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Presidente do Equador diz que Rio+20 foi um "fracasso"

Em seu relatório semanal de trabalhos transmitido neste sábado (23), o governante equatoriano disse que no evento do Rio de Janeiro não houve ações concretas

 
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O presidente do Equador, Rafael Correa, disse neste sábado que a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) que terminou na última sexta no Rio de Janeiro, foi um "fracasso" e classificou a declaração final como "lírica".

Em seu relatório semanal de trabalhos transmitido neste sábado (23), o governante equatoriano disse que no evento do Rio de Janeiro não houve ações concretas. "A reunião foi um fracasso, o documento final foi lírico, não há concretizações, compromissos concretos, mensuráveis ou controláveis, portanto tudo continuará igual", disse.

O governante ainda garantiu que as responsabilidades no impacto ambiental são "comuns, mas diferenciadas".

A Ministra Coordenadora de Patrimônio, María Fernanda Espinosa afirmou ontem que o Governo do Equador está "decepcionado" com a Conferência Rio+20, por acreditar que seu documento final não cumpre com as expectativas criadas e estabelece um quadro fraco.

"É um documento que não responde a necessidade de um compromisso político resolver a crise ecológica em nível planetário", disse María Fernanda em entrevista coletiva.

A ministra ainda criticou a ausência no texto de compromissos financeiros dos países ricos para ajudar nações em desenvolvimento e dedicar 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à cooperação, assim como de mecanismo para a transferência de tecnologia.

O Equador tinha pedido uma flexibilização das regras de propriedade intelectual para tecnologias "amigas do meio ambiente", o que não ocorreu por causa da oposição das empresas multinacionais, segundo María Fernanda.

Dessa forma, o país sul-americano se alinhou com representantes da Cúpula dos Povos, evento paralelo na cidade, que ontem transmitiram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sua "frustração" com a Rio+20. Ban respondeu que a declaração do evento é um bom documento e que "o mais importante não são as palavras, mas a implementação" dos princípios.

Para a ministra, alguns elementos positivos do texto são a inclusão da natureza como sujeito de direito, do papel da cultura no desenvolvimento e da ênfase no combate à pobreza e desigualdade.

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