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Refugiado na embaixada do Equador, Assange ainda pode ser preso

 
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O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, corre o risco de ser preso assim que deixar a embaixada do Equador em Londres por ter violado os termos da sua liberdade condicional na tentativa de evitar a extradição para a Suécia. As convenções diplomáticas proíbem a polícia britânica de entrar na embaixada sem autorização do governo equatoriano. Mas, mesmo que Quito conceda asilo, ele não teria como viajar ao Equador sem passar por Londres e se expor à detenção. "Ele violou uma das condições da liberdade condicional, que era estar no seu endereço de prisão domiciliar entre 22h e 8h todos os dias", disse um porta-voz da polícia londrina. O hacker australiano, que enfureceu os Estados Unidos em 2010 com a publicação de documentos diplomáticos norte-americanos secretos, pode ser extraditado para a Suécia para responder por acusações de crimes sexuais. Mas ele afirma que corre o risco de acabar sendo enviado da Suécia para os Estados Unidos, e que lá sua vida correria risco. Jornalistas e cerca de uma dúzia de simpatizantes se posicionaram diante da embaixada do Equador, no elegante bairro londrino de Knightsbridge, mas Assange não foi visto. Ele chegou ao local na terça-feira.

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