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A Polícia Militar (PM) do Distrito Federal e manifestantes entraram em confronto em frente ao Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha), onde acontece neste sábado (15) a abertura da Copa das Confederações. Nove menores e 15 adultos foram detidos pela polícia após o protesto.

Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os participantes do protesto contra a realização da competição no Brasil. O confronto deixou quatro policiais feridos a pedradas, segundo a PM, e mais de 20 manifestantes.

Três manifestantes feridos foram até a delegacia da Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. "Parecia uma armadilha montada", declarou Larissa Souza, estudante de 19 anos. Segundo ela, foi atingida por uma bala de borracha na perna. Uma menor chegou com bandagem na cabeça.

"Estão tentando enquadrá-los por desacato. Mas como é possível desacatar correndo?", questionou o advogado Gilson dos Santos, que defende o grupo. Outra possibilidade é o enquadramento dos manifestantes na Lei Geral da Copa, segundo policiais ouvidos pela reportagem.

Na delegacia, dois torcedores registraram ocorrência por ter ingressos furtados.

Confronto

O confronto ocorreu quando um outro grupo de pessoas tentou acessar o local onde estavam concentrados os manifestantes. Também havia torcedores nas proximidades. O sistema de som do estádio chegou a dar instruções para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo, já que boa parte do público que foi assistir ao jogo entre Brasil e Japão ainda estava fora do Mané Garrincha "As bombas de gás não causam mal à saúde. Procure não esfregar os olhos", foi anunciado.

Até então, o protesto deste sábado, contra a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, vinha ocorrendo de forma pacífica. Segundo dados preliminares, cerca de 700 pessoas estavam na manifestação do lado de fora do estádio, o que chegou a atrapalhar um pouco o acesso dos torcedores para acompanhar Brasil X Japão, jogo marcado para começar às 16 horas. A PM e o governo do Distrito Federal chegaram a dizer que a situação estava sob controle.

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