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Polícia fecha banco de ossos em área nobre de Londrina

Irmãos foram presos, nos bairros Gleba Palhano e Jardim Cláudia, acusados de tráfico e comércio de órgãos. Eles abasteciam, via correio, “mercados” de dentistas em várias partes do país

  • Marcelo Frazão e Erika Pelegrino, do Jornal de Londrina
Na casa e no apartamento dos irmãos foram apreendidos 16 cabeças de fêmur |
Na casa e no apartamento dos irmãos foram apreendidos 16 cabeças de fêmur
 
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Polícia fecha banco de ossos em área nobre de Londrina

Dois irmãos foram presos por tráfico e comércio de órgãos ontem em Londrina, em uma investigação até então sigilosa do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), de Curitiba. Na manhã de ontem, a operação culminou com a descoberta de um banco clandestino de ossos em uma casa no Jardim Cláudia (zona sul).

Segundo a Polícia Civil, a dupla presa abastecia, via Correio, “mercados” de dentistas em várias partes do país. Monitoradas, as correspondências com os materiais tinham como destino os estados de Minas Gerais (Belo Horizonte), Pará (Belém), Chapecó (SC), Goiás e Mato Grosso. A Polícia Civil atesta que pequenos frascos com ossos eram vendidos por valores de R$ 180 a R$ 250. A suspeita é de que o comércio clandestino operava desde 2004.

"Vendiam direto para dentistas e para um intermediário", detalhou a delegada, do Nucrisa, Sâmia Coser, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança.

Kléber Barroso Cavalga foi preso em casa, em um apartamento na Gleba Palhano, onde foram apreendidas quatro cabeças de fêmur sem origem comprovada. Com o irmão Carlo Keith Barroso Cavalca, morador do Jardim Cláudia, não havia ossos - mas também acabou detido porque a Justiça tinha um mandado de prisão contra ele, assim como o irmão.

Na casa e no apartamento dos irmãos foram apreendidos 16 cabeças de fêmur, 89 frascos com pedaços de ossos e 46 frascos com ossos moídos em um liquidificador, imersos em uma solução de soro fisiológico. Havia, ainda, sete embalagens com partículas de ossos e uma embalagem com fragmentos de ossos do quadril. "A quantidade de vítimas é incalculável", declarou a delegada do Nucrisa, Samia Coser, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança. Hoje, às 10 horas, novas informações devem ser reveladas em uma entrevista coletiva na sede da delegacia central.

Uma fonte do JL revelou que uma década atrás, a família, integrada também por um ortopedista do interior de São Paulo, planejava abrir um banco de ossos em Londrina, mas não obteve sucesso.

A delegada explicou desconhecer como os ossos foram extraídos dos doadores, bem como era feito o transporte e acondicionamento dos materiais.

"Na casa do Kléber, por exemplo, encontramos cabeças de fêmur armazenadas no freezer na cozinha dele”, descreveu a delegada Sâmia. A Vigilância aponta que a armazenagem correta dos materiais deve ser feita em pelo menos dois equipamentos de resfriamento, com temperaturas que cheguem a até – 80º C.

O Nucrisa teve suporte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das vigilâncias sanitárias do Estado e da Prefeitura de Londrina.

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