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Colegas se abraçam  após massacre que matou dez pessoas em universidade do Oregon | STEVE DIPAOLA/REUTERS
Colegas se abraçam após massacre que matou dez pessoas em universidade do Oregon| Foto: STEVE DIPAOLA/REUTERS

A polícia do Oregon investiga se o atirador que matou dez pessoas em uma universidade do estado seria simpatizante do Exército Republicano Irlandês, o IRA. Segundo informações da rede “NBC”, Christopher Harper Mercer, 26, que foi morto pelos agentes ainda no local do crime, teria postagens em sua rede social que fariam referência ao grupo paramilitar católico.

Foto do MySpace mostra Mercer segurando uma arma MySpace

Durante anos, o IRA lutou pela separação da Irlanda do Norte do Reino Unido e recorreu a métodos terroristas. Os membros do grupo eram católicos, em um país onde a maioria é protestante.

Apesar das postagens, a “NBC” comenta que Mercer chegou a escrever que “não era religioso”, o que tem confundido os investigadores, já que testemunhas dizem que a religião foi um fator decisivo em seu modus operandi. Também se estranha o fato de pessoas terem relatado que as vítimas eram cristãs (algo que parece contraditório com a postura pró-IRa investigada).

Uma estudante da universidade, Kortney Moore, afirmou que o atirador matou sua professora e perguntou para cada uma das pessoas na sala de aula qual eram suas religiões antes de recomeçar a atirar.

Outra estudante, Janet Willis, disse que se a vítima se dissesse cristã, era baleada na cabeça; caso não fosse cristã ou não respondesse, era baleada nas pernas.

Antes de ser submetida a uma cirurgia de coluna, Anastasia Boylan fez relato semelhante. Ela teria dito aos pais que Mercer entrou na sala de aula já atirando. Os estudantes então se jogaram no chão.

Perfil do atirador

Chris Harper Mercer, 26, identificado por fontes policiais como o autor do ataque em que nove pessoas morreram, era uma pessoa reclusa e muito ligado à mãe, segundo o “The New York Times”.

De acordo com vizinhos ouvidos pelo jornal, Mercer vestia a mesma roupa todos os dias: botas, calças camufladas (de estilo militar) e uma camiseta branca.

Há menos de um ano, segundo o “Times”, ele vivia com a mãe em um pequeno apartamento na cidade de Torrence. Os seus pais teriam se divorciado em 2006, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”.

Enquanto recarregava a arma, o atirador ordenou que os alunos se levantassem e perguntou se eles eram cristãos. Segundo Anastasia, ao responderem que sim, ele dizia: “Bom, como você é cristão, verá Deus em um segundo”, e os matava.

Anastasia, 18, que foi atingida por um tiro na coluna, fingiu-se de morta e sobreviveu.

Mercer não era estudante da universidade e sua ligação com a instituição não está clara. Quatro armas foram encontradas no local, três pequenas e uma longa, provavelmente um rifle.

Em entrevista à “NBC”, o pai do atirador se disse “obviamente devastado”. “É um dia trágico para mim e toda minha família. Estou chocado, é tudo que posso dizer”, afirmou Ian Mercer.

Relembre outros casos de atiradores em escolas norte-americanas

Crimes em escolas e instituições de ensino são uma triste realidade na história recente dos Estados Unidos.

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Desespero

A chacina aconteceu na tarde desta quinta-feira (1º), na instituição Umpqua, localizada numa região rural a três horas da cidade de Portland, a maior do Estado.

Segundo informações da polícia, dez pessoas morreram e outras 20 se feriram -- autoridades chegaram a divulgar o número de 13 mortos, mas voltaram atrás na contagem.

Um bombeiro afirmou à rede de TV CNN que, ao chegar à instituição, deparou-se com “muitas vítimas em muitas salas de aula”. A polícia estava no local e o atirador foi neutralizado”. Ele disse que dois pacientes morreram a caminho do hospital.

John Hanlin, xerife do Condado de Douglas, afirmou que três pessoas que estavam em condições críticas foram transferidas para hospitais na região.

Os hospitais de Rosenburg divulgaram que receberam ao menos 13 vítimas do tiroteio.

Monique Danziger, porta-voz do Centro Médico do Coração Sagrado, em Springfield, afirmou que três mulheres, entre 18 e 34 anos, foram levadas de Rosenburg para o hospital.

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