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Conservador, mas nem tanto

Morador da Grande Curitiba é conservador para assunto como amor, sexo, família e educação dos filhos

 
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O morador da Grande Curitiba revela que ainda é bastante conservador em assuntos relacionados a amor, sexo, família e educação dos filhos. Para 76% dos entrevistados, hoje os pais dão liberdade demais aos filhos. O sexo também é importante, mas para 70% "só é válido com amor". E as mulheres? Para os entrevistados elas deveriam estar mais em casa, porque 40% acreditam que as mulheres, depois que começaram a trabalhar fora, prejudicaram a família e a educação dos filhos. Conservadorismo que também dá espaço a quebras de tabu, como os 54% que dizem que os homossexuais têm direito a terem relacionamentos e 46% que as pessoas deveriam morar juntas antes de casar.

"No sul do País tivemos uma fortíssima imigração européia", afirma a professora da UFPR Lídia Weber. "Isso traz características interessantes, além dos cabelos loiros. Entre elas, o apego à família e a visão de uma mulher parceira e muito ativa que decide as coisas no seio da família sem precisar do aspecto patriarcal." Porém, a pesquisadora lembra que apesar dos aspectos tadicionais, advindos de seus ancestrais, já se passaram algumas gerações e toda a cultura – e o social do Brasil – mudou, "e por aqui também o tradicionalismo dos imigrantes diluiu-se no comportamento de novas gerações totalmente verde-amarelas. Como todo o resto do planeta, tem novos aspectos culturais que trazem novas reflexões sobre comportamentos e visão de mundo."

Diferenças

Nas questões sobre homossexualidade e morar junto antes de casar, Lídia afirma que a estampa da família tradicional não está desaparecendo, mas se modificando e de uma forma cada vez mais dinâmica. "Aceitar o diferente é fundamental", diz.

Aceitação que vem sendo percebida também por quem a recebe. Marcio Tomaz, 32 anos, assessor administrativo, é casado há onze anos com uma pessoa do mesmo sexo e diz que aceitar que o "diferente" existe já é um grande passo para se quebrar o tabu muito comum há 20 ou 30 anos. "Para as gerações mais novas está sendo mais fácil, porque a discussão do tema na sociedade faz com que muitos descubram que 'viver o que se é' é melhor do que esconder o que muitas vezes é nítido para todos. As pessoas vão convivendo e se acostumando. Aprendendo a respeitar. Respeitam porque percebem que aquele relacionamento é tão normal quanto qualquer outro."

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