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Funcionários e clientes dos bancos, além de pessoas que passavam pela calçada no momento do assalto, foram usadas como escudo humano. | Junior Dias / Borrazópolis Notícias
Funcionários e clientes dos bancos, além de pessoas que passavam pela calçada no momento do assalto, foram usadas como escudo humano.| Foto: Junior Dias / Borrazópolis Notícias

Doze pessoas foram presas suspeitas de integrar duas quadrilhas especializadas em estourar caixas eletrônicos no Paraná. Uma delas é suspeita de participar dos assaltos na cidade de Borrazópolis, no Norte Central do estado, em julho. Na ocasião, as agências do Banco do Brasil e do Sicredi – que ficam uma ao lado da outra - foram atacadas por sete pessoas encapuzadas e fortemente armadas. Ao todo, 45 pessoas foram feitas reféns e um dos vigias foi levado como “garantia” pelos assaltantes, mas acabou solto, ileso, logo na saída da cidade.

A quadrilha também participou de assaltos a bancos nas cidades de Reserva e Tibagi (Centro Oriental do Paraná) também em julho deste ano. A operação conjunta entre polícias Militar e Civil foi realizada no sábado (12), na BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e sete pessoas foram detidas após uma troca de tiros. Segundo o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Rodrigo Brown, um dos bandidos acabou morto após o confronto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

“A equipe do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), que acompanhava a movimentação da quadrilha, ficou sabendo de uma transação dos bandidos, que repassariam fuzis”, relatou Brown. Cinco homens e duas mulheres foram detidos. Com eles foram apreendidos dois fuzis, pistola, coletes balísticos e munição.

Em seguida, a polícia localizou uma chácara no município de Ortigueira, nos Campos Gerais, que era usada pela quadrilha. Lá os policiais encontraram máscaras, uma arma calibre 12 semiautomática, espingarda de pressão, munição calibre 22, uma agenda com contatos de membros do grupo, documentos falsos com foto de um homem não identificado e lacres para placas de veículos.

Segurança

O secretário estadual de Segurança Wagner Mesquita afirma que serão retomados os diálogos com os bancos para que sejam instalados dispositivos de segurança. “É preciso prevenir que os bandidos atuem nos bancos. Quem sofre é a sociedade”, afirmou.

Quadrilha que participou dos assaltos à UTFPR , Daju e Tecpar também é presa

Uma segunda quadrilha foi presa no domingo (13) e na manhã desta segunda-feira (14) na região metropolitana de Curitiba. Quatro suspeitos estavam no município de Jaguariaíva (Centro Oriental) quando foram perseguidos pelos policiais.

O carro em que estavam os criminosos acabou rodando e eles se esconderam em um matagal. Dois dos integrantes da quadrilha fugiram para São Paulo, sendo detidos pela polícia paulista. Com eles, outros dois fuzis foram encontrados.

Segundo o delegado Rodrigo Brown, essa quadrilha participou da tentativa invadir o campus Ecoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Campo Comprido, em Curitiba, chegando a efetuar disparos contra os seguranças da instituição. “Também forneceram armamentos para o assalto da Daju e da Tecpar. Outras participações serão investigadas pela equipe policial”, diz.

Ele conta que polícia descobriu que um deles estava na cidade de Doutor Ulysses, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Equipes do Cope foram deslocadas para lá e um dos criminosos foi detido em Cerro Azul, também na RMC. Na manhã desta segunda-feira (14), os policiais prenderam o suspeito de liderar a quadrilha. Com ele, a polícia apreendeu 1,4 kg de crack, 12 kg de explosivos, pedaços de caixa eletrônico, 630 espoletas, munição de pistola e fuzil, colete balístico e radiocomunicadores.

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