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Rodrigo Constantino

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Por que eles nos chamam de golpistas

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Por João Cesar de Melo, publicado pelo Instituto Liberal

Os petistas insistem em nos chamar de golpistas para tirar de nós o uso da palavra que identifica o que eles próprios estão fazendo.

Todos os que dizem que o processo de impeachment remete ao golpe de 1964 apoiam partidos que apoiam ditaduras que ocorrem hoje, agora. A Deputada Federal Jandira Feghali, que lidera o coro que nos acusa de ser antidemocráticos, é filiada ao PCdoB, partido que apoia publicamente a ditadura mais assassina do nosso tempo, a da Coréia do Norte. Todos os artistas e intelectuais que estão em campanha a favor de Dilma enxergam grande beleza na ditadura cubana. São essas pessoas que ousam nos acusam de ser golpistas.

O único golpe que está em curso no Brasil é o da extrema-esquerda contra a sociedade brasileira. Um golpe que começou a ser desenhado em 1922, ano de fundação do PCB, que passou por diversas reformulações até sua subdivisão logo após o regime militar; e esse golpe baseia-se na infiltração das ideias comunistas na educação, na cultura, na imprensa e na política sem que a sociedade perceba.

Quem apoia movimentos nazistas é… NAZISTA.

Quem apoia movimentos racistas é… RACISTA.

Quem apoia movimentos homofóbicos é… HOMOFÓBICO.

Quem apoia movimentos comunistas é… COMUNISTA! A sociedade precisa aprender a dar nomes as coisas, ter coragem de chamar as pessoas pelo que elas são.

Todos os partidos e movimentos que ostentam bandeiras vermelhas são partidos comunistas. Todos eles apoiam regimes que desrespeitam a propriedade privada e a liberdade individual. Todos eles pregam o controle do mercado. Todos eles têm como referência os autores e líderes que moldaram todas as ditaduras comunistas.

A partir do que deveríamos crer que partidos como PT, PSOL, PSTU, PCdoB, PCB, PCO não fariam aqui, caso tivessem poder para tanto, o que os Castros fazem em Cuba? A partir do que eles falam na televisão? Não é o momento da sociedade enxergar os procedimentos que esses partidos apoiam noutros países?

Os treze golpes que estão sendo dados por aqueles que nos chamam de golpistas:

1 – Aparelhamento do estado brasileiro. Dezenas de milhares de militantes ocupando todas as áreas da administração pública, transformando órgãos e instituições do governo em células do PT.

2 – Aparelhamento das empresas controladas direta ou indiretamente pelo estado, para delas se retirar os recursos necessários para comprar apoio político e para financiar a militância nos meios estudantis, culturais, sociais e de imprensa.

3 – Conivência com a corrupção do PSDB para mantê-lo sempre em suspeição, tornando boatos e indícios mais úteis do que investigações e condenações; o PSDB sendo visto como o partido protegido e o PT como o partido perseguido pelas elites. O acordo: Tucanos não reagem as acusações diante da imprensa em troca do PT não lhes perseguir nos tribunais. Por qual razão o PT, em seus 13 anos de governo, nunca quis investigar o governo que eles tanto acusam de ter sido corrupto?

4 – Aumento irresponsável dos gastos do governo e maquiagem fiscal para manipular a opinião pública visando a reeleição de Dilma.

5 – A insistência nas mais diversas e cretinas retóricas para obrigar a oposição a gastar o tempo de mídia tentando desfazer cada uma delas.

6 – Nos bastidores, instruir a militância à provocação e ao confronto; diante da imprensa, se dizer vítima de intolerância política.

7 – A manutenção de Eduardo Cunha na Presidência da Câmara. Sim, quem mais lucra com ele no cargo é o PT. Com ele, Dilma é apresentada como vítima de um chantagista corrupto. Sem ele, Dilma seria vítima de seus próprios crimes. O PT administra a permanência de Cunha, apostando que conseguirá comprar os demais parlamentares na votação final do processo de impeachment.

8 – A sistemática tentativa de desqualificar as manifestações contra o governo, taxando-as de elitistas, lançando sobre os mais pobres a versão de que o movimento pelo impeachment quer, na verdade, acabar com os programas sociais.

9 – A nomeação de Lula como ministro da Casa Civil, a mais imoral tentativa de livrá-lo da cadeia, contando com a conivência do STF.

10 – Sistemática e massiva campanha de desqualificação da Operação Lava Jato e de todas as ações da justiça que investigam os líderes do PT.

11 – A depravada compra de apoio parlamentar que está acontecendo agora, nesse exato momento. Ministérios e centenas de cargos no 2° e 3° escalões sendo negociados em troca de apoio no processo de impeachment.

12 – A pseudoneutralidade da REDE para absorver petistas desiludidos. Marina Silva fará o que Lula fez um dia: Construirá um partido de extrema-esquerda sem que a sociedade o perceba como tal. Conquistará o coração dos artistas, dos intelectuais, da imprensa, de parte da classe média e até das igrejas católica e evangélicas a partir de um discurso moderado, de “bem-estar social’ tolerante ao mercado.

13 – PSDB, PSOL, PSTU, PCdoB, PCB e PCO encenando o ambiente de multipartidarismo, fazendo a maior parte da sociedade crer que tem opções.

O Brasil está a poucas semanas de se abrir para a possibilidade de um futuro diferente ou de ser alvejado pelo mais humilhante dos golpes. Um ano atrás, escrevi que o processo de impeachment estava sendo administrado para que Dilma fosse absolvida, o que desmoralizaria a oposição e daria a Lula todas as condições de reconstruir alianças, a imagem do PT e de pavimentar seu caminho de volta a presidência. Ainda creio que isso seja possível. Também já escrevi que é muito difícil prever os passos dos canalhas quando não somos um deles. A verdade é que não sabemos o que acontecerá. Infelizmente, o Brasil ainda é o país onde tudo pode acontecer. Dilma também pode jogar fora seu discurso de durona e renunciar, livrando-se, assim, da humilhação de um impeachment e transformando o PT e a si mesma em vítimas das elites. Caberá a Lula escolher com qual golpe tentará se manter no poder.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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