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Eduardo Cunha: nova manobra para bater de frente com o governo federal. | Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha: nova manobra para bater de frente com o governo federal.| Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

Apesar de anunciar que cancelaria o encontro com os líderes partidários em razão do jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu na noite de segunda-feira (3), em sua residência, líderes da oposição e de parte da base aliada. Ficaram de fora os do PT e PC do B. No encontro, decidiram dar a presidência da CPI dos Fundos de Pensão para o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), e excluir o PT de todos os cargos de comando das quatro CPIs que serão instaladas nos próximos dias. Duas delas, a dos Fundos de Pensão e a do BNDES, preocupam muito o governo, que fez apelo aos líderes para base para que fizessem indicações responsáveis para as vagas.

No final da manhã desta terça-feira (4), a assessoria de Cunha confirmou que o almoço com líderes partidários que estava previsto para esta terça foi cancelado. Pela manhã, o presidente da Câmara conversou com o líder do governo, José Guimarães (PT-CE).

Cunha recebeu na residência primeiro líderes e vice-líderes de partidos de oposição. Em seguida, depois que saíram do jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, parte dos líderes da base aliada também foi para a residência oficial da Câmara. Segundo deputados presentes no encontro, estavam lá mais de dez líderes, entre eles os do PP, do PR, do PSD, que endossaram a posição de excluir o PT dos cargos de comando de quatro CPIs.

O PSDB deverá ficar com o comando da CPI dos crimes cibernéticos. O PMDB deverá ficar com presidência da CPI do BNDES e a relatoria da CPI dos Fundos de Pensão.

Os líderes decidiram com Cunha votar ainda hoje um dos projetos sobre terrorismo que estão com urgência constitucional, para tentar desobstruir a pauta de votações, mas querem retomar o segundo turno das votações da PEC da reforma política

“Era só oque faltava”

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) irritou-se com a informação de que o PT seria excluído do comando das CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão. Guimarães criticou a oposição por tentar deixar de fora o partido, que tem a maior bancada na Câmara.

“Não tem essa de excluir ninguém. Esse é o desejo da oposição. Era só o que faltava a primeira bancada da Câmara ficar fora do comando das CPIs. Era só o que faltava a oposição querer mandar nisso”, afirmou.

Pelo acordo firmado ontem à noite, o PMDB presidiria a CPI do BNDES, e a relatoria ficaria com o PR. No caso da dos Fundos de Pensão, a presidência seria do DEM, e a relatoria, do PMDB.

“A oposição já foi governo. Nem quando éramos oposição ficamos de fora. Portanto, quem indica é a base. Eles disseram que o relator da CPI do BNDES é do PR. É do bloco. Se será do PR ou do PT, somos nós quem decidimos, não eles. Essa história que está falando por todo mundo, baixa o tom, porque isso não é aconselhável nas relações públicas aqui dentro”, atacou.

“Os líderes da base estão indicando os membros e, evidentemente, nosso bloco, que é o PT, PR e demais partidos, vão indicar o relator. Ninguém decide o nome dos outros. Tem que acabar com essa história. Nem o presidente [da Câmara] nem a oposição decide quem vai ser o relator de determinada CPI ou determinada matéria. É o direito do bloco. Portanto, o bloco vai indicar. O PT quer indicar. O PR está dialogando conosco. Esse é um desejo vão da oposição.

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