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Crise afeta pacientes de hospitais regionais

Faltam equipamentos e pelo menos mil funcionários em sete das 11 unidades do estado. Usuários do Sistema Único de Saúde são os mais prejudicados

O atendimento no Hospital Regional de Ponta Grossa tem sido prejudicado por causa da falta de funcionários, mas aprovados em concurso ainda não foram chamados |
O atendimento no Hospital Regional de Ponta Grossa tem sido prejudicado por causa da falta de funcionários, mas aprovados em concurso ainda não foram chamados
 
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Dos 11 hospitais regionais existentes no Paraná, pelo menos sete enfrentam uma crise generalizada. Falta de funcionários e problemas estruturais estão colocando em risco o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Estimativa do Sindicato dos Servidores da Saúde Pública do Paraná (SindSaúde) indica que seria necessário contratar cerca de mil servidores às unidades do estado. Além disso, falta de instrumentos, equipamentos e obras inacabadas travam o pleno funcionamento dos hospitais com características regionais em todo o estado. Os moradores do litoral, dos Campos Gerais, do Noroeste, do Sudoeste e do Norte Pioneiro são os mais afetados. O Hospital Regional de Telêmaco Borba, que começaria a operar no ano passado, sequer foi concluído. Em Paranaguá, o Hospital do Litoral apresenta um déficit, segundo o SindSaúde, de 130 funcionários. “A obra tem um pouco mais de um ano e já apresenta problemas. As paredes estão ocupadas por mofo e tomadas por rachadura. O tomógrafo segue sem funcionar. A lavanderia tem uma metragem errada”, diz a diretora do sindicato Elaine Rodella. “As pessoas trabalham em condições subumanas, apertadas e sem ventilação. O laboratório é terceirizado e o refeitório, que deveria abrigar 600 funcionários, possui cinco mesas com quatro cadeiras.”

Reabilitação

O Centro Hospitalar de Rea­­bilitação do Paraná, construído com características de regional em Curitiba, pelo governo passado, em março de 2008, também está longe de suprir a demanda. “Esse centro deveria atender a toda população do estado. Era para ser um centro de referência. E não funciona por falta de funcionários”, enfatiza Elaine Rodella. A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde admite que o órgão “não funciona plenamente”.

Já os hospitais de Santo Antônio da Platina e Paranavaí também sofrem com dificuldades estruturais e poucos funcionários. “Os hospitais regionais foram construídos e inaugurados sem condições completas de funcionar”, critica a diretora do SindSaúde.

Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, foram feitas auditorias em todos os hospitais regionais e constatados diversos problemas. “Foram apontados e verificados muitos erros estruturais. A secretaria está tomando as medidas possíveis para poder contratar mais funcionários assim que os demais problemas físicos forem resolvidos”, afirma a assessoria.

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