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Veranistas reclamam da distância entre lixeiras

Padronização também é problema na praia, já que em algumas o saco de lixo fica exposto, podendo rasgar e deixar suja a areia

Casca de coco é um dos resíduos mais encontrados nas areias das praias do Paraná |
Casca de coco é um dos resíduos mais encontrados nas areias das praias do Paraná
 
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A falta de padronização e a distância entre as lixeiras são as principais reclamações dos veranistas em relação ao destino do lixo na orla. Enquanto em Matinhos as lixeiras de plástico estão instaladas ao longo do calçadão da Avenida Atlântica, nos balneários de Pontal do Paraná elas são encontradas apenas na praia. Para Leila Camargo Lima, 32 anos, advogada de Toledo, no Oeste do Paraná, as lixeiras de Matinhos poderiam estar mais próximas dos veranistas. “Tudo bem colocar as lixeiras no calçadão, não tem problema. Mas nós estamos na praia. Quando temos de jogar o lixo fora, precisamos caminhar um monte”, conta.

Na opinião do técnico de enfermagem Luiz Carlos Guiede, 44 anos, de Maringá, no Norte do estado, em Pontal do Paraná a situação também não é confortável. “Existem lixeiras nas praias, mas elas ficam longe umas da outras. Além disso, ela são apenas sacolas plásticas, que rasgam com qualquer coisa que você joga dentro”, diz.

De acordo com o coordenador técnico do Instituto das Águas – responsável pela coleta de lixo no Litoral durante a temporada –, Everton de Souza, existem cerca de 300 lixeiras espalhadas por Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná. “As lixeiras estão lá. Às vezes algum ponto fica descoberto, mas é porque a lixeira foi furtada. E nós não temos como ficar repondo o tempo todo”, diz.

Sobre a quantidade e a distância entre uma lixeira e outra, Souza explica que foi feito um levantamento e que o número atual é razoável. “Fizemos uma avaliação e acreditamos que o número de lixeiras está dentro dos padrões. Em relação à distância, ninguém gosta de ter uma lixeira por perto. E também não podemos tomar a areia inteira com lixeiras. Por isso, dependendo da praia e do fluxo, instalamos uma a cada 30 ou 50 metros”, explica.

Coco

Caminhando pelas praias do Paraná, é quase uma raridade não encontrar cocos espalhados pela areia. De acordo com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa), a casca do coco leva de oito a dez anos para se decompor. Apenas no Litoral do Paraná, segundo estimativas dos comerciantes, são consumidos cerca de 3 mil cocos por dia.

O professor do Mestrado em Gestão Ambiental da Universidade Positivo Paulo Roberto Janissek afirma que o coco não chega a ser um problema tão grave quanto o plástico. “Como o coco vem da natureza, é orgânico, não gera um problema tão grave de poluição. O problema é o desperdício. O coco jogado poderia servir de alimento e para indústria, por causa das fibras”, diz.

O correto, segundo o professor, seria disponibilizar um local exclusivo para a coleta. “O cidadão tem que se conscientizar de que ele não pode jogar o lixo, e isso inclui o coco, em qualquer lugar. A prefeitura também deve dispor de um mecanismo especial de coleta seletiva. E os empresários também poderiam visualizar a oportunidade e usar o coco da praia como matéria-prima”, afirma.

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