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Polícia Federal
Grupo é suspeito de aliciamento pelo Hezbollah, grupo libanês apoiador do Hamas no conflito travado contra Israel.| Foto: PF

A Polícia Federal está investigando um grupo de brasileiros suspeitos de ligação com o grupo libanês Hezbollah, que apoia o Hamas no conflito travado contra Israel desde outubro do ano passado. Eles fazem parte de um inquérito desmembrado de investigações abertas no ano passado quando se descobriu que um brasileiro e um libanês foram recrutados pelo grupo para cometer atos terroristas contra a comunidade judaica no Brasil.

De acordo com uma apuração da TV Globo publicada neste domingo (4), o inquérito foi desmembrado após a descoberta de que mais brasileiros que foram procurados pelo Hezbollah.

Segundo a apuração, a investigação da PF resultou na prevenção de um atentado iminente em instalações ligadas a judeus no Distrito Federal. O alerta inicial veio dos Estados Unidos, e a ação das autoridades brasileiras evitou um potencial ataque.

Os detalhes do plano foram revelados em vídeos gravados por um suspeito em 2023 na região de Taguatinga, em Brasília. As imagens mostram um carro passando em frente a uma sinagoga, retornando ao local e partindo em seguida.

Em outro vídeo, um carro passa diante de outra sinagoga em Águas Claras, também no Distrito Federal. O último vídeo mostra um carro passando pelo cemitério israelita de Brasília.

Essas ações foram identificadas após a prisão de um dos envolvidos em atividades terroristas pela Polícia Federal no final de 2023. Durante as investigações, foi encontrada uma lista contendo oito locais importantes da comunidade judaica em Brasília e Goiás, além de informações sobre um rabino.

O acesso aos vídeos estava vinculado ao e-mail de Lucas Passos Lima, detido pela PF em novembro de 2023, após retornar de uma viagem ao Líbano. Lucas é um dos brasileiros recrutados pelo Hezbollah, segundo as investigações.

O grupo, apoiado pelo Irã, é classificado como terrorista por várias nações, incluindo Estados Unidos, França e Alemanha. O contato de Lucas é um sírio naturalizado brasileiro.

Além de Lucas, outro alvo das investigações é Mohamad Khir Abdulmajid, procurado pela Interpol por ser considerado o principal líder da operação de recrutamento de brasileiros pelo Hezbollah.

Ambos são réus por crimes de terrorismo e organização criminosa, mas a investigação continua em curso.

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