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Sem televisão, o MMA acaba

 
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“Senhoras e senhores espectadores e admiradores do MMA.” Quando usamos essa frase, estamos nos referindo a crianças, jovens e adultos de várias idades e de ambos os sexos. Hoje, o MMA é um dos esportes mais assistidos e acompanhados no mundo todo. Estamos no país que será sede dos dois maiores eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos; mesmo assim, ainda temos políticos com uma opinião retrógrada como o deputado José Mentor, que, em vez de estar preocupado com a evolução e estruturação do nosso país, está preocupado em prejudicar o mais novo esporte criado e difundido por nós mesmos, brasileiros.

Para transformar o MMA em esporte e fazer com que ele tivesse a aceitação em um dos maiores canais televisivos do mundo, saiba o leitor que foram 20 anos de trabalho, com implantação de regras, comissões atléticas e de arbitragem; academias e profissionais se especializaram no mundo todo; são atletas que, além de treinar, dão aulas de artes marciais ou trabalham em outra profissão para poder viver seu sonho. O ponto aonde quero chegar é que, além de transformar o MMA em esporte, teremos de transformá-lo em uma profissão regulamentada, porque indiretamente, para muitos atletas e professores, esse esporte já é uma profissão e um meio de vida.

A televisão é simplesmente a maneira como as grandes marcas que apoiam o esporte aparecem, investindo seu nome em atletas que estão difundindo sua marca para o mundo. Sem televisão, acaba o investimento e, indiretamente, tenta-se acabar com o esporte.

O deputado Mentor, ao comentar a lesão de Anderson Silva, disse que acha a imagem forte demais. Mas quantos jogadores de futebol já tiveram morte súbita ao vivo? E quantos pilotos se acidentaram com seus carros e vieram a óbito, ao vivo, no mesmo canal de televisão que transmite o MMA? Logicamente são imagens fortes e chocantes, mas para quem vive e vivencia este esporte no dia a dia não passa de um acidente de trabalho.

Não podemos fazer outra coisa a não ser protestar contra esse projeto de lei. Espero que este deputado que está preocupado em acabar com a transmissão do nosso esporte saiba que milhões de bocas estão sendo alimentadas por meio do MMA; milhões de jovens deixam as ruas para praticar esse esporte maravilhoso que cresce dia a dia. Se ele não acha atrativo assistir aos eventos que trazem as maiores audiências do mundo, que simplesmente troque de canal e deixe-nos trabalhar.

Felipe Combate é professor e coordenador de Arbitragem da Federação Paranaense de Boxe Tailandês e MMA.

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