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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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JBS é caso de polícia!

Que a JBS Friboi é uma “empresa” muito suspeita, não resta dúvidas. Há anos! Os boatos de que Lulinha, filho do ex-presidente Lula, seria um sócio oculto circulam faz tempo, mas nem é preciso acreditar neles para colocar o grupo na lista dos assuntos policiais, não econômicos.

Mais de dez bilhões de reais foram destinados aos irmãos Joesley e Wesley Batista por meio do BNDES, com taxas altamente subsidiadas que todos adorariam ter acesso. As perdas diretas do banco estatal chegam a quase um bilhão de reais, fora o passivo a descoberto, o que ainda vem por aí.

Na era lulopetista, um grupo relativamente pequeno se transformou num gigante, com expansão inclusive internacional, tudo bancado com nossos impostos. Vários políticos foram sendo comprados no processo, como hoje se vê.

Mas há um claro viés nos alvos revelados, inclusive com o uso de métodos inovadores – e ilegais, alguns alegam – como escuta clandestina, mala com chip e notas de dinheiro marcadas. Joesley entregou as cabeças de Temer e Aécio Neves numa bandeja, mas nada dos petistas graúdos?

Pior: ciente da impunidade dos “amigos do rei”, a JBS, que lançou o Brasil no abismo da incerteza, comprou muita quantidade de dólar ontem, quando só ela já sabia o que estava prestes a acontecer:

O mercado financeiro estava morno ontem, com avaliações positivas sobre a aprovação das reformas. Mas, no fechamento, viu-se que a JBS comprou dólares em grandes quantidades. Agora sabe-se a razão.

A informação foi confirmada por minhas fontes no mercado financeiro. Trata-se de um novo crime, de “insider information”, no momento mesmo em que crimes estão sendo revelados para a delação premiada do controlador da “empresa”. Um escárnio total!

Se o Brasil quiser ter alguma chance de dar certo, uma figura como Joesley Batista tem que passar o resto da vida atrás das grades. JBS poderia muito bem significar Joguei Brasil na Sarjeta. Mas, ao que tudo indica, o sujeito pode sair dessa bilionário, graças aos nossos recursos, livre, usando apenas uma tornozeleira eletrônica e nada mais.

Se isso acontecer, não há motivo para manter qualquer esperança de um futuro melhor. Madoff está preso até hoje nos Estados Unidos, por muito menos. Joesley e Wesley Batista, essa dupla que mais parece de cantores sertanejos, desgraçaram a nação e acumularam bilhões à custa do povo trabalhador. Marcelo Odebrecht está preso até hoje. Por que esses irmãos ainda continuam livres?

Cada centavo recebido de forma mais que suspeita deveria ser devolvido aos cofres públicos, e os acionistas controladores dessa “empresa” deveriam mofar na cadeia. Ou isso, ou vamos logo assumir que o Brasil não tem vocação para a seriedade das leis…

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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