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Rodrigo Constantino

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Primeiro obstáculo a Dória candidato vem do próprio PSDB: melhor papagaio do que tucano

Muitos acusam João Dória de ser um “cavalo de Troia” plantado pelos “globalistas” para enfraquecer a direita. Dória seria um “socialista Fabiano” numa maquiavélica “estratégia das tesouras” para manter o poder com a esquerda. A tese é absurda, claro, mas com uma grande mentira usando uma meia-verdade, qual seja, a de que o PSDB é mesmo um partido de esquerda.

Mas é um partido de esquerda dividido, entre uma ala velha, dos caciques, que admira Lula no fundo, que age como “mulher de malandro” do PT, que enaltece sua “trajetória” e que parece falar mais fino com os petistas quanto mais apanha deles, e uma ala nova, de gente com viés até liberal, lutando para modernizar a sigla e abraçar, no mínimo, uma socialdemocracia mais antenada com o mundo do século XXI.

Dória representa claramente esse novo dentro do PSDB, e por isso mesmo é alvo constante do ataque dos velhos caciques tucanos. Não é de hoje que FHC espeta o prefeito de São Paulo publicamente, ou que Alberto Goldman solta os cachorros em cima dele. E vimos isso uma vez mais agora com a notícia feliz da condenação de Lula. Dória gravou uma mensagem curta e objetiva festejando o acontecimento, afirmando que a Justiça foi feita e que o maior cara de pau do Brasil foi condenado:

Diante da reação dos petistas, Dória voltou à tona com novo vídeo, destacando a frieza de Lula, a frieza dos bandidos:

Enquanto isso, eis o que declarou Goldman:

“A condenação (do Lula) nos parece correta, mas nenhum dirigente partidário se regozijou com isso. Há respeito pela história dele. Isso nos entristece. Só o João Doria se regozijou. Esse é um papel de alguém que precisa de forma obsessiva estar nas machetes. Parece um papagaio falando.”

O ex-governador também disse que Doria fala em nome do partido sem estar credenciado para isso. “Ele fala em nome da Executiva, do presidente, do FHC, do Geraldo (Alckmin). Fala em nome de meio mundo. Falou de uma convenção em agosto que não está marcada. Fala como se fosse porta voz de todos, mas não é”.

O povo está bem mais em sintonia com o “papagaio” do que com ex-comunistas defensores de Lula. Em resposta a Goldman, o prefeito de São Paulo afirmou: “Falo pelos que, como eu, querem que a justiça seja feita e os que roubaram e corromperam sejam punidos. Se Goldman quer algo diferente disto, lamento”. E é lamentável mesmo.

Fica cada vez mais evidente que Dória está no partido errado, ou que ainda há uma ala de velhos caciques tentando impedir a modernização do PSDB. Mas a única coisa que não se pode dizer é que tudo não passa de um jogo de cena coordenado por George Soros para enganar os trouxas e impedir a vitória da “verdadeira direita”.

Dória não é um direitista. É um empresário bem-sucedido com bom senso e pragmático, que vem fazendo uma gestão eficiente, trabalhando duro para melhorar sua cidade, e que não cedeu ao politicamente correto ou à patrulha da imprensa (ou dos caciques do seu próprio partido). Que continua assim, atacando o PT e Lula feito um “papagaio”, pois triste mesmo é tucano que defende a trajetória de Lula. Ou seja, melhor ser papagaio do que um típico tucano!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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