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Curitiba

Câmeras flagram roubo de estepe no bairro Água Verde

Crime tem se tornado comum na capital. Polícia já emitiu ordens de prisão contra dois receptadores de peças

 
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O roubo de estepes tem se tornado frequente em Curitiba e, muitas vezes, o motorista passa dias sem saber que foi roubado. Um flagrante exibido pelo telejornal ParanáTV 1ª edição, da RPCTV, mostra imagens de uma câmera de segurança de um prédio no bairro Água Verde. No vídeo, dois rapazes entram no carro para roubar o estepe e objetos que estão no interior do carro.

Um vizinho que entra no prédio não percebe a intenção dos homens, que arrombam o carro em seguida. Os rapazes ficam pelo menos seis minutos dentro do carro para fazer todo o "serviço". O primeiro sai levando bolsas e até o volante. Enquanto isso, o outro fica no carro para pegar o estepe.

O crime tem se tornado comum. Paulo César Schropfer, gerente de uma loja que vende pneus, comenta que a procura dos clientes pela peça aumentou muito nos últimos anos. Normalmente, o roubo acontece com carros que estão parados na rua. Foi o que aconteceu com o contador Aurélio Maciel, que deixou o carro na rua por pouco mais de uma hora durante a noite. Quando voltou, ele percebeu que a maçaneta estava estourada e que o estepe havia sido roubado. A solução foi comprar um novo pneu e passar a verificar se ele não foi levado novamente.

Não é só nas ruas que os ladrões de estepes estão agindo. Muitos clientes afirmam que foram roubados dentro de estacionamentos particulares. A médica Andrea Trippia sempre deixa o carro na garagem ou no estacionamento do trabalho. Quando ela precisa ir ao centro, procura um estacionamento particular, justamente pela questão de segurança. Ela teve o estepe roubado e, como não checou se o estepe estava no porta malas na hora, não teve como provar que havia sido furtado.

O mesmo aconteceu com o servidor público Cassio Seixas, que também não deixa o carro parado na rua. Ele desconfia que o estepe foi roubado quando ele levou a filha ao médico e deixou o veículo no estacionamento do hospital.

Segundo o delegado Luiz Carlos Oliveira, a maioria das pessoas não registra boletim de ocorrência desse tipo de crime, o que dificulta a ação da polícia para investigar o caso. Oliveira afirma que existem quadrilhas especializadas em furtar objetos no interior de veículos, como volante, câmbio, aparelho de som e estepe, além dos pertences das vítimas. A polícia já identificou dois receptadores, que tiveram a prisão preventiva decretada.

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