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Na última sexta-feira (22) um grupo de mais de 60 diretores de escolas estaduais de Maringá e da região se reuniu para entregar ao núcleo regional de educação um ofício onde eles se recusam a entregar o relatório mensal de frequência dos professores.

A decisão foi tomada em reunião e acatada por todos do grupo. De acordo com Sérgio Martinhago, diretor do Colégio Gastão Vidigal, um dos maiores da cidade, antes de serem diretores, eles são professores e por isso precisam representar a maioria. “A greve é legal e amparada pela lei. Se entregássemos o relatório, estaríamos faltando com a maioria”.

Contra lançamento de faltas, professores “fecham” núcleos de educação

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De acordo com Maria Inês Vicentini, dirigente da secretaria educacional da APP Maringá, a ação não faz parte do movimento de greve, mas os diretores tem todo o respaldo do sindicato para se recusar a entregar o relatório de faltas. “Isso também está acontecendo em outros núcleos. O governo está tentando enfraquecer o movimento. Os professores tem o direito de greve garantido pela constituição e se a categoria está em greve a falta não é emitida, é justificada”.

Sobre as ameaças do governo, a dirigente do núcleo diz que a categoria não sabe o que pode acontecer, mas que o sindicato as considera como assédio moral. “Nós da APP vamos defender os diretores juridicamente. A categoria tem o direito de estar em greve e os diretores estão fazendo o que é função deles”.

Nesta segunda-feira (25) de manhã, houve um novo protesto em frente ao núcleo regional de Maringá. Os professores impediram os funcionários de entrar para trabalhar. O objetivo é pressionar o governo para as negociações. “Nosso desejo é que o governo nos chame para negociar e que pare com as ameaças. Nenhum trabalhador deve sofrer assédio moral”, disse Maria Inês.

Em Guarapuava

Os diretores de escola da região de Guarapuava também decidiram não informar as faltas dos professores grevistas. Para a diretora do Colégio Visconde de Guarapuava e diretora da APP-Sindicato na cidade, Marcia Oliveira, a decisão de não enviar as faltas é uma tomada de posição a favor do movimento dos professores e servidores estaduais. “A maioria atendeu ao nosso chamado, mas muitos ainda estão com medo de sofrer sanções”, disse Marcia.

O medo, de acordo com a diretora, deve-se a um e-mail recebido pelos diretores no qual haveriam ameaças de processos administrativos e até de perda de cargos, caso os diretores não enviassem o relatório com as folhas ponto dos professores.

No lugar das faltas que deveriam ser entregues até terça-feira (26), na Seed, os professores que aderiram a decisão entregarão uma carta de justificativa.

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