Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Enkontra.com
PUBLICIDADE

investigação

Novo relator da Lava Jato deve ser um dos atuais ministros do Supremo

Presidente do STF estaria avaliando possibilidade de homologar delações da Odebrecht ainda durante o recesso

  • Da Redação
 | Fellipe Sampaio/SCO/STF
Fellipe Sampaio/SCO/STF
 
0 0 COMENTE! [0]
TOPO

A declaração do presidente Michel Temer, no sábado, de que só indicará o substituto do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a corte decidir quem assumirá a relatoria da Operação Lava Jato, deixa praticamente certo que o novo relator da Lava Jato será um dos atuais ministros da corte.

“Só depois que houver a indicação do relator”, disse Temer durante o velório de Teori, em Porto Alegre. O ministro do STF, que era o relator da Lava Jato, morreu em um acidente aéreo na quinta-feira (19), no litoral do Rio.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, deu sinais já na sexta-feira (20) de que vai remeter os processos da Lava Jato a um dos atuais integrantes da corte. A tendência, segundo fontes de integrantes do tribunal, é que um dos ministros da Segunda Turma do STF – responsável por analisar as ações da operação – seja escolhido por meio de sorteio.

A Segunda Turma é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e o decano do tribunal, Celso de Mello.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, disse que a decisão de remeter o caso a um dos atuais ministros é acertada. “Não se deve deixar a relatoria para o novo ministro que vai assumir”, afirmou Sanseverino.

Delações

Em meio às negociações para escolha do novo relator da Lava Jato, a presidente STF, Cármen Lúcia, avalia chamar para si a responsabilidade de homologar as delações premiadas dos executivos da empreiteira Odebrecht, que estão em fase final no gabinete do ministro Teori Zavascki. A delação integra a Operação Lava-Jato e põe na lista de investigados cerca de 120 políticos, com mandato no Congresso ou com vaga na Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o jornal O Globo, a possibilidade de Cármen avocar para si a homologação levará em conta a gravidade e a excepcionalidade do momento. O regimento interno do STF lista que, entre as atribuições da presidente do tribunal, está “decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias”.

o que você achou?

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Vida Pública

PUBLICIDADE