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Produtores aproveitam dias sem chuva para colocar todo o parque de máquinas em campo. Nesta semana, colheita em Mato Grosso tende a chegar a 70% da área. | Jonathan Campos / Gazeta Do Povo
Produtores aproveitam dias sem chuva para colocar todo o parque de máquinas em campo. Nesta semana, colheita em Mato Grosso tende a chegar a 70% da área.| Foto: Jonathan Campos / Gazeta Do Povo

Ao contrário do Paraná, o estado de Mato Grosso pode ter perdas pontuais nesta safra de verão, por conta do excesso de chuvas, especialmente a partir da segunda quinzena de fevereiro. Entre 14 e 21 deste mês, o volume de precipitações chegou a ser o dobro em algumas regiões do estado. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a umidade impediu que pouco mais de 500 mil hectares de soja fossem colhidos nesse período – o estado planta mais de 8 milhões de hectares.

Uma simulação feita pelo órgão indica que, numa situação extrema, com perdas de  de 30% nessa área que teve colheita comprometida pelas chuvas, o prejuízo em volum seria de 487 mil toneladas do produto. Um volume insignificante se comparado ao potencial de produção mato-grossense nesta temporada.

De acordo com técnicos e produtores, as perdas devem em ser em qualidade dos grãos e não em quantidade. As expectativas médias de rendimento na soja são de 54 sacas por hectare, um novo recorde para o estado, que pretende retirar do campo mais de 26,8 milhões de toneladas da oleaginosa. Com o resultado, Mato Grosso se consolida líder no ranking nacional de produção de grãos.

A todo vapor129 mil hectares é o tamanho da área de soja que as máquinas conseguiram colher por dia em Mato Grosso do dia 14 a 21 deste mês. Previsão aponta que chuvas darão trégua e que os trabalhos voltam à normalidade ainda nesta semana.

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