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Rodrigo Constantino
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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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O Brasil tem novo presidente, e Temer sobe o tom contra golpistas

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Acabou. O impeachment foi aprovado por 61 senadores e está sacramentado. Seria um dia de festa para o povo brasileiro, não fosse a malandragem coordenada por Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski que alterou a Constituição com 1/3 do Senado, enquanto o certo seria 2/3.

Falo, claro, da separação da votação, que permitiu a Dilma manter seus direitos políticos, algo simplesmente absurdo, que apenas reforça a narrativa de golpe dos petistas e, no fundo, serve para a própria classe política de olho em seus privilégios. Essa gambiarra deixou um gosto amargo na boca dos brasileiros.

Ainda assim, apesar disso, foi um dia importante para a democracia brasileira. O PT está fora do poder oficialmente, assim como Dilma. E assume Michel Temer, com uma postura bem diferente, com um discurso bem diferente, com uma agenda um tanto diferente, reformista.

Não é o suficiente para colocar o Brasil na rota do progresso, mas talvez seja o possível para evitar uma catástrofe maior. Afinal, o dado do PIB divulgado hoje mostra uma depressão de quase 5% nos últimos 12 meses. Sem as reformas, o Brasil vai afundar. Temer sabe disso. E demonstra foco em união em prol de resultados, o que precisamos nesse momento.

Mas sem se acovardar. A firmeza de seu discurso mostra que a brincadeira acabou. Temer não vai aceitar calado as acusações de golpista dos verdadeiros golpistas:

— (Queria) também contestar, a partir de agora, essa coisa de golpista. Golpista é você, que está contra a Constituição. Golpe é qualquer um que proponha ruptura constitucional. Não estamos propondo ruptura constitucional. Agora, nós não vamos levar ofensa para casa. Agora, as coisas se definiram. Golpista é quem derruba a Constituição — afirmou, argumentando que o processo de impeachment durou 108 dias e 40 testemunhas de cada lado foram ouvidas.

— Tentaram muito e conseguiram, até com algum sucesso, dizer que aqui no Brasil houve golpe. Um golpe que durou 108 dias, com processo de impedimento com defesa, 40 testemunha de um lado, 40 testemunhas de outro lado, o Judiciário presidindo, o STF presente. Nós precisamos responder —completou.

Ele está certo. Não pode fazer o jogo do PT, ficar calado enquanto os golpistas tecem a narrativa falsa de que sofreram um golpe. 363 deputados votaram pela admissibilidade do processo de impeachment. 61 senadores votaram “sim” pelo impeachment. Mais de 60% da população, segundo pesquisas, aprovam o impeachment. Milhões de brasileiros foram às ruas defender o impeachment. O processo todo foi acompanhado pelo STF, com maioria de ministros indicada pelo próprio PT. O direito de defesa foi amplo, até demais, eu diria. A imprensa deu enorme destaque aos “advogados de defesa” da presidente.

Quem fala em golpe está com intenções perversas. O verdadeiro golpe fracassou. Era o do PT. O Brasil respira aliviado, apesar de ser apenas o começo. Temos um novo presidente. Ou “presidento”, se preferirem. Que, com sua elegância e formalismo, já representa um grande upgrade frente ao estilo petista.

E que, não obstante, não parece mais disposto a engolir tantos sapos. É bom subir o tom mesmo contra esses golpistas, e buscar uma ampla união com o restante do país, que está interessado em reconstruir a nação dilacerada por esses socialistas, que já voltaram ao seu papel de sempre: bancar as vítimas, vestir roupas vermelhas e atacar o “sistema”.

O PT nunca soube fazer outra coisa além de esbravejar ameaças e fazer oposição destrutiva. Está de volta ao seu habitat natural, essa praga! Enquanto os cães ladram, a caravana passa. Dilma e o PT estão fora do poder, e o Brasil tem pressa, pois há muito trabalho pela frente para limpar as cagadas deixadas pela quadrilha bolivariana.

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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