Uma fonte gigante está no local onde estava uma das torres do World Trade Center

Nova York é a terra do “too much”. Tem muita, mas muita gente em qualquer lugar que você vá. Descer no elevador da Apple Store na 5a Avenida e se deparar com centenas de pessoas é no mínimo chocante. Os pontos turísticos também têm uma concentração absurda de gente, como o Times Square, o Empire State, o Top of Rock, a 5ª Avenida, porém são imperdíveis e por isso esteja disposto a enfrentar multidões. Fomos conhecer o Memorial do World Trade Center (é necessário uma reserva online para entrar) e deixamos o ritmo frenético de NY de lado para refletir um pouco lá. Impossível não sentir uma tristeza profunda por cada nome homenageado ali.

Dando sequência, demos uma passada de no mínimo 2 horinhas na Century 21 (quase um outlet urbano). Achei o máximo o passeio de barco pela Estátua da Liberdade (estava fechada por causa do furacão do ano passado) e um dos programas que indico é cruzar a ponte do Brooklyn e assistir o pôr do sol com a vista de Manhattan, sensacional! Uma caminhada pela High Line  é indispensável. O local é um antigo trilho de trem revitalizado e transformado em um lindo jardim suspenso que passa sobre a cidade.

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High Line – Trilho de trem antigo revitalizado

Como NY é a terra do “too much”, chegávamos todo dia à exaustão. As pernas não respondiam mais. Eu me sentia dividida: por um lado queria explorar e conhecer o máximo possível de NY, por outro precisava parar e descansar… Estou grávida, com 5 meses e meio na viagem, e isso me deixava um pouco preocupada com tantas andanças e dores no pé, mas as meninas me ajudavam muito: não deixavam eu carregar peso, carregavam minhas compras, lembravam de tomar água e paravam comigo pra descansar… ou ficavam 2 horas no provador da Forever 21 enquanto eu sentava e só dava opiniões!

Andar de taxi em NY é extremamente barato. Estávamos em quatro pessoas e chegava a ser mais barato que as passagens de metro. Agora se estiver chovendo é praticamente impossível encontrar um livre.  Um dia cheguei a chorar porque tudo que queria era um taxi e, depois de quase uma hora tentando, desisti e voltamos a pé pro hotel. Vale a pena comprar o passe do metrô por uma semana, por exemplo porque nem sempre dá para contar com taxi.

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Demos de cara na porta no Metropolitan!

Os museus também são atrações na cidade: fomos no Museu de História Natural, Guggenheim e para mim o mais especial, o Moma – Museu de Arte Moderna. Sensacional! Vale verificar o horário de funcionamento de cada um deles… demos com a cara na porta do Metropolitan Museum of Art.

Cansadas dos hambúrgueres e batatas fritas, no último dia fomos ao Restaurante Ipanema, que fica na 46th quase esquina com 5ª Avenida comer uma bela picanha com arroz e feijão e tomar guaraná! Comer em NY exige conhecimento prévio de lugares, se não é só lixo ou muita grana. O Olive Garden (fomos no da Times Square) é muito bom e eu adorei experimentar o Chipotle Mexican Grill (um fast food mexicano).

Enxoval

Para as futuras mamães, uma dica de ouro! Quem for fazer enxoval de bebê ou quiser comprar coisas para os pequenos, existe uma loja na 7ª Avenida com a  W 26th que é o paraíso: Buy Buy Baby . Organizada, com vendedores educados e simplesmente TUDO para bebes (não tive boa experiência em outras lojas). Fiquei apaixonada, pena que só fui lá no penúltimo dia, mas achei tudo que estava faltando. Confesso que quase não trouxe o carrinho e bebe conforto, por exemplo, pelo simples fato de outras lojas serem muito grandes, desorganizadas, lotadas, com muita informação e totalmente cansativas. Entrar na Buy Buy Baby foi como chegar ao paraíso infantil. Tem de pomadas a jogos de berço, tudo bem organizado e com vendedores extremamente educados oferecendo ajuda e se esforçando para explicar tudo em um inglês não tão complicado…

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Passeando com o Pedrinho em NY!

Mesmo assim preciso complementar o texto da Flá e dar meu pitaco. Nossos dias aqui foram incríveis. Indescritível a felicidade de estar com elas curtindo cada esquina da cidade, porém, depois de acompanhar pela primeira vez uma amiga grávida fazendo compras para o enxoval percebi que NY não é a melhor opção para isso. A locomoção é difícil, a cidade requer muita caminhada, é sempre super lotada de turistas e os preços são sempre mais altos que outros locais (com exceção dos outlets fora de NY que alguns são sem taxas). Claro que se você quer conhecer NY e aproveita para fazer compras de enxoval sempre vale a pena, mas se for apenas para isso, melhor optar por outras cidades. O desgaste aqui é 3x maior.

Como NY é lotada sempre, o atendimento nos locais também deixa a desejar. Um vendedor nunca te atende com exclusividade… é muita gente mesmo, que interrompe, pergunta, tira dúvida… Senti isso nas lojas, taxis (cada um, aff) e restaurantes… Mas, completamente compreensível visto o número de atendimentos que essas pessoas fazem por dia. De verdade, o povo de NY trabalha muito, sem parar!

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Cruzeiro para ver a Estátua da Liberdade

No último dia eu e a Tathi fomos ver o Rei Leão na Broadway. Lindo, emocionante! Cheguei a chorar de tanta emoção! Não é barato (ainda mais para o último dia de Big Apple, mas vale muito a pena). Depois do espetáculo de 2 horas e meia que passa super rápido, encontramos a Rapha e a Lari e fomos jantar no Hard Rock Café, ótima comida e ambiente muito agradável.

Depois de 9 dias e malas cheias, hora de voltar pra casa. Confesso que estava cansada, louca por uns dias de sossego… Porém, no mesmo minuto que o avião decolou, pensei que poderia ter andado mais, aproveitado mais, conhecido mais, ficado mais… enfim! NY pode ser diferente a cada visita e as saudades não demoram para bater. A despedida da nossa amiga Rapha foi com gostinho de quero mais, mas sabemos que logo logo ela volta! (preciso comer um risoto de linguiça Blumenau que é especialidade dessa gauchinha, antes do meu baby nascer). Já em casa, foram necessários uns três dias intensos de sono para recuperar as energias!

Decepção em NY

Peço licença à Flá que escreveu uma parte desse post para colocar pra vocês uma impressão muito particular, mas muito clara pra mim que não deixa de ser triste, decepcionante e frustrante. Eu nunca havia lido nada a respeito do mau atendimento aos turistas em NY e fiquei pessimamente impressionada. Durante os 9 dias que passamos lá contei nos dedos as vezes que fui bem atendida, com sorriso, simpatia e generosidade. Fui tratada como lixo na maioria deles, como mais uma, como se os prestadores de serviços, funcionários das lojas estivessem fazendo um favor em me atender e que nós estávamos perturbando.

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Sex and The City!

Briguei no restaurante com um garçom visivelmente drogado no Olive Garden do Times Square, na farmácia o cartão não funcionou e o atendente só faltou me xingar; o taxista gritava e nos mandava descer como se fossemos animais sem nenhum motivo aparente o que fez com que eu, no auge da minha raiva e indignação, jogasse o dinheiro na cara do cidadão, bem como ele estava nos tratando – lixo. Na Pastis, um restaurante metido a bobo que ficou famoso por fazer parte do Sex and the City, não queriam nos deixar sentar numa mesa depois de esperar mais de uma hora porque disse que iríamos comer sobremesa!! Ou seja, só tinha direito quem fosse almoçar (a vontade que dava era pedir 30 doces e o vinho mais caro para mostrar que podíamos consumir mais que um almoço!).

Bem, entre essas e outras NY me proporcionou o encontro fabuloso com minhas amigas, passeios lindos, compras, conversas inesquecíveis, mas ao mesmo tempo nunca me senti tão mal tratada. Depois de passar por 26 países posso dizer que em nenhuma cidade me senti assim e digo que não volto pra lugar assim. Pra que? Pra ser tratada como bicho só para ir à Broadway? Ser empurrada no Times Square? Dizer que estive em NY? Várias outras cidades têm as mesmas coisas ou mais e te tratam com delicadeza, simpatia e generosidade. Literalmente eu não gosto de sofrer e não pago mais pra isso! Fica a dica!

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Nosso próximo destino: Boston e Brasil!!

Venha com a gente nessa viagem: raphaeseba@gmail.com e acesse Facebook

 

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Brookling Briedge no cair da noite

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Central Park

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Seba e Fede também passearam com a gente em NY!

 

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High Line, NY

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Lari e eu curtindo Times Square

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Elevador do Guggenheim

 

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Soho, NY

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Pier 17 e o centro financeiro de NY

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Manhattan vista do Top of The Rock

 

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Lari e eu no Central Park!

 

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Bryant Park, NY

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Happy hour no Bryant Park!

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Flavia e Tathi numa voltinha pelo Central Park

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Mulherada reunida no pôr do sol em Manhattan

 

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Pesseio pelo West Village e pela casa da Carrie!

 

Enviado por admin, 25/06/13 1:50:00 PM
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Pacific Coast Highway 1

Considerada por muitos veículos especializados em viagens e turismo uma das melhores e mais fantástica viagem de carro, a Pacific Highway faz por merecer. É sem dúvida uma das paisagens de estrada mais incríveis que vimos.

Saímos de Seattle em direção a San Francisco com destino final em San Diego. Voltamos dessa vez em 4 dias pela costa do pacífico. Encontramos o mar na altura de New Port e então descemos. A estrada é linda, sem movimento, onde a atração principal são as dunas, em certo momento, e as sequoias, as coníferas mais altas que existem podendo atingir 115m e 11m de diâmetro. São majestosas e impressionantes. A floresta de sequoias chega a fechar a estrada formando um túnel cinematográfico.

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Floresta de Sequóias

Dormimos uma noite em Florence, uma em San Francisco e então começamos o esperado trajeto da Pacific Highway, a rota cênica, que já começa em Santa Cruz e termina em Santa Mônica (198 km). É a melhor maneira de fazer San Francisco a Los Angeles. O percurso pode durar até 5 horas. Nós fizemos até mais que isso.

Quando você chegar a Monterey vai começar a perceber as maravilhas que te esperam. Vale andar pela cidade, fazer um Whale Watch, caminhar pela Cannery Road (lugar de antigas fábricas de sardinhas), visitar o aquário que fica por ali e quem sabe almoçar num dos restaurantes ali do waterfront. Se não, desça para Carmel, um encanto de cidade.

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Monterey, CA

Minha mãe, desde que me conheço por gente, fala que quer conhecer, que Carmel é isso, Carmel é aquilo. Claro que tive que conferir. Não é que ela tem razão? “Carmel By The Sea” é pitoresca, parece uma cidade de brinquedo, tipo “casa da barbie?” Seus fundadores brigaram para manter o local pequeno e místico; e conseguiram.

A área residencial não tem calçadas, as ruas não têm iluminação e as casas são conhecidas pelo nome. O cenário parece ter saído do filme mais romântico de Hollywood. Calma, sem muita gente, apenas a brisa do mar e alguns cinquentões correndo ao redor dos canteiros recheados de flores que costeiam o mar. A cidade é reduto de artistas, escritores e atores que fazem de Carmel o seu retiro intelectual. Por curiosidade, Clint Eastwood já foi prefeito da cidade.

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Carmel, CA

Não dormimos em Carmel porque o preço dos hotéis é salgado. Voltamos um pouquinho e dormimos em Monterey, 5 minutos dali. Dia seguinte começamos então a descida oficial pela Hwy1.

De Carmel vá parando sempre que tiver vontade, não é tempo perdido, faz bem pra alma!. Você vai passar por Point Lobos – uma reserva, protegida, e por isso os carros devem pagar algo em torno de 10 dólares para cruzar (nós não tínhamos cash e não pudemos entrar). Lá, como o nome diz, têm muitos leões marinhos e focas e mais de 250 espécies de pássaros e mamíferos.

Mais para frente passamos pelo Big Sur, Hearst Castle, (onde tem o castelo do milionário da comunicação William Hearst) Morro Bay, San Luis Obispo… E a cada curva da estrada a paisagem se torna ainda mais exuberante e os suspiros vão aparecendo com mais frequência.

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Paisagens da Hwy 1

Quase não dá para saber o que é o que na estrada. Algumas placas avisam alguns locais de paradas, nome das reservas, mas não é muito fácil identificar. E também não precisa. O importante é curtir cada momento, cada mirante, cada paisagem. Numa das nossas paradas pudemos olhar para o precipício abaixo e ouvir o barulho ensurdecedor que um aglomerado de elefantes marinhos fazia.

Por falar nisso, depois de muitas horas de estradas e paisagens cinematográficas, chegamos numa cena inusitada. Uma praia forrada mesmo (não é maneira de falar) de elefantes marinhos. A população da região de Piedras Blancas pode chegar a 17 mil mamíferos, de janeiro a maio, e reduz para algumas centenas de julho a agosto.

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Ficamos quase uma hora observando seu comportamento e conversando com uma pesquisadora que estava ali para ensinar um pouco sobre os elefantes marinhos aos visitantes. Segundo ela os machos crescem até 5 mil libras(2 toneladas e meia) e 16 pés de comprimento(5 metros). Eles podem ficar até 8 meses sem tocar em terra firme e a média de tempo de mergulho é de 20 a 30 minutos. O record é mais de 2 horas.

Já as fêmeas crescem ate 12 pés (3,7 metros) e pesam 500 pounds (226,5 kg). Ela perde 40% do seu peso quando dá a luz, numa média de 34 dias. Elas alimentam seus filhotes até voltar para a água. Podem mergulhar até 2000 pés (610m). O record é 5.700 pés (1.737m). Elas precisam, entre os mergulhos, menos que três minutos para se reoxigenar. Em março os bebês passam semanas aprendendo a nadar e a mergulhar e então partem para a imigração solitária – com 3,5 meses de idade.

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Elefantes marinhos em Piedras Blancas, CA

Depois dessa aula toda seguimos viagem até Los Angeles. Passamos por Santa Bárbara, “The American Riviera”, cidadezinha aconchegante fundada em 1782 por espanhóis e a arquitetura da cidade não deixa mentir, e na sequência fomos conhecer Malibu – que quase não vimos porque a noite estava chegando. Durante alguns quilômetros não conseguimos ver a praia, o mar, porque as imponentes mansões tapam a visão e praticamente fecham o acesso. As casas ali não ficam de frente para o mar, ficam EM CIMA do mar, literalmente.

Fomos dormir em Los Angeles porque o cansaço era grande e lá era mais barato que ficar em Santa Bárbara. De lá fomos passar mais uns dias em San Diego até pegarmos o voo para Nova Iorque!

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Santa Bárbara, CA
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Monterey, CA
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Carmel, CA
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Carmel By The Sea, CA
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Carmel, CA
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Pacific Highway 1
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Nosso próximo destino: Nova Iorque!

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Enviado por admin, 23/06/13 1:19:00 AM
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Seattle vista de cima da Space Needle

Saímos de San Francisco no início da tarde. Faz tempo que não conseguimos mais acordar cedo e lotar o dia de atividades. Café da manhã então, se for antes das dez como a maioria é, nem adianta colocar o relógio. Já não é nem só a questão de cansaço, mas museus não nos interessam mais, parques, galerias, edifício mais alto da cidade ou do país… as coisas vão ficando repetitivas e depois de tanto que vimos por aí ficamos mais seletivos, além de cansados. Aqui nos Estados Unidos tem muita coisa pra ver, mas pelo menos na costa oeste temos nos dedicado a passeios mais tranquilos, na praia, portos, amigos, bares e restaurantes e claro, outlets!! Tudo meio sem roteiro! Vou ser sincera: já estou no meu limite de ler guias, pesquisar sobre cidades, o que fazer, aonde ir, o que esperar, atrações imperdíveis. Estamos indo literalmente onde o vento levar e quando o olho abrir.

Nesse ritmo normal depois de mais de um ano de viagem, pegamos a estrada em direção a Napa Valley, região produtora de vinhos premiados (são mais de 230 vinícolas). Passamos por Sanoma e Napa, almoçamos em Downtown Napa num mercado chamado Oxbow Public Market, mas não se engane, é desses mercados restaurados com lojinhas requintadas e coisas caras, mas super astral e com muitas opções gastronômicas e degustações de vinhos. Pra vocês terem ideia do desgaste da dupla aqui, a intenção era ir pelo menos a duas vinícolas, experimentar alguns vinhos e então seguir, mas meu humor não estava dos melhores e não quis ler nada a respeito e tão pouco decidir onde ir (eu costumo ficar encarregada dessa parte). Pedi para o Seba que também não fez questão. Rolou uma pequena discussão e fomos embora sem conhecer as vinícolas de Napa Valley. Mesmo com a passagem relâmpago por Napa, a cidade parece de boneca e vale gastar um tempinho maior aqui (um dia está de bom tamanho).

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Old Sacramento, Califórnia

Seguimos viagem para Sacramento, capital da Califórnia, no mesmo ritmo de Napa. Sem planejar, sem ler e sem grandes vontades de passear. Dormimos uma noite ali e antes de continuar viagem rumo à Seattle, passamos pela Old Sacramento, uma bairro que mantém a maior concentração de construções antigas da Califórnia. Lojinhas, restaurantes, bares e até uma estação de trem antiga está ali. A sensação é de estar no velho oeste num filme de Hollywood. Uma graça de cidade que foi “colocada no mapa” na época da corrida do ouro, em 1849.

Nosso plano era levar três dias até Seattle, parando, sem pressa. Dá pra fazer em menos tempo, mas fizemos no máximo 6-7 horas de viagem por dia. Saindo de Sacramento pegamos a Interstate 5 (I5) em direção ao norte e fomos até Medford, já no estado de Oregon. Limitamo-nos a dormir e naquele esquema de ignorar o café e acordar quando o olho abrir, partimos no dia seguinte para Seattle.

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Hotel flat que ficamos em pertinho de Seattle

Onde dormir
Temos feito reserva nos hotéis a caminho, na estrada. Viva a internet no celular! Quando chegamos a Los Angeles, compramos um chip para o celular da T Mobile pré-pago (90U$ no primeiro mês e 60U$ nos restantes) que nos deu a tranquilidade de ter internet ilimitada e ligações gratuitas para os EUA e fixos no Brasil, Uruguai e outros países da Europa. Usamos um site muito usado aqui chamado Hotwire que oferece bons descontos com a condição de você reservar o hotel escolhendo apenas a localização e a categoria, sem saber ao certo qual é o hotel. Já fizemos diversas vezes e temos conseguido bons preços e ótimos hotéis e motéis (aqui nos Estados Unidos os motéis são hotéis de passagem, de estrada, para quem está viajando). Uma boa dica é prestar atenção na classificação das estrelas dos hotéis americanos. Os americanos têm um ranqueamento mais elevado do que estamos acostumados. Um hotel duas estrelas no Brasil costuma ser uma espelunca, mas nos estados unidos é mais que suficiente e com ótimas opções (Motel 6, Day Inn, Travelodge, Econolodge etc…). A média pelo hotwire com taxas está em torno de 65 dólares.

Nessas reservas surpresas descobrimos uma rede de duas estrelas e meia chamada Extended Stay America. Sensacional. O quarto não é um quarto, é um flat, gigante com cozinha e geladeira. Recomendamos! Nossa estratégia é, como estamos de carro, reservar hotéis um pouco afastados do centro da cidade, na região metropolitana, porque são mais baratos. Em grandes cidades não é muito fácil achar esse tipo de hotel bem centralizado. Eles ficam nos arredores dos grandes centros. Para ficar mais central e pagar barato tem que ter sorte e normalmente procurar em hosteis.

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O Pike Place Market é imperdível

Eclética Seattle
Seguindo a estratégia do hotwire, escolhemos um hotel nas proximidades de Seattle e por sorte pegamos o Extanded Stay America de Renton, região metropolitana onde está enterrado Jimi Hendrix. De carro demoramos 20 minutos até Seattle. Fui surpreendida com a beleza da cidade que é considerada umas das “great” metrópoles americanas e berço da música grunge, local de origem de bandas como Pearl Jam e Alice in Chains, além de abrigar a sede da Amazon.com, da Boeing e onde nasceu Bill Gates e a famosa Starbucks.

Um lugar indispensável para sentir a “alma” de Seattle é o Pike Place Market, um mercado público charmoso, descolado, com muita fruta, verdura e frutos do mar fresquinhos, cafeterias e floriculturas tomadas de tulipas multicoloridas e uma diversidade de estilos fenomenal, além de peixes que voam, é claro!

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Peixaria famosa do mercado pelos peixes voadores!

O mercado funciona desde 1907 e ali nasceu o primeiro Starbucks. Um lugar ideal para ter uma primeira amostra do que é Seattle. Já na chegada experimentamos uma sopa de marisco sensacional que é originária da Nova Inglaterra e famosa aqui – a “Clam Chowder”, na Pike Place Chowder. Por favor,experimentem!

Para quem não é muito de mariscos tem de vários “sabores do mar” e eu tomei uma de Salmon incrível. Na peixaria mais famosa do tradicional mercado, a Pike Place Fish, a variedade de peixes e o tamanho dos caranguejos impressionam, além da bagunça que os vendedores fazem quando um cliente se aproxima. Ali os peixes “voam” para o fundo da loja para serem limpos depois que o freguês escolhe e eles fazem tudo narrado com movimentos sincronizados e coreografados agitando o lugar e chamando a atenção. É um show a parte! Outra dica que descobrimos aqui é a rede de restaurantes de comida italiana chamada Olive Garden. Comida saborosa, fresquinha e a sopa e a salada são livres e muitoooo boas!

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Space Neddle, Seattle

Seattle fica no estado de Washington quase na fronteira com o Canadá. É cercada de água, cheia de verde e rodeada de montanhas nevadas com o glamoroso monte Rainier no contorno (na estrada ele já nos dava as boas vindas).Então imagine que cenário não se pode ver do alto da Space Needle, a “agulha espacial” de 184 m que foi concluída em 1962 para uma Feira Mundial. Do alto da torre a vista de 360º de Seattle faz a gente babar ainda mais pela cidade.

A torre fica cercada pelo Seattle Center, quarteirão que abrigou a Feira em 62 e hoje tem diversos empreendimentos com foco no entretenimento: praças, teatros, cinemas, estádios e museus.

O Experience Music Project fica ao lado da Space Needle e é uma espécie de museu da música com alguma coisa do cinema. O prédio tem uma arquitetura que é um show a parte cheio de curvas e parece uma bolha projetado pelo arquiteto canadense-americano Frank O Gehry. Mas, show mesmo é a experiência musical que o local proporciona para os roqueiros de plantão. Fotografias, guitarras e violões contam a história do Nirvana que surgiu aqui em Seattle, além de roupas clássicas de Jimi Hendrix e guitarras do ícone do Rock n’ Roll. Para quem gosta de fazer um som, o museu oferece praticamente um andar inteiro para aprender a tocar guitarra, bateria, escutar o som de diversos instrumentos e até gravar o seu próprio no estúdio.

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Torre de guitarras do Experience Music Project de Seattle

No sábado à tarde, depois do Museu, fomos dar um passeio por Fremont, um bairro “alternativo”, boêmio que hospeda um troll enorme esmagando um carro em baixo da ponte. O bairro em si é gostoso de passear, casas lindas, cheio de verde e barzinhos descontraídos. Na passada descobrimos um boteco lotado, com fila na rua e um cheiro sensacional. Resolvemos parar e seguir a dica de que “lugar simples e lotado com fila é porque deve ter algo local muito bom”. Dito e feito: descobrimos um sanduiche de porco assado dos deuses, o melhor que já comi na vida!!!! O nome do local chama Paseo. Essa, sem dúvida, para quem gosta de comer bem e coisas simples, é a melhor das dicas!

Perto de Seattle saem tours pelas ilhas próximas como San Juan para ver as orcas e para conhecer Victoria e Vancouver. De maio a novembro é a temporada. Não fomos por falta de tempo e também porque já gastamos uma grana vendo baleias. Deixamos para uma próxima, mas se puderem, vale muito.

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O Troll mora em baixo de uma ponte em Fremont, Seattle

Algumas outras atrações de Seattle

* Woodland Park Zoo

* Seattle Aquarium

* Seattle Art Museum

* Seattle Sightseeing

* Pacific Science Center

* Point Defiance Zoo & Aquarium

* Seattle Great Wheel

* Seattle by foot

* Seattle waterfront

* Helicopter tour Mt. St. Helens

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Esse é a clima da cidade…
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O primeiro Starbucks
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Tulipas no Public Market
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Pike Place Market
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Prédio do Experience Music Project
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Pedaços da guitarra de Jimmy Hendrix no Experience Music Project
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O melhor sanduíche de porco da vida fica em Fremont, nessa portinha, sempre cheia
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Waterfront de Seattle
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Fomos visitar o túmulo de Jimmy Hendrix em Renton
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Nosso próximo destino: Pacific Highway

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Enviado por admin, 21/06/13 2:33:00 PM
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O bondinho e as ladeiras de San Francisco de ao fundo, Alcatraz

San Francisco é um charme, descontraída, alegre, leve, diferente. Um clima de “sei lá, relaxa!” paira no ar e contagia. A vontade que dá é passear, caminhar, cantar, fazer amigos, ser gentil, abraçar, amar! Sei lá, entende? (rs) Assim é San Francisco.

A cidade tem fama de ter um clima nublado, frio e com muito vento. No entanto não foi o que aconteceu nos 6 dias que passamos lá. O sol brilhou incansável e claro que a cidade então caiu ainda mais nas nossas graças. O Seba mesmo dizia a todo instante “com eu gosto daqui, como é linda San Francisco!” E olha que pra ele, crítico, repetir isso pelos menos 4 vezes por dia, todo dia, é porque realmente gostou. Em pouquíssimos lugar por onde passamos ele disse isso.

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Casinhas estilo vitoriano, San Francisco

O sobe e desce das ladeiras, os bondinhos e as casinhas de madeira estilo vitoriano ditam o clima da cidade. Parece que São Francisco não tem muitas preocupações e seus habitantes são os mais variados possíveis. É a terra do alternativo e da diversidade. O clássico cruzamento das ruas Haight & Ashbury é famoso símbolo da contracultura hippie nos anos 60. Jimi Hendrix e Janis Joplin andaram fazendo história por ali. A rua toda é bacana, cheia de gente nem aí pro outros, alternativos, fora da casinha até. Cada um na sua e muita paz e amor! Andar por lá é diversão garantida. Fora as lojinhas, brechós e cafeterias descoladas.

San Francisco não tem um cartão postal apenas, têm vários! As ladeiras e a rua autodenominada a mais torta do mundo – a Lombard Street, a Golden Gate, o presídio de Alcatraz, a Álamo Square e sua vista da cidade, o Píer 39 no Fisherman’s Wharf… e assim vai!

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Golden Gate, San Francisco

A capital da diversidade teve um gostinho ainda melhor porque lá encontrei um outro amigo querido, brasileiro, que está morando ali, o Leonardo. Passamos dias divertidos e fizemos lindos passeios. A começar pela Golden Gate. Cruzamos de carro em direção a Salsalito e paramos em todos os mirantes que tinha. Cada um com um ângulo da majestosa ponte. Cruzar a Golden Gate de bike pode ser também uma boa opção. Uma dica bacana é ir até Baker Beach onde se tem uma vista bem bonita dela. Depois descemos na direção ao sul, pelas praias, passando por Pacífica, Mavericks (aquela famosa praia de surf, lembram?) e Half Moon Bay.

A quantidade de coisas pra fazer é grande e praticamente tudo de graça. Tudo ao ar livre. Não fomos a nenhum museu. Aproveitamos os dias lindos na rua, andando, circulando. O primeiro dia foi dedicado ao Pier 39, um shopping a céu aberto no waterfront com bares e restaurantes. Vale caminhar por ali pelo no Fisherman’s Wharf.

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Leo, eu e Seba dando uma voltinha pelas praias ao sul de San Francisco

Dalí dá para ver a ilha do presídio de Alcatraz desativado em 1963, também famosa pelos seus moradores mafiosos ilustres. Por ali na calçada algumas empresas vendem cruzeiros pela baía até a ilha. Nós não fomos, ficamos olhando de longe.

Bem mais pra frente, mas ainda no Waterfront fomos conhecer o sabor de San Francisco no Ferry Building Market Place. Uma espécie de mercado municipal chique revitalizado com lojinhas e muitas comidinhas gostosas. Nas terças, quintas e sábados acontece uma feira do lado de fora.

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Ferry Building, San Francisco

Onde ficar
Nas duas primeiras noites ficamos num hotel super bem localizado, pertinho da Union Square. Porém, tudo em San Francisco é caro, muito caro. Encontramos o Hotel com preço bom (padrão San Francisco), mas não tinha estacionamento e deixar o nosso carro alugado na rua pagando por hora não ia rolar. No fim, optamos por sair da parte central de San Francisco e fomos para San Bruno, região um pouco mais afastada da cidade, com mais opções de hotéis baratos e com estacionamento. A dica é essa. Se você está de carro e quer gastar pouco, fique fora de San Francisco. O acesso à cidade é fácil e o trânsito não é tão ruim assim. Pelo menos não foi pra nós.

Um dia antes de partirmos em direção a Seattle, fomos para o sul conhecer Menlo Park. Ali é a maior concentração de gente rica e dos nomes da tecnologia. Cidadezinha simpática, tranquila, arborizada. Perto dali está instalado o Facebook, a casa de Mark Zukerberg e é onde vivia Steve Jobs.

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Casa de Steve Jobs, em Menlo Park
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Entrada da empresa Facebook, em Menlo Park
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Lombard Street, a rua autodenominada a mais torta do mundo
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Fisherman’s Wharf, San Francisco
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Curtindo a praia e o amigo!
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Enquanto a gente colocava o papo em dia, olha quem apareceu?
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Pier 39, San Francisco
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Ferry Building
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Casas vitorianas típicas de San Francisco
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Cruzamento famoso, símbolo da contracultura nos anos 60
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Haight & Ashbury
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Ilha de Alcatraz, San Francisco
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Nosso próximo destino: Seattle

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Enviado por admin, 20/06/13 4:08:00 PM
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Não perca o pôr do sol no Grand Canyon, a paisagem muda completamente

Tinha quase que certeza que nada mais iria me surpreender depois de tantos lugares sensacionais que passamos por esse planeta a fora. Estava redondamente enganada. Como é bom se enganar assim! Aliás, eu estava duplamente enganada. Primeiro porque é muita pretensão a minha pensar que já vi tudo (sem ter explorado ainda o México e a América do Sul), além do que o melhor da vida é ser surpreendida (positivamente, é claro) e em segundo lugar porque estava convicta que os Estados Unidos não tinham muita coisa além do consumo desenfreado.

Não sei da onde tirei essa ideia, talvez pelas outras três vezes que estive aqui, mas na costa leste e como todo brasileiro ama comprar (mesmo sem dinheiro), o foco maior foi esse e comigo não diferente. Pois é maravilhosamente bom dizer que fui surpreendida sim por umas das coisas mais lindas que já vimos na viagem: o Grand Canyon. Na verdade, é bom fazer justiça, a costa oeste toda é sensacional. Tirei o chapéu e mordi a língua. Tomara que eu possa fazer isso muitas vezes ainda.

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Reserve pelo menos seis horas para aproveitar o Parque

Saímos de Vegas no final da manhã. Claro que paramos antes no outlet da saída da cidade e pegamos a estrada no meio da tarde. A estrada em direção ao Canyon já é uma atração à parte e se você tiver tempo, vale a pena dedicar um dia para ela e ir parando, por exemplo, na Hoover Dam, a mega represa que faz com que Vegas tenha energia para ser o que é, e o mais gosto é entrar em Kingman e fazer um dos trechos mais bem conservados da legendária Route 66. É uma viagem no tempo.

É comum o pensamento de, a partir de Las Vegas, fazer um bate e volta até o Grand Canyon. No entanto isso é praticamente impossível. O tempo de estrada é mais de 5 horas e o parque merece pelo menos uma tarde inteira, se não um dia todo. Fora que o Arizona proporciona paisagens sensacionais. O que pode ser feito para quem não tem muito tempo é pegar um dos tours de helicóptero que saem de Vegas ou ir de carro até o Grand Canyon West, que fica fora do Parque Nacional numa reserva indígena, a 195 milhas de distância de Vegas. Lá está a skywalk, uma passarela de vidro sob o Canyon. Os índios da tribo Hualapai que vivem ali resolveram abrir suas terras para o público em 1988 por motivos econômicos e assim criaram o Grand Canyon West. No caminho até lá existem alguns pontos de parada para conhecer as tribos e seu modo de vida e ainda é possível dormir por lá. Pode ser uma opção.

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É difícil acompanhar com os olhos a imensidão do Grand Canyon

Agora, para quem quer conhecer o Parque Nacional do Grand Canyon, a entrada clássica, tradicional é pela borda sul (South Rim) que está aberta todo o ano. A borda norte está aberta apenas de maio a outubro. Se você for bom no planejamento prévio, dentro do Parque existem alojamentos, hotéis que precisam ser reservados com até um ano de antecedência. Como nós não sabíamos e nem poderíamos planejar com tanta antecedência, escolhemos dormir numa das cidades perto, chamada Williams, conhecida como a porta de entrada para o Grand Canyon. A cidadezinha tem estilo faroeste e foi fundada em 1880 por Old Bill Williams e tem ainda uma parte da Route 66 com prédios que datam de 1800. É bem charmosa.

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Ônibus do Parque leva os visitantes para todos os mirantes de 15 em 15 minutos

Usando o Hotwire (site de busca de hotéis com bons descontos) ficamos num Days Inn razoável e no dia seguinte cedinho partimos por mais 100 km até o Parque. Quase optamos for fazer um passeio clássico e ir de trem até lá, chamado Grand Canyon Railway em funcionamento de 1901. Ele leva até o Parque (durante a viagem não se vê o Canyon) e depois de três horas, volta. Nossa ideia era ficar apenas uma noite ali na região e logo depois do Parque partir. Não foi suficiente. Voltamos exaustos porque o Canyon é gigante e então dormimos mais uma noite. A dica é ficar pelo menos duas noites. Menos que isso é besteira.

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A beleza é indescritível e a energia contagiante

Beleza sem fim
O Grand Canyon é o resultado de um processo geológico de tempo inimaginável numa combinação infinita de tamanho, cores e formatos. A quantidade de camadas de terra acusam a idade do local: 2 bilhões de anos. O rio Colorado que passa por entre as rochas tem 446 km, com 29 km de largura, 1,6 km de profundidade. Com essas dimensões ele ajudou a desenhar a região, que muitas vezes parece uma pintura – a paisagem é tão sublime que parece que o fundo é falso. Sabe quando vemos os filmes com uma tela infinita gigante atrás? É assim… os olhos não dão conta da imensidão. Uma das pinturas da natureza mais lindas que já presenciamos. Deixa qualquer obra de arte do Louvre ou do Prado no chinelo.

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Grand Canyon, Arizona

A entrada do Parque custa 25 dólares por carro ou 12 por pessoa e tinha uma filinha de carros. Nada assustador. Era fora de temporada e não tivemos grandes problemas. Estacionamos lá dentro e partimos para conhecer a maioria dos 12 mirantes com vistas sensacionais do Canyon, aquela que enche o olho de lágrima. Tinha inclusive uma moça chorando e deu para escutá-la dizendo ao marido aos prantos: “obrigada por me trazer aqui!” Totalmente compreensivo.

Alguns dos mirantes permitem o acesso de carro, mas é desnecessário porque eles têm uma estrutura de ônibus que leva o pessoal de mirante em mirante de 15 em 15 minutos (incluído no preço do ingresso). Além dos mirantes, as atividades lá em cima são inúmeras e para todos os tipos de disposição e bufunfa.

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Dá para explorar o parque de diversas maneiras. Bike, descida de mula (parece que são dez por dia, por isso reserve o quanto antes) passar a noite lá em baixo em lodges, acampar, trilhas a pé, passeio de bote pelo rafting pelo rio Colorado, tours de helicóptero… Nós ficamos no feijão com arroz mesmo dos mirantes. Vale muito a pensa pegar o entardecer no Parque e presenciar a mudança de luz nas rochas.

Links úteis:

*Revista com dicas de Williams e do Canyon

* Tours pelo Canyon

*Reservas nos lodges da borda sul

*Acampar no Grand Canyon

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A neve que faltava! Mammoth Mountain é uma boa pedida até na primavera

A neve que faltava!

Não podíamos terminar a viagem se num pouco de neve, mesmo no começo da primavera. Desde que saímos do Brasil tinha a vontade de aprender a esquiar e passar uns dias no friozinho de alguma montanha nevada. Quase não conseguimos por que pegamos verão em quase todos os lugares possíveis de ter neve e por incrível que pareça achamos um lugar sensacional para esquiar na Califórnia! Um estado conhecido pelo calor e por suas incríveis praias. Surpresas de viagem! A indicação foi do Felipe, nosso amigo de San Diego que conhece bem a região. Fomos então para Mammoth Lakes, na Sierra Nevada no condado de Mono finalmente esquiar!

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Seba descendo a pista mais alta da montanha!

A região ganhou em 2013 pelo Lonely Planet o melhor destino de ski! A cidadezinha é uma graça, estilo Gramado, mas com neve. O pico da montanha de Mammoth atinge 3369m de altura e costuma ter neve até meados de junho. A região é famosa por ter 300 dias de sol no ano. A estação de eski
tem muitas pistas, 28 lifts (cadeirinhas que te levam pro alto das pistas) e algumas pistas para iniciantes – o meu caso! Contratamos um professor por duas horas para eu pegar as principais dicas. Queria ter tentado o snowboard, mas uma passo de cada vez. Depois de alguns tombos e quase abraçar a árvore numa ridícula vídeo cassetada peguei o jeito e passei o resto da tarde me aventurando pelas pistas de iniciantes! Lóoogico! O Seba como já tinha esquiado antes foi mais ousado e pegou o snow e algumas pistas pretas! Maluco! Ainda me fez descer uma maior, um nível depois do iniciante. No meio dela, vendo a paisagem e a inclinação, tive vontade de chamar minha mãe e chorar! Caí muitas outras vezes e em alguns momentos quase não consegui levantar. Desci, mas voltei correndo para onde nunca devia ter saído! Beginers!!

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Me aventurando pela pista iniciante!

O dia seguinte não preciso dizer que descobri músculos que não sabia que existiam no meu corpo de tanto que doíam. Ficamos mais um dia para poder curtir mais o ski. Amei a experiência e espero voltar logo, quem sabem na América do Sul.

Depois da montanha seguimos para San Francisco (próximo post)! Pegamos o deserto e depois uma estrada lindíssima, cheia de neve (ela chegava na cintura e fazia muros de neve na estrada), desfiladeiros enormes, precipício mesmo, estreitíssima; dava frio na barriga. No deserto calculamos errado as distâncias e a gasolina e andamos uma boa parte da estrada no meio do nada com coisa nenhuma praticamente sem respirar com medo de ficarmos no caminho! E o pior, sem sinal de celular e a noite chegando! Um pouco de emoção não faz mal a ninguém, mas foi sofrido, hein? No final deu tudo certo. Mas não faça isso, ande sempre com o tanque cheio. As estradas ali são lindas, mas em muitos trechos longos não tem nada nem ninguém no caminho. Fica a dica!

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Estrada para San Francisco, deslumbrante paisagem!
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Estação de esqui em Mammoth Mountain
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Seba descendo a Mammoth Mountain
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Trecho da Route 66, Arizona
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Route 66 em Kingman, Arizona
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Deserto do Arizona e nada em volta! Nem posto de gasolina!
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Índios do Arizona
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O rio Colorado passa por entre as rochas e vai recortando a paisagem

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Nosso próximo destino: San Francisco!

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Enviado por admin, 14/06/13 3:10:00 PM
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Strip, rua principal de Las Vegas

Chegar a Las Vegas foi mais uma vez dar cara pra tudo àquilo que estamos acostumados a ver na TV e que fica no imaginário. Lá de cima da estrada já dava pra ver a cidade construída no meio do deserto, tomada de construções gigantes e neons brilhando chamando para o entretenimento, para a diversão, convidando a gastar dinheiro. Como diz um desses guias de viagem “Vegas é Hollywood para o homem comum, onde você joga ao invés de ficar olhando”.

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Las Vegas vista da janela do nosso quarto!

Mais um polo americano do entretenimento, fiquei de boca aberta quando entramos na Strip (a principal rua da cidade onde ficam todos os luxuosos hotéis-cassino)e vimos a monstruosidade das construções, dos apelos, do consumo e em muitos o extremo da cafonália. A cidade é farta de tudo inclusive de gente. Sempre. Turistas de todos os tipos e estilos lotam as calçadas, casas de shows e obviamente os cassinos, ávidos por uma jogatina. Jovens, na maioria homens em grupos se reúnem para diversão com as mulheres e as cartas. A prostituição ali faz parte da brincadeira e os apelos são constantes com carros levando cartazes oferecendo meninas; ou nas calçadas panfleteiros oferecem fotos delas e seus telefones para uma “visita”. Fora “as garotas policiais” que te convidam para as festinhas particulares cheias de plumas e paetês. E olha que fiquei impressionada com a beleza delas. A coisa não é fraca não. Até eu quando caminhava sozinha fui convidada para um open bar livre de entrada! Hahahah

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Carros passam pela Strip oferecendo mulheres

Não é a por menos que Vegas é conhecida também como a cidade dos casamentos. De onde vem isso ainda não descobri, mas lá tem muitas capelas do tipo que aparecem no filme sensacional “Se beber não case” e muitos casais vão mesmo para casar, fora os que devem beber todas e acabam casando com alguma prostituta gata (pelo menos gata tem que ser)! Socorro!! É engraçado ver as capelinhas convidando ao casamento! Simples assim, ora bolas!

Limusines se atravessam na rua entre um cassino e outro levando os hóspedes para a programação intensa de shows, musicais, bares, restaurantes, shoppings e obviamente os cassinos. As festas nas piscinas dos resorts são famosas e um espetáculo à parte. Tudo com muita ostentação, over, é claro. O uniforme da mulherada que passa por lá é apenas um: mini saia justíssima e muito decote.

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Piscininha básica do nosso hotel

Las Vegas é um parque de diversões para adultos. As coisas são tão megalomaníacas de grandes que só para sair do hotel que ficamos, o Cosmopolitan, demorávamos cerca de 20 minutos atravessando a recepção, o bar e o cassino. E tudo é assim, longe, grande, demorado. Exagerado. Para atravessar uma simples rua é preciso passar por dentro dos hotéis ou shoppings que são interligados às passarelas que te levam para o outro lado. Não tem outro jeito. Cada passagem leva algum tempo.

Em muitos cassinos existem pequenas escadas rolantes do lado de fora, na calçada, para “facilitar” a entrada dos visitantes. Exagero. Se elas pudessem falar diriam: “nós te carregamos no colo pra você gastar todo seu dinheiro aqui”. Assim funcionam os cassinos. O estacionamento é de graça, inclusive com manobrista, e as bebidas, se você estiver jogando, também. Até para ficar nos resorts de luxo não é tão caro como seria em qualquer outra cidade. Para a categoria cinco estrelas as diárias são baratas, porém não incluem café da manhã (na maioria). Dentro de cada hotel-cassino opções de restaurantes não faltam, do fast food até o mais sofisticado restaurante contemporâneo. É comum o sistema buffet gigante e salgado no preço (40 USD por pessoa). O “famoso” é o do Bellagio, assim como o cassino também e a dança das fontes. Fomos no almoço e não gostamos. O restaurante do nosso hotel, o Wicked Spoon , estava fenomenal, muito melhor.

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Cassino do Cosmopolitan, Las Vegas

Algumas palavras resumem Las Vegas: sexo, drogas, dinheiro, luxo, lixo, consumo… Não pensem que achei ruim não, é interessante,bacana passar uns dias ali e sentir o clima, jogar um pouco (não gosto de jogar grana suada, mas já que estamos, não custa entrar no ritmo).

Para nós, a melhor das atrações foi assistir os espetáculos do Cirque du Soleil sempre em cartaz na cidade. Compramos pela internet e fomos ver o “O” e o “Love” dos Beattles. Amei. Eles são menos acrobáticos que esses circos itinerantes, por exemplo. O “Love” é bem musical e o “O” é todo na água, alta tecnologia e muito, muito lindo.

No geral Las Vegas é mega, é fake, inclusive a grama em frente a alguns cassinos é falsa, mas vale a pena conferir e se divertir, por que não, né?

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Love, Cirque du Soleil

+ Dicas:

* Passeio de helicóptero por Vegas

* Para quem quer fazer umas comprinhas e preza pelo din din ou já torrou tudo nas jogatinas, vale a pena conferir o Las Vegas Premium Outlets North, boas lojas e muito bons preços, incrivelmente mais barato que nas lojas.

* Escolhemos o hotel pelo hotwire, um site que os americanos usam bastante com grandes descontos, mas em contrapartida você só sabe o nome do local depois que faz a reserva. Temos usado bastante e tem um custo benefício muito bom. A gente consegue ver a categoria dele, quantas estrelas, as facilidades e a região que fica, mas o nome não. Vale a pena confiar que é bom.

De Vegas saem muitos passeios de algumas horas de helicóptero pelo Grand Canyon. Prepare o bolso e o coração porque é caro e sensacional.

Papillon Grand Canyon

Serenity Helicopters

* O site da revista Where sempre dá a programação atualizada de espetáculos.

* Nós estivemos visitando alguns cassinos fantásticos que valem a pena como o Bellagio, Venetian, Encore, Caesars, MGM, Mirage.

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Cosmopolitan, over!
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Lobby do Cosmopolitan, Las Vegas, e suas colunas de led
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As fontes dançantes do Bellagio
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Hotéis-cassinos e suas construções bilionárias em Las Vegas
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O Hotel Venetian recriou no interior a cidade de Veneza e seus canais
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Escadas rolantes para entrar nos cassinos. Necessário mesmo?
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Brincando um pouquinho no museu de cera Madame Tussauds
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Tá difícil a escolha! Madame Tussauds, Las Vegas
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O hotel Bellagio apresenta as fontes dançantes a cada 30 minutos
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Las Vegas
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Contando com a sorte que não veio!
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Las Vegas

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Nosso próximo destino: Grand Canyon

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Enviado por admin, 11/06/13 3:49:00 PM
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Ocean Beach, San Diego

Alugamos um carro antes de deixar Los Angeles e vamos devolvê-lo 35 dias depois. Nosso plano era subir até Vancouver, Canadá, mas desistimos por alguns motivos. Não tivemos problema algum para entrar nos 26 países em que estivemos, nem mesmo nos mais complicados que dizem ser EUA e Austrália. Porém, para entrar no Canadá nós brasileiros precisamos de visto e agora pode ser feito on line. Fiquei feliz e fui preenchendo os formulários. Quando me dei conta teria que mandar uma infinidade de documentos e provas de que estaria apenas de férias, que tinha vínculos com o Brasil, extratos bancários, além de comprovantes de viagens anteriores, e os motivos que me levavam ao Canadá como convite de funeral, casamento, essas coisas. Precisava passar minha vida inteira quase que pedindo “por favor” para conhecer o país. Fora os 150 USD para o visto de múltipla entrada.

Fui ficando desanimada, com preguiça e indignada com a quantidade de informações e formulários para preencher. Desistimos, simples assim. Desistimos também porque estamos cansados, energias na reserva e gostamos da ideia de ficar apenas aqui nos EUA, sem pressa. Canadá vai ficar para uma próxima!

Por isso nosso roteiro aqui na costa oeste ficou praticamente o mesmo, só que sem cruzar para o Canadá. De carro saímos de Los Angeles para San Diego, Las Vegas, Mammoth Lake, San Francisco, Sacramento, Napa, Seattle e a costa pela Pacific Hwy 1. Temos uns 25 dias pra fazer isso. Tempo dá de sobra.

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Huntington Beach estava recebendo o campeonato mundial de paintball

Saímos de Los Angeles e descemos até San Diego parando e curtindo as praias e o clima descontraído de “aqui pode tudo” da Califórnia. As prainhas fazem parte do chamado “Orange County – The OC” e são pitorescas, cheia de gente fazendo esporte na praia, desde o surf, vôlei até campeonato de paintball. Passamos pela famosa praia de surf Huntington Beach que estava agitada com o campeonato mundial de paintball; por Laguna Beach uma cidade cultural, charmosa, cheia de galerias de arte, bares e restaurantes. Depois passamos por San Clemente, Dana Point e Encinitas.

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Churrasco de boas vindas!

Recomendamos passar por todas e escolher uma para tomar café e outra para o almoço. A descida até SD é rápida, em torno de 2h se não forem parando, mas fizemos em umas 4 horas.

Em San Diego ficamos na casa do Felipe, um gaúcho super gente boa, primo da minha cunhada, surfista e instrutor de paraquedismo que nos recebeu maravilhosamente bem, ele o Joel, seu filho de quatro patas. Já na chegada, as boas vindas vieram com uma pergunta: “tão a fim de um churrasco?” Mas que pergunta!!! Já desembarcamos na casa de outro amigo dele brazuca, o André com um mega churrasco brasileiro com uma baita picanha, linguiça e tudo que temos direito! Cheguei a ficar com vergonha de tanto que comemos. Tipo morto de fome que não vê carne boa faz uma cara? Fomos nós. A chegada não podia ter sido melhor.

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Em La Jolla as focas ficam pertinho das pessoas que nadam com elas

A partir daí ficamos 4 dias só descansando, sem programações (ficamos em “PB” como eles chamam Pacific Beach) passeamos pela cidade apenas e conhecemos os picos imperdíveis como as praias de La Jolla – lindinha, perfeita para fazer snorkel junto com as focas que ficam por ali; Black’s Beach – paisagem sensacional, visual incrível e local que a galera salta de paragliding; Mission Beach, “OB” – a Ocean Beach, Sunset Cliffs, a ilha do Hotel Coronado, e o centro onde passamos pelo Little Italy que dispensa apresentação e pelo Gaslamp Quarter, coração histórico de SD. Fica em San Diego um dos zoológicos mais famosos e bem conceituados do mundo. É um dos poucos que abriga o panda gigante e urso polar. Outra atração bacana para quem nunca esteve ou para quem está com criança é o Sea World, uma espécie de aquário com show de golfinhos e da Shamu, a baleia orca. Nós não fomos porque já vimos muiiitos animais por aí e fora do zoológico, mas para quem não teve a mesma oportunidade, recomendamos.

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Blacks Beach, San Diego

Não sei como vou descrever San Diego para que vocês compreendam como eu entendi porque tantos brasileiros vem pra cá e ficam, se apaixonam. Como eles costumam falar aqui, “a region that’s almost too good to be true” ou seja, algo como “uma região tão boa que parece mentira”. E é vero. Sol brilhando, ares de cidade pequena, mas não é tão pequena assim; onde quer que você esteja a praia vai estar pertinho, clima relaxado, multi cultural, gente jovem e ativa. Praia, surf. Acho que praia já explica bastante. Quer mais? Tem mais: tudo que os americanos oferecem, muitas leis, regras e multas, mas bastante infraestrutura e segurança.

Num dos dias aqui resolvi experimentar o power yoga, que quando saí do Brasil ainda não tinha chegado, pelo menos em Curitiba e Porto Alegre. O power yoga é uma aula de Yoga numa sala pré aquecida estilo sauna. A intenção é aquecer o corpo e os músculos e ao trabalhá-los constantemente o calor ajuda a “soltar” o corpo e a trabalhar melhor a flexibilidade. Fui conferir numa aula para iniciantes do calor, numa sala quentinha, mas não derretendo e foi bem interessante, mas saí de lá querendo experimentar o calor forte!! Vamos ver se faço mais antes de voltar.

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Happy hour matando a saudade das amigas Ju, Nanda e Graça!

Como em Los Angeles, até mais, Se fala muito espanhol por aqui e se come muita comida mexicana sensacional. Não é pra menos, San Diego fica na fronteira com Tijuana, no México. Vale a pena circular experimentar as delícias mexicanas da cidade. Um outro lugar bacana que recomendo ir para dar uma equilibrada no excesso de “junk food” é o Souplantation, um buffet de salada gigante, sopas, algumas opções de massas e pães feitos na hora. Se paga barato e a bebida está incluída.

Encontros – Já devo ter comentado que os amigos que reencontramos durante a viagem são sempre um carinho no coração pra matar de certa forma a saudade que sentimos do nosso país, de todos os amigos. Lá em San Diego tive a grata oportunidade de matar um pouco mais a saudade reencontrando velhas amigas gaúchas. Ju e Nanda moram lá há anos e estavam recebendo a visita da mãe, tia Graça. Somos vizinhas em Gramado há anos e fazia pelo menos 12 anos que não as via. Passamos alguns dias de muito papo. Não tem nada melhor!

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O clima relaxado de San Diego é o que atrai milhões de brasileiros para a cidade

Curiosidade
Aqui na Califórnia o uso medicinal da maconha é permitido e se você não tem a carteirinha de usuário ou receita médica e for pego fumando a multa é de 180 dólares. Mas o pessoal é tranquilo em relação a isso. Nós não sabíamos que os Estados Unidos tem um “America’s annual pot Holiday”. Isso mesmo, eles têm um dia para celebrar a marijuana e é todo dia 20/4. O povo vai para as ruas festejar e fumar maconha. As “dispensaries” (locais autorizados a vender maconha legalmente para os “pacientes”) fazem promoções e eventos. Estava aqui pesquisando e tentando entender de onde vem isso e porque “420” (lê-se “four twenty”), mas achei algumas explicações como “420” é “o código penal para marijuana aqui na Califórnia”, “grupo de jovens que se encontravam para fumar no mesmo horário (420) todos os dias” etc., mas na real acho que ninguém sabe ao certo de onde surgiu isso. São só especulações. Numa rádio daqui, todos os dias às 4:20 eles tocam Bob Marley e chamam de “Mandatory Marley” uma “pausa para a causa”.

Felipe Perrone
O salto da vida!

A adrenalina da vida!
Depois de toda nossa trip até Seattle voltamos para San Diego para mais uns dias com o Felipe. Pegamos uns dias melhores de sol e pudemos curtir e gostar ainda mais da cidade. Um dos motivos da volta foi para o Seba saltar de paraquedas. Eu fiquei fora dessa! Meu voo de paragliding na Nova Zelândia ainda está valendo, foi sensacional e ainda não me deu o “click” do paraquedas. Estou bem com os pés no chão.

Porém, confesso que foi muito legal assistir tudo, o clima era tão bom e de confiança no pessoal que mais algumas horas ali poderia pensar no assunto. Tinham muitos brasileiros trabalhando ali e deu pra perceber que eles levam a sério. Os americanos são chatos com regras e normas.

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Felipe, Andrei e Seba a caminho do salto da vida!

O Seba chegou ao Skydive San Diego nervoso, tenso, a mão suava frio. Entre conversas e brincadeiras, aprendeu rapidamente como saltar do avião, descontraiu um pouco e foi! Eu acho que estava mais nervosa que ele ali em baixo vendo o avião decolar. Era dia das mães e muitos filhos tinham presenteado suas mães com saltos em família! Fiquei junto com outros pais ali olhando fixa para o avião que estava a 13 mil pés procurando os pontinhos no céu e pensando: “abre, abre, abre! Abriu! Ufa!”. Respirei de novo! Quando ele chegou dava para ver a adrenalina correndo solta. O sorriso era de orelha a orelha e permaneceu por horas no rosto. Lindo de ver!

Felipe Perrone
E o sorriso depois do salto ficou estampado no rosto por horas!
Felipe Perrone
Alívio na chegada!
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O cara sabe tudo de paraquedas! Preparando para o salto.
Felipe Perrone
Felipe Perrone
Estou aqui publicando e sentindo a emoção do salto!
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La Jolla, San Diego
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Pacific Beach no final da tarde
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Sunset Cliffs Blvd, San Diego
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Jantarzinho japonês especial com os amigos Ju e Felipe

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Nosso próximo destino: Las Vegas!

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Enviado por admin, 07/06/13 2:09:00 AM
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O que dizer de Los Angeles? Gostei. Ainda mais quando dou cara para aquelas coisas que fazem parte do imaginário, que crescem com a gente de alguma forma, mas que parecem distantes da realidade. Los Angeles, Hollywood, Beverly Hills, Santa Mônica… quem não cresceu vendo as placas em cima da montanha anunciando HOLLYWOOD e vendo suas bilionárias mega produções cinematográficas? Na minha infância e adolescência cresci apaixonada pelo Tom Cruise, vendo Turma da Pesada (desenho que passava na Xuxa e acontecia em Beverly Hills) e aquele seriado Beverly Hills 90210 que também se passava entre jovens dali. Atire a primeira pedra quem nunca teve ou tem um ídolo pop star de Hollywood e viu as fofocas hollywoodianas na Tv e nos jornais e melhor ainda… Oscar! É aqui que mora a cobiçada estatueta dourada! Faz parte da gente, não tem jeito e eu gostei sim de ter visto de perto, o cenário de toda minha imaginação.

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Carrão estacionado na Rodeo Drive chama atenção das pessoas. Vale milhões!

Na verdade a impressão que tive aqui foi de superficialidade. Todo luxo e glamour que gira em torno da fama, do cinema, da televisão têm por trás muito dinheiro, poder e drogas. E tudo isso é muito superficial, frágil. Los Angeles é tudo junto misturado. A gente já sabia, nada disso é novidade, mas estar é poder tirar a prova. Mesmo com tudo isso, ainda sim foi diferente. Gostei. Nada mais.
Não sei se consegui captar a essência do lugar, como temos feito com sucesso na maioria dos locais, no entanto desconfio que a essência seja essa mesma, tudo misturado, diversas Los Angeles numa só.

Nuestra Senhora La Reina de Los Angeles. Assim foi batizada por índios e padres espanhóis em 1781 a cidade conhecida como a capital americana do entretenimento. Tem de tudo, pra tudo e todos os gostos. É a cidade do exagero onde vivem 8,5 milhões de pessoas.

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Igreja no centro de Los Angeles

De cara pegamos um tour muito vendido no fervo de Hollywood para vermos a casa dos artistas em Beverly Hills, passar pela fora de moda, mas muito elegante Rodeo Drive, conhecer a nova Meca das compras das estrelas de Hollywood chamada Robertson Blvd e circular pelos locais mais “badalados e históricos”. Em Los Angeles, cada bar caído um dia abrigou alguma história de algum pop star. Cada esquina aqui tem muito pra contar! E foi isso que aconteceu nesse tour de duas horas de curiosidades e futilidades em volta do mundo de Hollywoodiano. Uma revista de fofocas americana ao vivo! Depois seguimos caminhando até o Chinese Theater, pela calçada da fama passando pelo Dolby Theater onde acontece o Oscar. Não sei, mas eu imaginava diferente. Na televisão a imaginação da gente voa. É legal ver de perto e desmistificar Hollywood. Não é tuuudo aquilo não. A própria calçada da fama é simples, uma rua normal movimentada e cheia de estrelas no chão.

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Como é bom voltar a ser criança! Universal Studios, LA

Reservamos um dia inteiro para voltar a ser criança na Univeral Studios. Uma das melhores coisas de Los Angeles. Eu já tinha ido na Flórida, há muitos anos e nem lembrava mais, era uma criança. O Seba nunca tinha ido e nos divertimos feito gente pequena!! Foi muito divertido e recomendo mesmo para quem não tem filhos. Outras opções para visitar estúdios de cinema é a Paramount ou a Warner Bros Studios

Para quem quer ir além, a Disneyland fica ali perto, em Anaheim. Gostaria de ter ido de novo (já fui duas vezes quando era criança), mas o Seba não se animou e pensei “ok, levo as crianças quando elas vierem!” (rs).

Tentei a todo custo assistir o American Idol ao vivo nos estúdios da CBS que estava acontecendo na época, me inscrevi no site para tentar entrar gratuitamente como tem que ser (um sorteio via web) e quase consegui. Quando recebi o e-mail que eu poderia ir até a TV o quanto antes, já era tarde. Estava lotado. Fiquei com vontade depois que descobri que uma das finalistas é amiga de uma amiga que mora em Boston, a Angie Mueller. Não deu certo, mas fiquei acompanhando até o final.

Arquivo pessoal
O churrasco brasileiro é sucesso nos EUA. O Pampas Grill está sempre cheio!

Para comer bem
Um lugar bacana de ir e passear é no tradicional Farmers Market fundado em 1934 na época em que os fazendeiros abriam os caminhões na rua para vender frutas frescas. O local fica ao lado do shopping The Grove e tem muitas opções de comidinhas além da churrascaria brasileira com uma carne espetacular chamada Pampas Grill. É sistema buffet com preço bom e carne de primeira. Matamos a saudade! Outra opção de restaurante brasileiro é o Samba, na Universal City. Lá é rodízio e me pareceu muito boa opção também.

Hotel e transporte
Chegamos sem muita noção de quantos dias precisaria, mas reservamos 6 noites e não precisa tanto. Ficamos num hostel espelunca dividindo quarto com mais duas pessoas na região de Central LA, bem localizado e com preço razoável já que tudo aqui é caro. Não alugamos carro nos primeiros dias e nos locomovemos de metrô e bus. O transporte público não é dos melhores e somando com o trânsito, não sobra muita coisa, mas dá pra se virar bem se reservar um bom tempo para a locomoção. Os estacionamentos são caríssimos. A dica é comprar um cartão que pode ser recarregado todo dia e que se paga 5 USD por dia com free pass. Compramos direto com o motorista do ônibus.

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Venice, praia hippie de Los Angeles

Venice Beach e Santa Mônica
Pegamos um bus para Santa Mônica. Demoramos horas pra chegar, mas vale a pena. Na verdade chegamos em Venice Beach , que fica ao lado e fomos caminhando pelo calçadão mais eclético e maluco dos últimos tempos.

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Venda receita médica pelos green doctors no calçadão de Venice Beach. A receita autoriza o uso medicinal da maconha

Venice é uma praia hippie, eclética, alternativa e lá encontramos com os, no mínimo hilários, “Green Doctors”, médicos que ficam em umas portinhas pintadas de verde perguntando se você sofre de dor de cabeça, insônia, ansiedade e depressão para consultar por 40 USD e receber uma receita que te autoriza comprar maconha e usar com fins “medicinais”! Juro!

Santa Mônica é um charme, principalmente pelo seu píer centenário onde fica o final da Route 66, com lojinhas, restaurantes e um parque de diversões. Aposto que você conhece o píer de ver nos filmes e não sabe. Vale caminhar pelo centro e fazer umas comprinhas na rua de pedestres, a 3th Street.

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Pier de Santa Mônica, Los Angeles

Para quem é sedento por compras (brasileiro é super consumista e ama os outlets americanos que são realmente sensacionais e não tem país que bata o preço daqui – tirando a China, mas a gente nunca sabe se o produto não é falsificado de tão barato) aqui vão dois outlets da região:Premium Outlets e Citadel Outlets

Ia esquecendo… Se seu inglês não é muito bom, não se preocupe. O espanhol é quase a primeira língua aqui. A quantidade de mexicanos e latinos é impressionante. O que chamou a atenção também foi a quantidade de mendigos nas ruas. Depois da crise, o número aumentou. Em uma rua perto do centro eles fizeram tipo um acampamento sem terra e os americanos não parecem estar muito preocupados com eles.

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Mendigos em Los Angeles
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Venice Beach, LA
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Hippies de Venice Beach
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Calçadão de Venice Beach em direção a Santa Mônica
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O clima de Venice Beach é assim
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Venice Beach, LA
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Walt Disney Concert, local de muitos espetáculos em Los Angeles
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Praia de Santa Mônica, LA
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Parque de diversões é atração no píer de Santa Mônica
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O final da route 66 termina no píer de Santa Mônica
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Calçada da fama, Hollywood
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Beverly Hills, LA
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Nosso tour por Beverly Hills passou pela suposta casa dos artistas. Essa é do Tom Cruise. Só dá para ver o portão, na maioria delas.
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Rodeo Drive, LA
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Universal Studios
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Eu ganhei um abraço gostoso e pensei que fosse o Seba… quando olhei pro lado…Universal Studios
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O teatro onde acontece o oscar fica no meio de um shopping
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Foto clássica!

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Nosso próximo destino: San Diego!

Venha com a gente nessa viagem: raphaeseba@gmail.com e acesse Facebook

Enviado por admin, 04/06/13 1:30:00 PM
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O Havaí é conhecido mundialmente pelas praias e ondas gigantes e nós conseguimos ver isso. Maiores ondas da temporada de inverno no North Shore

“Alohaaaaaa komo mai!” Assim com essa frase cantada que significa “Oi, bem vindos!” com sorriso estampado no rosto fomos muito bem recebidos pelo povo havaiano. Alohaaaa é sem dúvida a expressão mais ouvida aqui, a toda hora, em qualquer lugar. É uma palavra de cumprimento com dois sentidos, de “oi” e “tchau” e que demonstra carinho e afeição, uma atitude de bondade e hospitalidade. Assim é o espírito da ilha, o espírito “Aloha”!

Saímos da Nova Zelândia direto para O’ahu, a Ilha da fantasia, dos famosos colares de flores – os “Leis”, da simpatia, das ondas gigantes e da diversão. Saímos de Auckland no dia 2 de abril pela manhã e chegamos no dia 1º de abril à noite. Sim, não estou ficando louca. Ao pousar em Honolulu, a capital do estado, o piloto pediu que ajustássemos os relógios porque estávamos de volta ao dia 1º. Coisas de atravessar do oeste para o leste a linha imaginária internacional de mudança de data! Nada como poder voltar no tempo literalmente!

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Praia de Waikiki, Oahu

O Brasil visto de fora
Ainda no avião para os Estados Unidos eu estava assistindo na programação de voo um documentário sobre o Brasil (aproveitei pra matar a saudade). Mais uma vez pude ver como os “estrangeiros” enxergam o Brasil, o que dizem, a impressão que passamos, enfim, como nosso país está sendo visto aqui fora. Depois de percorrer o Brasil de norte a sul o apresentador encerrou a reportagem em Foz do Iguaçu: “as Cataratas representam o quanto o país tem de tudo. O Brasil é uma futura potência mundial e eles sabem disso. Estão orgulhosos. É um bom momento para ser brasileiro. Eles têm muitos problemas ainda, mas vivem em harmonia, são felizes”. Gostei de ouvir isso. Gostei do programa. Fiquei ainda mais orgulhosa do meu país.

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O Havaí é chamado como a terra do arco íris

Acredito que ainda não contei aqui, mas depois de um ano percorrendo o mundo e conversando com as pessoas, quando falo que sou brasileira a expressão de alegria no rosto das pessoas é unânime. A vontade de conhecer e morar no Brasil também. Antigamente também recebíamos um sorriso com malícia, era por causa da mulher brasileira, samba e futebol e hoje é diferente. Os estrangeiros estão vendo no Brasil a possibilidade de uma vida melhor. Não parece estranho? O Brasil? Tem certeza? Sim, o Brasil.

A ideia, ainda não sei se real, de que no Brasil existe trabalho encabeça a lista dos motivos, seguido da Copa do Mundo, é claro. O futebol aparece sempre. De qualquer forma, antes da viagem, fazia muitos anos que não saía do país (fora da América do Sul) e é claríssimo, escancarado, como a imagem do Brasil aqui fora mudou, muito, e pra muito melhor. No mesmo voo depois do documentário assisti emocionada o filme do Senna e ali, em muitos trechos das declarações da torcida, confirmei minha certeza: como nosso país mudou, cresceu, desenvolveu, melhorou. Em um momento do filme, quando o Senna morre o documentário mostra o povo chorando e dizendo: “O Brasil perdeu a única coisa que tinha de bom!” Era isso mesmo, lembro perfeitamente. Assim era a imagem dentro e fora do país.

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Ingresso de entrada do submarino em inglês e japonês. Um dos submarinos era reservado exclusivamente para japoneses.

Ilha japonesa nos Estados Unidos
Infelizmente nosso planejamento era de apenas uma semana no Havaí, mais precisamente em O’ahu, destino do nosso voo. O Havaí é caro! Uma semana é tempo suficiente para conhecer e aproveitar um pouco, mas não suficiente para conhecer as outras ilhas do arquipélago havaiano que dizem ser ainda mais bonitas, menos turísticas, como Maui, por exemplo. Como não dá para fazer tudo, aproveitamos ao máximo nossos dias ali mesmo.
Pensei que entrar nos Estados Unidos fosse ser meio chato, cheio de perguntas, mas foi bem tranquilo. Tirando a fila grande, entramos rapidinho. O Seba com seu passaporte austríaco não precisou de visto, mas ganhou apenas 3 meses de permanência e nós brasileiros com visto, seis!

Reservamos um hostel dos mais baratos em Waikiki, pertinho da praia, bem localizado, mas muito barulhento. Waikiki é a parte movimentada da ilha, grandes hotéis, lojas, shoppings, restaurantes, bares. O agito turístico fica ali e o Japão também. Ficamos assustados de ver a quantidade de japonês por metro quadrado. Tinha momentos que era possível imaginar estarmos no Japão e não na América. Além das placas e sinalizações em inglês a segunda língua é Japonês, se não é a primeira. É um exagero! O turismo está todo focado neles, com vendedores e guias turísticos que falam japonês; ônibus, revistas, mapas e guias exclusivos. O resto é o resto!

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Waikiki é tomado de grandes shoppings e galerias no estilo havaiano de ser: muito verde, muitas palmeiras e muito luxo.

Reservamos três dias para conhecer e bater perna por ali. Andamos pela praia e pelas principais ruas tomadas por shoppings centers e grandes lojas, tudo com muito luxo. Bem vindos à América! Consumo, consumo, consumo! Não se esqueça de passear pelo International Market, mas já entre de mãos pra cima, porque é um assalto! Dizem que tudo ali é três vezes mais caro que em outras partes da ilha.

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O submarino Atlantis funciona desde 1988 em Waikiki e ajudou a desenvolver a vida marinha daquela costa.

Atrações havaianas
O Seba foi mergulhar e eu fui conhecer o fundo do mar de dentro de um submarino! Uma experiência e tanto descer a 113 pés, sequinha, sem regulador, respirando também pela boca, e poder ver as maravilhas marinhas bem tranquila, de pertinho. Já ouvi gente dizendo que o passeio é mais para quem tem filhos e tal, mas eu particularmente adorei. Quando eu vou ter a oportunidade de novo de dar um passeio pelo fundo do mar de submarino? A hora é agora!

Outro programa turístico muito comum é participar do tradicional Luau havaiano, uma festa na praia com boa comida e danças típicas para nos apresentar um pouco da cultura polinésia. Escolhemos o Luau do Paradise Cove, que fica no oeste da ilha. A maioria das atrações oferece transporte gratuito. Confesso que esperávamos algo diferente. Na chegada não gostamos muito, parecia uma festa de criança, com tatuagens temporárias pra fazer, fotos com araras coloridas, workshop para aprender a fazer o Lei – o colar havaiano de flores etc. Ao cair da noite começaram as apresentações de dança e o jantar, o que salvou a noite.

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Show de dança havaiana no Luau do Paradise Cove

A comida estava fabulosa e as apresentações formidáveis. Valeu a pena, mas não foi barato. Existem diversas opções de Luais, mas todos parecem similares, como o Germain e o Polynesian Cultural Center.

Outra coisa que pode ser bacana (nós não fizemos por falta de tempo, nossa prioridade era a praia) é visitar o Pearl Harbor, a base militar que foi atacada pelos japoneses marcando a entrada dos EUA na II Guerra Mundial.

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Waikiki, Oahu, vista de cima do Diamond Head

As praias
Alugamos um carro, barato, 30 dólares a diária com seguro, e saímos para conhecer o leste e o norte de O’ahu, a famosa meca do surf, o north shore. A caminho da estrada para o leste, paramos para subir o Diamond Head, o vulcão extinto da ilha que faz parte dos cartões postais do Havaí, com merecimento. A subida, depois de tudo que já caminhamos por aí, é tranquila, cerca de 30 minutos. A vista da ilha é sensacional e explica porque o Havaí é o Havaí. Na descida, a primeira surpresa, baleias! Sim, dependendo da época do ano (inverno) é possível ver baleias de diversos pontos, inclusive dali e da estrada! Ahhh! O Havaí promete!! Ficamos mais de 40 minutos a procura dos jatos de água no horizonte. Baleias, baleias! Vimos algumas, bem de longe, mas eu sempre me imaginei em frente ao mar gritando: “uma baleia, uma baleia”! Fiz isso algumas vezes esse dia! Estava louca para fazer outro Whale Watch, mas acabei não indo em Waikiki porque antes de vê-las de cima do Diamond Head fomos avisados que a temporada para ver baleias estava acabando.

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Praia de Hanauma Bay, perfeita para fazer snorkel.

De lá partimos para o leste de O’ahu. Uma estrada sensacional com praias inacreditáveis de tão lindas. Não sei nem dizer que cor o mar tinha, mas era diferente de todas as cores que temos visto nessa viagem. Como uma ilha super turística, é possível fazer passeios de um dia para todos os cantos, mas eu aconselho a alugar um carro e ir curtindo e descendo em cada canto. Se tiver calor, vale escolher uma praia e passar o dia, ou a manhã. Começamos parando em Hanauma Bay, uma praia sensacional para snorkel. Mais um pouco pra frente paramos para fotografar a costa e….. mais baleias! Longe, mas vimos muitas! A paisagem é incrível e fomos parando a cada lookout para curtir a vista e tirar fotos. Paramos em Sandy Beach, o Seba deu um mergulho e seguimos por Makapu’u, Cockroach Bay, Waimanalo, Kailua e Lanikai. Cada praia dessas é diferente e vale muito a pena ir parando e se tiver tempo de pegar um solzinho então, melhor ainda! O único problema é que queríamos dormir uma noite na costa, em Kailua, e por incrível que pareça não existem hosteis ou mesmo hotéis, só Bed & Breakfast caros, mais de 100 dólares a diária. O que o pessoal recomenda é fazer o passeio pelo leste de carro e voltar para dormir em Waikiki.

Arquivo pessoal
A estrada pela costa leste é toda assim, vistas sensacionais e uma praia mais fantástica que a outra, além de baleias por todos os lados.

Nós acabamos seguindo direto para o north shore. Não tínhamos ideia da quantidade necessária de horas para fazer tudo, mas as distâncias não são grandes e a estrada é boa. Saímos do Diamond Head pelo meio dia, chegamos a Kailua para procurar onde ficar pelas cinco da tarde e levamos mais duas horas até o norte. A paisagem é tão hipnotizante que a viagem não fica cansativa, pelo contrário, é uma delícia e passa rápido. Se saírem mais cedo que nós, fica melhor ainda porque o bacana é chegar no norte ainda de dia para curtir o cenário. Se você não surfa, com certeza a costa leste é a mais bonita para aproveitar o sol e o mar.

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Ondas gigantes em Pipeline e apenas alguns corajosos arriscavam a pele. O tamanho delas era impressionante!

O sonho de todos os surfistas – North Shore
Reservamos os dias restantes em O’ahu para conhecer o North Shore. Paraíso dos surfistas, demos uma sorte danada de pegarmos o final de semana com as maiores ondas da temporada de inverno (a melhor época para grandes ondas). Depois de ver o mar nesse final de semana em Waimea, Pipeline, Sunsetbeach… meu conceito de onda mudou. Juro. Sério. Nunca vi nada igual nesses 33 anos de vida. As praias estavam isoladas, fechadas pra banho com fitas amarelas e sinais de perigo por todos os lados. Os turistas se aglomeravam atrás das faixas para tirar fotos das ondas gigantes que, segundo os surfistas me disseram, estavam de 10 a 12 pés, 8 metros de frente e 5 de costas. Dá pra imaginar? Em Pipeline a galera sentava na areia com suas máquinas e cangas e ali ficavam ao lado dos salva vidas vendo os corajosos no máximo 10 a 15 surfistas que arriscavam a pele nas ondas gigantes e despencavam delas volta e meia arrancando suspiro e aplauso dos expectadores. Um espetáculo de habilidade e muita coragem. Ao redor deles os jet skis trabalhavam para ajudá-los.

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Mar de Waimea, North Shore, com ondas de 10 a 12 pés.

Ficamos num hostel chamado Backpackers, bonzinho e com preço razoável também. Era perto de Waimea, íamos caminhando. Uma praia fica do lado da outra e não tem muito como saber qual é qual, é olhar no mapa e se informar, mas dá pra perceber logo de cara quando se pisa na areia de pipeline, por exemplo. As ondas são diferentes – isso que não entendo absolutamente nada de onda, além do ambiente, é mais movimentada, turistas, fotógrafos e tal. Pra se ter uma ideia do tamanho do mar nesse final de semana, os salva vidas estavam orientando e monitorando a distância que nós espectadores estávamos do mar e traçavam uma linha na areia que não podíamos passar. O mar podia chegar e fazer estrago. Surreal. Em Waimea já quando a praia estava aberta depois de dois dias gigantes, eles ficavam analisando as séries que estavam por chegar e avisavam as pessoas para sair do mar e cuidar das crianças.

Haleiwa é a cidade onde fica o centrinho comercial mais movimentado da região. Ali pegamos uma tarde e fomos, depois de um final de tarde vendo os surfistas em Waimea e as baleias saltando no horizonte atrás deles, fazer outro passeio para ver as baleias de perto. Não resisti, de longe já arrepiava ver a altura e a beleza delas saltando. Imagina de perto?

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Foi impossível conter as lágrimas ao ver as jubartes saltando bem na nossa frente. Uma beleza sem tamanho!

Pegamos o catamarã em Haleiwa e partimos contando com a sorte e a boa energia de cada um. Estava mais que ansiosa e o coração parecia que ia saltar pela boca na expectativa de realizar mais esse sonho que não era mais ver baleias, agora era ver baleias saltando! 10 minutos, 20 minutos e nada. E o medo de voltar frustrada? Nada! Deu certo! Depois que a primeira apareceu, veio uma na sequência da outra e às vezes mais de uma. Começaram a saltar despreocupadas, únicas, sublimes, indescritível. Não consegui controlar a emoção e chorei, de tão emocionante. A cada salto saía da boca das pessoas sons de surpresa, entusiasmo, emoção! Um dos maiores espetáculos da natureza que já vi, sem dúvida.

Depois das baleias, quem gosta de coisas mais perigosas pode aproveitar e mergulhar com os tubarões, dentro das gaiolas. Ia esquecendo, não deixe de experimentar o abacaxi havaiano super doce! Eles têm plantações e plantações que podem ser visitadas, não são baratos, mas deliciosos.

Deixo aqui uns links de algumas das milhões de coisas que tem pra fazer no north shore:

Sky Dive Hawaii

Dole Plantation

Bike rentals

Hawaii Shark Encounters

North Shore Surf Girls

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Baleias Jubarte dando show no North Shore
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As praia do North Shore estavam fechadas naquele final de semana devido ao tamanho e a força das ondas. Não era permitido nem se aproximar do mar.
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North Shore no final do inverno
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Plateia assiste sem acreditar na coragem dos surfistas e no tamanho das ondas
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Pipeline, North Shore
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Parecia cena de filme, galera tensa na areia vendo a coragem dos surfistas nas ondas de mais de 8 metros em Pipeline.
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North Shore, Havaí
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O Submarino Atlantis leva os passageiros para mais de 100 pés de profundidade
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Mergulhando de submarino
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Diamond Head, o vulcão extindo cartão postal de Oahu
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Pôr do Sol em Honolulu
Arquivo pessoal
Praia de Waimanalo, na costa leste
Arquivo pessoal
As praias da costa leste são perfeitas para banho

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Nosso próximo destino: Los Angeles!

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