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Ao avistar uma água-viva na areia da praia, recomendação é para que o veranista não toque nela |
Ao avistar uma água-viva na areia da praia, recomendação é para que o veranista não toque nela
saúde

Queimadura por água-viva pode causar reações alérgicas graves

Desde o começo da Operação Verão, no dia 19 de dezembro, foram registrados 274 casos de queimaduras por contato com o animal

Nessa temporada 274 pessoas já sofreram queimaduras por água-viva no Litoral paranaense. A lesão acontece quando o banhista encosta no animal, que libera uma substância tóxica, venenosa e urticante. Logo a pessoa sente a queimadura e percebe a formação de uma bolha no local. A orientação é de que sempre que for entrar no mar, o veranista fique atento à presença da água-viva, pois na maioria das vezes ela flutua na superfície da água.

Cada organismo reage de uma forma ao contato com a substância tóxica. A pessoa que for queimada precisa procurar um médico imediatamente. “Pode ocorrer desde uma simples urticária até casos mais graves - principalmente se a pessoa for alérgica -, com edema da glote (trancamento da passagem do ar na garganta e vias respiratórias) e choque anafilático (reação alérgica intensa) e taquicardia”, afirma o médico Luiz Carlos Pereira, chefe do serviço de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba. Casos fatais são raros, desde que as reações citadas anteriormente sejam tratadas com rapidez.

Segundo o médico, o grande perigo é entrar em contato com várias água-vivas, pois a quantidade da substância tóxica liberada seria muito grande e desencadearia uma reação alérgica bastante intensa.

Já o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, alerta que o cuidado com as crianças tem que ser redobrado. “Elas são mais sensíveis e o veneno da água-viva pode causar intoxicação com mais facilidade”, explica. “Não só por causa da água-viva, mas crianças nunca devem brincar sozinhas no mar. Há o risco de afogamento e de se perderem”, complementa Santos.

Orientações

De acordo com o tenente Santos, caso encoste ou pise em uma água-viva a pessoa nunca deve arremessá-la ou bater no animal, pois poderá haver queimaduras nas mãos, pés e até no rosto. “É preciso ter cuidado também quando for auxiliar alguém que teve contato com a água-viva, pois a substância urticante também pode queimar”, afirma Santos.

É preciso sair do mar imediatamente quando sentir a ardência ou perceber que encostou em uma água-viva. Pois há o risco de ser queimado novamente ou até se afogar porque a substância tóxica pode causar queda de pressão, além da reação alérgica.

O local em que se formou a bolha deve ser lavado com a água salgada do mar ou com soro fisiológico gelado. Nunca se deve colocar água doce ou quente no ferimento, pois fará com que a bolha se rompa e o veneno do animal penetre na pele. “A queimadura da água-viva pode causar inflamação da pele. Nos casos de maior gravidade, o processo alérgico também pode chegar a comprometer alguns órgãos internos”, explica o médico Luiz Carlos Pereira.

No local da queimadura pode ser colocado um pouco de vinagre para aliviar a ardência e ajudar que pedaços do animal desgrudem da pele. Em seguida é preciso procurar atendimento médico, para que a pessoa seja examinada e saiba como está o coração e a pressão. “O médico irá aplicar uma pomada antialérgica e uma anti-inflamatória. É preciso ressaltar que o tratamento não pode ser feito por um leigo. Pois em alguns casos é preciso utilizar até corticóides (anti-inflamatório potente) e isso não pode ser feito em casa, apenas com prescrição médica”, alerta o chefe da Dermatologia da Santa Casa.

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