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Pablo Armero (7) puxa a dança do “Armeration” na comemoração do primeiro gol colombiano | Peter Powell/EFE
Pablo Armero (7) puxa a dança do “Armeration” na comemoração do primeiro gol colombiano| Foto: Peter Powell/EFE

O pior grupo

O triunfo na estreia contra a Grécia, com três gols de diferença, foi um passo importante para a Colômbia na luta pela classificação no que é considerado o grupo mais fraco do Mundial. Japão e Costa do Marfim, que se enfrentaram após o fechamento da edição, também estão na briga.

Os quatro times têm retrospectos modestos em Mundiais. Desde 1950, quando passou a vigorar oficialmente o formato de grupos, não eram reunidos em uma mesma chave equipes em que nenhum integrante passou das oitavas de final em edições anteriores. Foi o máximo que Colômbia, em 1990, e Japão, em 2002 e 2010, conseguiram.

Além disso, segundo o site especializado alemão Transfermarkt, o Grupo C é o que tem o menor valor de mercado da Copa. Somados, os elencos das quatro equipes valem 489,8 milhões de euros, cerca de R$ 1,5 bilhão, de acordo com o estudo.

Uma vitória tranquila por 3 a 0 marcou o início da campanha da Colômbia na Copa do Mundo. O triunfo incontestável diante da Grécia, ontem, na abertura do Grupo C, coroou a festa realizada pelos torcedores, que transformaram o Mineirão em um verdadeiro alçapão colombiano. Estima-se que cerca de 30 mil "hinchas" acompanharam a estreia. O público total, de 57.174, foi o segundo maior do estádio desde que foi reformado e entregue para o Mundial, no início de 2013.

A celebração sul-americana, no entanto, começou cedo em Belo Horizonte. Já por volta das 8 horas, os sons de buzinas e cornetas já eram ouvidos em diversas ruas. Próximo ao início da partida, nos arredores do Mineirão, as milhares de camisas amarelas poderiam fazer com que alguém desatento pensasse que era dia de jogo do Brasil.

Os torcedores colombianos fizeram a seleção se sentir em casa e, após o apito inicial, não ficaram decepcionados com o que viram. Logo aos cinco minutos, veio o primeiro grito de gol, graças a Pablo Armero. O lateral-esquerdo, ex-Palmeiras, aproveitou um cruzamento e, mesmo chutando com a "perna ruim", a direita, abriu o placar.

"Foi o gol mais importante da minha carreira. Nada se compara ao clima de um Mundial", celebrou o jogador. "Tivemos um apoio muito grande, fomos bem acolhidos e isso dá confiança para todos os atletas", completou.

Furar cedo a retranca grega aumentou mesmo a confiança de La Tricolor. Até em demasia. O time se acomodou e viu o adversário passar a dominar as principais ações. Na segunda etapa, porém, um gol de Gutiérrez, aos 13 minutos, praticamente selou a vitória.

Foi a senha para os colombianos iniciarem as olas e gritarem olé a cada toque de bola do "time da casa". Para coroar de vez o debute da Colômbia após 16 anos de ausência em Copas, James Rodríguez, o melhor em campo, marcou mais um nos acréscimos e decretou o placar de 3 a 0.

"A força no estádio é muito importante para nós. Foi emocionante e temos de levar para campo a mesma paixão e entrega que a torcida demonstra", destacou o volante Abel Aguilar.

O otimismo das arquibancadas, que já era grande antes do duelo, foi às alturas com o resultado positivo. "Fiquei muito contente porque deu para ver que vamos longe", disse o torcedor Ozorio Torres, que saiu de Nova Iorque para ver a partida. "Nossa seleção vai jogar ainda melhor. Podem esperar. Vamos chegar, no mínimo, na semifinal", reforçou Hernando Zuluarga, de 52 anos.

Os dois e outros milhares de colombianos vão continuar seguindo os passos da equipe. O próximo compromisso é na quinta-feira, às 13 h, em Brasília, contra a Costa do Marfim.

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