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Vias de Curitiba

Linha Verde em transformação

Obras de infraestrutura e verticalização imobiliária mudam o cenário da região que era cortada pela BR

  • Sharon Abdalla
Prédios residenciais começam a fazer parte da paisagem da nova Linha Verde. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Prédios residenciais começam a fazer parte da paisagem da nova Linha Verde. Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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Quem mora ou circula pela região da Linha Verde tem visto a via se transformar nos últimos anos. Antigo trecho rodoviário dentro de Curitiba, o endereço – inaugurado em 2008 – passa por um processo de urbanização que tem atraído investimentos imobiliários e modificado o cenário da região.

As obras de infraestrutura e a mudança do zoneamento da via, por meio da Operação Urbana Consorciada Linha Verde, visam potencializar o adensamento e a verticalização do endereço ao longo de seus 18 quilômetros, transformando-o em um novo eixo estrutural da cidade. “A retirada do tráfego pesado de caminhões da antiga BR abriu espaço para a revitalização desta região que, até então, permanecia como uma cicatriz, dividindo a cidade ao meio”, diz Fábio Dória Scatolin, secretário de planejamento de Curitiba.

Com boa parte das obras já realizadas, o trecho sul da Linha Verde é onde mais se pode perceber os traços que deverão caracterizar o futuro da via. Ali, já estão em funcionamento as estações e faixas exclusivas para ônibus e as vias locais, que dão acesso aos primeiros empreendimentos imobiliários, prontos ou em construção, oriundos desta nova fase.

A Hafil Inc. foi uma das primeiras empresas a investir na Linha Verde e tem dois projetos na região, um comercial e outro residencial. Rubens Bocuti Junior, gestor comercial da incorporadora, afirma que a empresa acredita no potencial da via como novo eixo de desenvolvimento de Curitiba e na valorização que ela deve gerar quando os vazios urbanos forem ocupados e novos empreendimentos lançados.

Quem se desloca pela Linha Verde vê com bons olhos as mudanças estruturais do endereço, mas considera o trânsito intenso e os congestionamentos os principais problemas da via. “Melhorou bastante, mas ainda faltam trincheiras e viadutos”, avalia Laerson Gonçalves, autônomo e morador da região. Segundo o secretário, há projetos voltados à construção de trincheiras na extensão da via.

Desafio

Potencializar a venda dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) é um dos principais desafios que se colocam para a consolidação da Linha Verde. Isso porque os recursos arrecadados com a comercialização dos títulos (que permitem às construtoras verticalizarem suas obras) ajudam a custear as obras de infraestrutura, retroalimentando a atratividade da via para o mercado imobiliário.

“Hoje, a própria lei do Cepac é uma barreira física para a cidade. Ela cria um metro quadrado caro devido à quantidade de títulos que as empresas precisam comprar para obter os benefícios, fazendo com que a conta [da incorporação] não feche. Faltou um aprofundamento e alinhamento entre as expectativas pública e privada”, avalia o arquiteto Gustavo Pinto, ex-membro do Conselho de Urbanismo da prefeitura.

Dentro desta linha, Scatolin conta que a prefeitura pretende antecipar investimentos do setor público para terminar a estrutura viária do Atuba até o Contorno Sul, acelerando o processo de valorização do “papel” e o interesse dos investidores para a região.

Confira as imagens da Linha Verde.

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/10/02/Imoveis/Graficos/Vivo/linha verde.pdf

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