Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Caro usuário, por favor clique aqui e refaça seu login para aproveitar uma navegação ainda melhor em nosso portal. FECHAR
PUBLICIDADE

Estatística

Dados sobre trânsito serão unificados

Com base em modelo internacional, reunião de informações pretende diagnosticar problemas e diminuir mortes e feridos graves em Curitiba

  • Heliberton Cesca
Curitiba tem a oitava maior taxa de mortes no trânsito do país |
Curitiba tem a oitava maior taxa de mortes no trânsito do país
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Curitiba deu ontem o primeiro passo para criar um banco de dados único na cidade sobre acidentes de trânsito a partir de informações já existentes, mas que permanecem fechadas dentro da burocracia de cada órgão público que trabalha com o assunto. Re­­presentantes da Diretoria de Trânsito (Diretran), Batalhão de Polícia de Trânsito da Polícia Mi­­litar (BPTran), Serviço de Atendi­mento Móvel de Urgência (Samu), Secretaria de Saúde de Curitiba (SMS) e o Núcleo de Psicologia de Trânsito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) reuniram-se ontem para debater como integrar as informações que cada um produz sobre o trânsito da capital a partir do ano que vem e, com isso, planejar ações para reduzir o número de mortes e feridos graves nos acidentes ocorridos na capital.

A iniciativa partiu do projeto internacional chamado Road Safety in 10 Countries, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com apoio de outras duas organizações – Opas e Bloomberg Philanthropies. Eles trouxeram uma metodologia internacional para criar um diagnóstico mais preciso dos problemas de tráfego nas cidades para, então, atacar as causas dos acidentes graves.

O Brasil foi escolhido porque integra a lista dos dez países que têm a maior taxa de mortalidade em acidentes de trânsito no mundo, junto com Rússia, Turquia, China, Egito, Índia, Camboja, Quênia, México e Vietnã. “Esses países respondem por 50% das mortes de trânsito no mundo”, explica o diretor do departamento de Análise de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libani, responsável pela disseminação do projeto, aqui chamado de Vida no Trân­sito.

A metodologia será aplicada inicialmente em cinco cidades brasileiras, uma em cada região do país: Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Palmas (TO), Teresina (PI) e Belo Horizonte (MG). Depois, o modelo deverá ser replicado para os outros municípios. “Curitiba foi escolhida porque tem uma das mais altas taxas de mortalidade no trânsito e tem capacidade de intervir no problema”, afirmou Libani. Segundo dados do Ministério da Saúde, a capital paranaense tem a oitava maior taxa de mortes: 23,2 óbitos para cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 14,8 mortes enquanto o pior caso entre as capitais é em Porto Velho (RO) com 35,9 mortes para cada 100 mil habitantes.

Problemas locais

Ontem, os diferentes órgãos que trabalham com o trânsito em Curitiba definiram dois grupos de trabalho: um irá fazer a gestão da informação e o outro fará análise, responsável por identificar os principais problemas do tráfego da cidade e pensar em alternativas de intervenção. No padrão internacional, dois fatores de risco são os mais relevantes: uso de álcool associado à condução e excesso de velocidade. “Nós temos foco ainda nos acidentes com motocicletas, falta do uso de cinto de segurança, da cadeira para crianças e atropelamentos na faixa de pedestres”, acrescentou Rosângela Batistela, diretora de Trânsito de Curitiba.

“Com um diagnóstico mais detalhado, podemos planejar intervenções que tenham impacto num curto espaço de tempo”, acredita a coordenadora do Diagnóstico em Saúde da SMS, Vera Lídia Oliveira. Um dos objetivos para isso é melhorar a qualidade de informação coletada nos acidentes. O major Sidney Costa, do BPTran, adiantou que em janeiro de 2011 o batalhão começa a operar um novo modelo de boletim de ocorrência com a possibilidade de registros de acidentes sem feridos poderem ser preenchidos diretamente na internet.

o que você achou?

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Vida e Cidadania

PUBLICIDADE