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fim do mau cheiro?

FreeCô: startup fatura milhões com produto que combate mau cheiro do n.º 2

A ideia do bloqueador de odores sanitários FreeCô surgiu de uma brincadeira entre amigos e resultou na venda de um milhão de unidades em 2017

  • Carol Nery Especial para a Gazeta do Povo
A startup Freecô,  dos sócios Rafael Nasser e Renato Radomysler, faturou R$ 12 milhões  em 2017 com  produto que bloqueia  o mau cheiro do  “número  2”. |
A startup Freecô, dos sócios Rafael Nasser e Renato Radomysler, faturou R$ 12 milhões em 2017 com produto que bloqueia o mau cheiro do “número 2”.
 
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Dois jovens empresários de São Paulo estão faturando milhões com uma ideia que surgiu em meio a um papo informal entre amigos, fruto de um tema que, na maioria das vezes, não cheira muito bem nos ambientes compartilhados: as consequências de fazer cocô. Para acabar de vez com o tabu e até encorajar as pessoas a fazerem o afamado “número 2” fora de casa, sem medo do constrangimento que o rastro de seu cheiro possa deixar no ar, os sócios Rafael Nasser e Renato Radomysler, ambos de 27 anos, criaram o bloqueador de odores sanitários FreeCô, em julho de 2015.

VÍDEO: A youtuber JoutJout relata sua experiência com o FreeCô. Confira!

Funciona assim: cinco borrifadas do produto sobre a água do vaso, antes de usá-lo, formam uma película que bloqueia a saída do mau cheiro. A barreira evita que, ao entrar em contato com água, seu cheiro tome conta do banheiro e, eventualmente, se alastre por ambientes vizinhos. A fórmula do FreeCô, desenvolvida por perfumistas e consultores experientes em fragrâncias após ampla pesquisa e testes, é um composto de óleos essenciais, em versões bem mais agradáveis, com aromas de capim-limão, cravo e canela e tutti-frutti, este recém-lançado, com foco no público jovem.

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Dois anos antes, Nasser e Radomysler assumiram os negócios da Studio D’Essence, uma empresa focada em marketing olfativo. Com a experiência na criação de aromas exclusivos para várias marcas renomadas, eles sentiram a necessidade de ter um produto próprio, que pudesse resolver uma questão tão polêmica. “Tem desodorante para axilas, pés e até íntimos, enxaguante bucal, enfim, mas para o pior cheiro até então não havia uma solução. Por meio de pesquisas percebemos as dificuldades das pessoas em irem ao banheiro fora de casa e os graves problemas de saúde que isso acarreta”, comenta Nasser.

Dificuldade em fazer o “número 2” fora de casa é assunto sério

À primeira vista o assunto parece brincadeira e gera piadas criativas, mas um estudo pioneiro da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), realizado em 2014, mostra que 72% dos problemas intestinais, que ocasionam inchaço, sensação de peso, gases e prisão de ventre, costumam prevalecer, principalmente, por conta da dificuldade do uso do banheiro fora de casa. A incidência é quatro vezes maior em mulheres e somente em dias úteis. Entre os principais motivos apontados por especialistas está a questão cultural, pois, desde crianças as meninas são educadas a não expelirem gases e a evacuarem em locais com extrema privacidade.

Mas, voltando aos negócios, Nasser e Radomysler investiram R$ 3 milhões nos últimos três anos na marca FreeCô. Somente em 2017, um milhão de frascos foram comercializados, resultando em um faturamento de R$ 12 milhões. O volume é 150% maior que o registrado em 2016. Para 2018, a estimativa é de um crescimento de 50%, chegando aos R$ 18 milhões, com um volume de 1,5 milhão de produtos vendidos. O FreeCô pode ser encontrado em 12 mil pontos de vendas no país. Está presente em grandes redes de drogarias e supermercados, além de lojas de suprimento para escritório e objetos de utilidades para casa. Para o negócio alcançar novo patamar, os empresários almejam ainda entrar em perfumarias e lojas de conveniência.

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Fora do país, foi iniciada operação na Espanha, há um ano, para onde foi enviado um lote teste inicial de 10 mil unidades, para vendas online. “As pesquisas de aceitação apresentaram resultados surpreendentes por lá. Estamos negociando uma segunda exportação, com a intenção de colocar o produto em mais varejistas do país. A meta agora são 40 mil unidades”, diz. Há negociações também com a Inglaterra e os Emirados Árabes.

Mulheres são as principais compradoras do produto

O perfil do consumidor de FreeCô é bastante amplo. Segundo os sócios, é usado por homens e mulheres de todas as idades. Por uma questão de hábito, as mulheres de 20 a 40 anos são as principais compradoras, entre as pessoas físicas. “Grande parte é de recém-casadas.” Diversos escritórios compram o produto para uso nos banheiros, uma vez que ele realmente bloqueia o cheiro e é bastante econômico em relação a outros produtos, que apenas mascaram o mau cheiro depois que já infestou o ambiente.

E-commerce FreeCô tem versões pocket e combos para empresas

No e-commerce da marca, o frasco de 60 ml de FreeCô é vendido por R$ 21,90. A versão pocket, com 15 ml, custa R$ 9,90. Há ainda a opção de combos com 12 unidades (R$ 197,10), voltados para empresas, que podem adquirir planos de assinatura, para receber o produto com periodicidade de um mês. No próprio site, é possível calcular uma estimativa de quantidade, informando o número de colaboradores e vasos sanitários disponíveis no ambiente corporativo. Está previsto para breve o lançamento de uma máquina para banheiros com grande circulação de pessoas. “Desenvolvemos o equipamento, ainda em fase de testes, para empresas que procuram uma forma de deixar o produto fixo no toalete”, explica Radomysler.

E para quebrar de vez o gelo em relação ao número 2, a marca criou um mascote: uma sorridente almofada de cocô verde. Em um kit com mais dois frascos de 60 ml de FreeCô o emoji sai por R$ 64,90.

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