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Rodrigo Constantino

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Surtos de ódio e loucura justificam o desarmamento?

Por João Cesar de Melo, publicado pelo Instituto Liberal

A única forma de proteger a sociedade de surtos de ódio e de loucura como o ocorrido em Goiânia é impedindo que as pessoas convivam entre si. Quem deseja isso?

Não foi uma arma que matou os adolescentes no colégio. Nem o bullying. Foi nada mais do que a psicopatia de UM INDIVÍDUO, disparada por fatos que são relevados pela quase totalidade das pessoas.

Utilizar o exemplo de Goiânia como justificativa para a preservação da lei que impede o porte de armas é um completo absurdo.

Todos os anos ocorrem inúmeros casos de pessoas enciumadas – e que até então nunca haviam cometido um único crime − que matam seus parceiros. Nem por isso alguém sugere a proibição de relações amorosas.

Algumas dessas pessoas matam a tiros. Outras, a facadas, a pauladas ou envenenando suas vítimas. Algumas mulheres já cortaram o pênis de seus companheiros. Alguns homens já jogaram ácido no rosto de suas namoradas.

Todos esses casos representam a LOUCURA de algumas pessoas, não a ameaça que armas, facas, pedaços de paus e ácidos representam à sociedade.

O fato é que ALGUNS seres humanos brigam no trânsito, nos bares, nas festas, no colégio e até em eventos familiares. E, desses casos, uns poucos terminam com o assassinato de alguém.

Se for muito difícil enxergar isso, basta se perguntar o número de pessoas com as quais cruzamos todas semanas e quantas vezes vemos uma briga; e das brigas que vemos, quantos assassinatos ocorreram.

Felizmente, a sociedade é feita de pessoas pacíficas. Os crimes passionais são eventos específicos, resultado de surtos de ódio e loucura. Nem as sociedades mais desenvolvidas, conseguem erradicar manifestações do tipo.

Cada um de nós tem seus desafetos. Nem por isso, vivemos tramando formas de assassiná-los. Aprendemos a lidar com os desconfortos que outras pessoas nos provocam. Em vez de pedir que o estado nos proteja uns dos outros restringindo a liberdade de nos defender, devemos cobrar que as pessoas aprendam a lidar com os dissabores da vida.

O ódio e a loucura são imprevisíveis, mas, o que dizer da legislação que não permitirá que o adolescente seja devidamente punido?

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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