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Meio ambiente

Milhares de peixes aparecem mortos na Baía de Paranaguá

A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que, por precaução, moradores e turistas não consumam peixe na cidade até que seja descoberta a causa das mortes

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Até sair o laudo da morte dos peixes, orientação é de que população não consuma pescado oriundo da Baía de Paranaguá |
Até sair o laudo da morte dos peixes, orientação é de que população não consuma pescado oriundo da Baía de Paranaguá
 
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Pescadores encontraram milhares de peixes mortos na Baía de Paranaguá, Litoral do Paraná, nos últimos dias. Na quinta-feira (30), eles começaram a sentir um cheiro forte e desde então começaram a aparecer centenas de peixes, principalmente sardinhas e xingós, mortos. Ainda não se sabe o que está provocando a morte dos peixes.

A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que, por precaução, ninguém consuma peixe no município. De acordo com o órgão, não foi registrado nenhum caso de intoxicação alimentar após ingerir pescado em Paranaguá, porém, até que saiam os laudos dos órgãos oficiais, a orientação deve ser seguida.

Segundo o presidente da Federação das Colônias de Pescadores de Paranaguá, Edmir Manoel, cerca de 60 toneladas de peixes apareceram mortos de maneira misteriosa principalmente nas proximidades do Porto de Paranaguá e na costa da Ilha de Amparo. Além de sardinhas e xingós, também foram encontrados corvinas e bagres. Apenas na Ilha do Amparo havia 15 toneladas de peixes mortos.

Algumas hipóteses para a morte dos peixes foram levantadas na tarde desta segunda-feira (3) em uma reunião em Paranaguá, da qual participaram representantes da prefeitura de Paranaguá, da Defesa Civil do município, do Porto de Paranaguá e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A primeira hipótese é de que tenha ocorrido derramamento de produtos químicos na água. Outra é de que os peixes tenham sido descartados por um navio pesqueiro na Baía de Paranaguá. Além disso, cogita-se que pode ter havido desequilibro ambiental.

Laudo

A assessoria de imprensa do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou na tarde desta segunda-feira (3) que o órgão irá se pronunciar sobre o caso somente quando souber a causa da morte dos peixes.

Segundo o IAP, pesquisadores do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), estiveram em Paranaguá e fizeram a coleta de amostras. A previsão do órgão ambiental é de que o resultado da análise do CEM deverá ficar pronto na terça-feira (4). Após ter acesso ao laudo, o IAP deve comentar o fato. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da UFPR, por volta das 15h30, para ter informações sobre a análise do CEM e não obteve retorno.

Pescadores prejudicados

Os pescadores afirmaram que os peixes afetados são de águas mais profundas e acreditam que algum produto tóxico causou as mortes. A primeira estimativa dos pescadores era de que seis toneladas de peixes tinham morrido.

Segundo Manoel, a preocupação é com os pescadores. “Eles estão desde quinta-feira sem poder vender”, comenta. Ele teme que a população que vive da pesca tenha prejuízos financeiros com a proibição do comércio.

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