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Excesso de chuvas e  secas, combinadas com a desvalorização dos grãos, resultaram em quase R$ 200 milhões em indenizações para o seguro rural do BB Mapfre | Arquivo/Gazeta do Povo
Excesso de chuvas e secas, combinadas com a desvalorização dos grãos, resultaram em quase R$ 200 milhões em indenizações para o seguro rural do BB Mapfre| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

A safra recorde de grãos não foi suficiente para compensar as perdas de agricultores devido aos preços baixos no setor agrícola, o que levou milhares de produtores rurais a acionarem o seguro rural.

Apenas o grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre está desembolsando R$ 190 milhões por perdas nas safras de milho e soja. Aproximadamente 2 mil produtores contrataram o seguro da empresa, e tiveram prejuízos de variações no preço combinada, em vários casos, com perdas de produção em regiões que sofreram com seca prolongada ou chuva excessiva.

“A possibilidade de proteção contra prejuízos decorrentes de variações de preços nas principais commodities agrícolas tem levado os produtores a optar pela contratação do seguro de faturamento, que cobre a receita ou o faturamento esperado pelo produtor. Com ou sem perdas climáticas, no que concerne à variação do preço, a seguradora indeniza a diferença entre o faturamento obtido e o garantido na apólice, considerando a área de cobertura”, explica Wady Cury, diretor de seguro rural do grupo Segurador Banco do Brasil E Mapfre.

Seguro Rural no Paraná

O estado do Paraná é o terceiro que mais receberá recursos da seguradora, com um total de R$ 12 milhões em indenizações - 25% desse montante apenas por variação no preço dos grãos. Segundo o grupo segurador, apenas os estados de Goiás e Mato Grosso são os primeiros colocados, e vão receber juntos 55% do total de sinistros pagos.

De acordo com estudo divulgado pela ESALQ/BM&F, as maiores perdas registradas no Brasil foram em relação à soja. Isso deve gerar R$ 156 milhões em indenizações combinadas pelas perdas com a seca e pela desvalorização do grão, informa o BB Mapfre. Os produtores goianos, por exemplo, vão receber R$ 40 milhões devido às variações de preços na soja e R$ 6,4 milhões pela desvalorização do milho.

“Esses números mostram que os produtores têm percebido a importância do seguro como um instrumento eficaz na gestão dos negócios no campo, à medida que garante proteção à sua atividade, independente das intempéries que possam ocorrer durante a safra”, completa Cury.

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