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Operação Fractal

PF investiga quadrilha de contrabando com PMs e assessores de deputados

Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava no PR, SC e RS. PMs e três servidores da Alep são investigados. Um assessor foi preso e é apontado pela PF como líder do esquema ilegal

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PF investiga quadrilha de contrabando com PMs e assessores de deputados

A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Fractal contra uma quadrilha de contrabandistas de cigarro que atua no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul na manhã desta quinta-feira (25). Policiais militares paranaenses, entre eles oficiais, são suspeitos de integrar a quadrilha, de acordo com a PF. Entre os integrantes do grupo estaria, ainda três assessores parlamentares da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Um deles, Elieuton Francis Mayer, foi preso e é apontado pela PF como líder do esquema ilegal. Os outros dois servidores do Legislativo não foram identificados. A Gazeta do Povo apurou que pelo menos um deles foi levado para prestar depoimento ao longo do dia. Até as 17h30, 22 prisões foram confirmadas no Paraná, oitos são policiais militares e um é policial civil.

Mayer está lotado no gabinete do deputado Waldyr Pugliesi (PMDB). A assessoria de imprensa do partido informou que, até as 17h30, Mayer ainda não tinha um advogado de defesa e que demais informações só seriam repassadas na sexta-feira (26).

Do total de prisões feitas até o fim da tarde, 13 delas foram em Curitiba, sendo quatro de policiais militares e uma de assessor parlamentar. Em Foz do Iguaçu foram registradas quatro prisões (sendo um policial civil) e em Maringá, cinco (quatro policiais militares). Segundo a PF, os policiais facilitavam a passagem de mercadorias da organização criminosa e também extorquiam contrabandistas de grupos concorrentes. Parte dos produtos apreendidos era desviado para o esquema. Oficiais da PM, de acordo com a investigação, também aliciavam outros policiais de equipes móveis para colaborar com o grupo. A quadrilha também atuava no ramo dos jogos de azar.

Segundo a corporação, 250 policiais cumpriram 40 mandados de busca, 23 de prisão preventiva e seis de prisão temporária. Os policiais federais também conduziram 29 pessoas, de forma coercitiva (com uso de força, se necessário), às sedes da corporação para prestar mais esclarecimentos.

No Paraná, os mandados foram cumpridos em Curitiba, Maringá, Medianeira, Foz do Iguaçu, Faxinal e Matinhos. As cidades de Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul, Laguna e Joinville, em Santa Catarina, também foram alvo da Operação Fractal.

As investigações começaram em 2010, após uma representação do Ministério Público Federal de Umuarama, no Noroeste do Paraná, sobre o esquema. Segundo a PF, ao longo da investigação, a corporação realizou flagrantes e prendeu servidores públicos pelo crime de corrupção. Em segredo de justiça, a investigação deve ter desdobramentos e devem ser realizadas mais diligências, informou a PF.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Cid Vasques, e o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Roberson Luiz Bondaruk, participaram da coletiva de imprensa da PF nesta manhã e afirmaram que os policiais suspeitos serão investigados. Alguns deles poderão ser excluídos da corporação, segundo Bondaruk.

Pugliesi diz que se surpreendeu com a prisão de assessor O deputado Waldyr Pugliesi (PMDB) disse à Gazeta do Povo que ficou surpreso com a prisão de seu assessor e que o suspeito trabalha na Assembleia há mais de 10 anos. Policiais federais foram ao gabinete do peemedebista pela manhã e apreenderam documentos na sala do assessor.

Pugliesi afirmou ainda que se colocou à disposição da PF para colaborar no que for necessário. Tráfico de influência A Polícia Federal informou que os policiais militares membros da quadrilha tentaram “derrubar” o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Roberson Luiz Bondaruk, porque ele não cedeu à pressão do grupo para transferir policiais, os quais também participariam da organização. Segundo a PF, Bondaruk não cedeu ao tráfico de influência. A informação foi divulgada durante entrevista coletiva na Superintendência da PF do Paraná, em Curitiba, da qual participou o comandante-geral da PM.

Bondaruk afirmou que já existe base para abrir processo de exclusão de alguns dos PMs presos.Há indícios de que o grupo tentava também influenciar servidores públicos de órgãos estaduais e federais para participar da quadrilha.

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