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Rodrigo Constantino

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Recordar é viver: o herói da “democrata” Dilma era um ditador frio e cruel

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Em seu discurso de vitimização no Senado, no qual diz sofrer um golpe caso o julgamento, que ela “respeita”, terminar com sua condenação ao impeachment pelas “pedaladas fiscais”, Dilma se comparou a Getúlio Vargas, e aproveitou para enaltecer o “grande estadista” responsável pela CLT (motivo suficiente para ser execrado por qualquer pessoa razoável). Por que a esquerda gosta tanto do ditador com inclinações fascistas?

Basta responder essa simples pergunta para colocar abaixo todo o discurso hipócrita desses verdadeiros golpistas. A mesma pessoa que se diz defensora da democracia elogia na mesma frase um ditador frio e cruel que nosso país teve, e que nos enche de vergonha até hoje (ou deveria). Como recordar é viver, eis aí o herói da “democrata” Dilma, que deveria ao menos se solidarizar com a comunista destroçada pelo tirano:

No dia 23 de setembro de 1936, a judia alemã Olga Benário deu adeus ao Brasil. Presa com o marido Luiz Carlos Prestes em 5 de março do mesmo ano, ela foi deportada, embarcou no navio La Coruña rumo à cidade de Hamburgo. Nem o fato de estar grávida impedira o presidente Getúlio Vargas, que assinara decreto de expulsão no dia 28 de agosto, de entregá-la à Alemanha Nazista de Adolf Hitler. Olga ainda apelou para ter a filha no Brasil. Sem sucesso. Acabou morrendo num campo de concentração, aos 34 anos, em abril de 1942.

É esse tipo de “herói democrata” que Dilma aplaude. Já mostrei aqui como essa narrativa de que Dilma lutava pela democracia no passado é completamente furada, uma invencionice sem tamanho. Dilma afaga até hoje o tirano Fidel Castro, apoiou o governo Maduro na Venezuela, que já adota até campos de concentração e trabalho forçado. Dilma e democracia são duas palavras que não combinam na mesma frase.

Infelizmente, a falácia persiste, pois até a honrada senadora Ana Amélia, que fez um duro discurso sobre Dilma, fez uma concessão indevida ao dizer que respeita seu passado. Como assim? Como respeitar um passado de guerrilheira comunista que sempre defendeu ditadores, não só comunistas, mas até mesmo aqueles fascistas?

Dilma não tem um passado honrado. Ao contrário: seu currículo é uma mancha vermelha do começo ao fim. Terrorista, assaltante, comunista, guerrilheira, e depois ministra do governo mais corrupto da história, incompetente, autoritária, que chegou ao poder como um poste de seu mentor, apesar do discurso feminista com direito ao “presidenta” e tudo mais, para destruir de vez o Brasil. Dilma diz que não mudou, e é verdade! Não defendia a democracia no passado, e quase a destruiu no presente.

Continua sem apreço algum por ela, ao se dizer vítima de um golpe caso perca o julgamento. Ou seja, só aceita o julgamento, que mente ao dizer respeitar, caso seja absolvida. No ato final de sua lamentável vida pública e política, Dilma mais uma vez cospe na democracia e em suas instituições. Sempre foi e sempre será uma antidemocrata, uma bajuladora de tiranos, ela mesmo alguém que tentou seguir esse caminho totalitário em nosso país. Felizmente, seu projeto golpista foi abortado a tempo…

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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