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“Carol” narra romance proibido com elegância

Força do filme de Todd Haynes indicado a cinco Globos de Ouro está na sutileza; obra trata de relacionamento entre duas mulheres nos anos 1950

Carol (Cate Blanchett) e Therese (Rooney Mara) vivem um casal improvável em filme de Todd Haynes. | Divulgação
Carol (Cate Blanchett) e Therese (Rooney Mara) vivem um casal improvável em filme de Todd Haynes. Divulgação
 
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Um primeiro olhar sobre “Carol”, filme do diretor americano Todd Haynes, pode entendê-lo como um dramalhão à moda antiga, daqueles em que um beijo não é apenas um beijo, é um acontecimento. De fato, há nele uma elegância pouco comum ao cinema atual, em que a narrativa se desenvolve sem atropelos, com diálogos bem cuidados e movimentos de câmera suaves. Mas há também uma sutileza que faz com que grande parte do seu encanto esteja nas entrelinhas.

“Carol” era uma das apostas para a disputa do Globo de Ouro do último domingo (10), mas acabou saindo da cerimônia sem nenhum prêmio. O filme (veja trailer abaixo) estreia em Curitiba nesta quinta (14), mas já pode ser conferido em sessões de pré-estreia. Baseado no livro “The Price of Salt”, escrito em 1952 por Patricia Highsmith, aborda um tema espinhoso à época: o romance entre duas mulheres.

Confira no Guia onde assistir ao filme

Carol (Cate Blanchett) é uma mulher de meia-idade, tem uma filha e tenta se separar do marido, que sabe dos seus casos com o sexo feminino no passado. Therese (Rooney Mara) é uma jovem vendedora, confusa com os próprios sentimentos, que acaba atraindo e sendo atraída por Carol. Após se conhecerem, as duas decidem partir em uma viagem pelos Estados Unidos, na qual intensificam o envolvimento.

Haynes incorpora ao filme o espírito vigilante da época aos homossexuais. Impedidas de se manifestar abertamente, as personagens se expressam com palavras comedidas, abusando dos olhares, gestos e silêncios. Cate Blanchett e Rooney Mara protagonizam uma espécie de embate silencioso, que à exceção de uma cena mais quente, se mantém até o final amparado na delicadeza.

Há uma boa história, duas ótimas atrizes, uma bela trilha sonora e uma fotografia que reforça a sobriedade de “Carol”. Mas parece faltar alguma coisa para torná-lo o grande filme que poderia ser. Todd Haynes, que fez um filme brilhante ao subverter o conceito de cinebiografia em “Não Estou Lá” (sobre Bob Dylan), parece ter pecado por ser demasiadamente sutil. “Carol” acaba sendo tão elegante que se apequena.

*

Veja o trailer:

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