O Paraná foi o estado escolhido para sediar a etapa deste mês do projeto Campo Futuro, desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Apli­cados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Técnicos e analistas da CNA e do Cepea realizam no estado uma nova rodada de levantamentos de custo de produção de grãos. A sondagem faz parte do projeto Campo Futuro, iniciativa que visa a formação de uma rede atualizada de dados sobre o desembolso dos produtores rurais nas principais atividades agropecuárias. Ontem ocorreram painéis de soja, milho, milho safrinha (2.ª safra) e trigo em Londrina. O custo de produção dessas mesmas culturas será apurado hoje e amanhã nos municípios de Cascavel e Guarapuava. Amanhã, também será feito um painel específico de feijão em Prudentópolis.

Percepção pública sobre plantas transgênicas no Brasil

Com o objetivo de fortalecer a capacidade técnica e a percepção pública sobre plantas transgênicas, o LAC Biosafety, um projeto internacional sobre biossegurança, desenvolvido com fundos do Global Environment Facility (GEF), está fazendo um consulta à população. Os interessados podem responder a um questionário on-line sobre o tema. As informações também servirão de referência para as ações de biossegurança, segundo o Protocolo de Cartagena. A iniciativa é desenvolvida a partir de um consórcio formado por 4 países. No Brasil, a coordenação está com a Embrapa Meio Ambiente. Como há um diálogo polêmico e informações controversas a respeito do plantio e uso dos organismos geneticamente modificados, o LAC Biosafety quer conhecer e expor a percepção pública sobre plantas transgênicas e suas regulamentações. O questionário pode ser acessado via internet. Os interessados ainda podem receber pelos Correios, ligando para a Embrapa Meio Ambiente (19) 3311-2653. Informações: www.lacbiosafety.org.

Consulta pública sobre milho chega na reta final (foto 1)

Termina daqui um mês o prazo da consulta pública que deve definir normas de qualidade para o milho. A pesquisa foi lançada em janeiro pelo Ministério da Agri­cultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As normas estão relacionadas ao padrão oficial de classificação, com os requisitos de identidade e qualidade, amostragem, modo de apresentação e rotulagem. As exigências de qualidade do produto são definidas em função do uso proposto, consistência, formato, tamanho, coloração do grão e limites máximos de tolerância para classificação do milho em tipo. Os produtos desclassificados pela presença de insetos vivos, sementes tóxicas, tratadas e outros agentes serão guardados como prova em caso de perícia. As sugestões devem ser encaminhadas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abas­­te­ci­men­to/ Es­­planada dos Minis­térios, Bloco D, Anexo B, sala 338 ou para o endereço eletrônico karina.leandro@agricultura.gov.br.

Projeto Rondon seleciona jovens universitários

O Instituto CNA, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, está recrutando voluntários para atuarem no Projeto Senar/Rondon, que tem como objetivo dar oportunidades a estudantes do ensino superior de realizar ações de intercâmbio técnico e cultural como atividade extracurricular. Os selecionados farão trabalho voluntário em escolas rurais relacionadas à sua área de formação, sem remuneração. O processo seletivo destina-se exclusivamente a estudantes universitários maiores de 18 anos das áreas de pedagogia, serviço social, agronomia, veterinária, enfermagem e engenharia civil. Eles vão atuar na Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins. O interessado em participar da seleção deve preencher o formulário disponível no site da CNA e enviar uma carta de intenções com as ações que pretende desenvolver nas cidades e outra de recomendação da coordenação do curso que está matriculado. Não há taxa de inscrição. As inscrições ficam abertas até 23 de junho. Informações: www.cna.org.br.

Mapa estuda aumento da TEC do trigo para 35%

O Ministério da Agricultura (Mapa) avalia nesta semana a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) do trigo de 10% para 35%. A alteração da taxa que incide sobre o produto importado de fora do Mercosul foi proposta por Argen­tina, Paraguai e Uruguai. O ministro Wagner Rossi revelou que há uma "pressão muito forte" de Rússia e Ucrânia para exportar trigo ao Brasil. Segundo ele, esses países "ofereceram boas condições de negociação", mas o governo brasileiro deve priorizar o cereal produzido nos países do Mercosul. No ano passado, a forte estiagem e a falta de estímulos à produção provocaram uma quebra na safra argentina e reduziram o comércio entre os dois países a pouco mais de 3 milhões de toneladas. Em anos normais, a Argentina fornece aos moinhos brasileiros até 5,5 milhões de toneladas/ano. Conforme a Conab, a safra nacional do cereal deve somar 5 milhões de toneladas em 2010, volume suficiente para suprir 50% da demanda.

Preço do leite pago ao produtor aumenta 25,86%, diz Deral (foto 2)

Conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (Seab), o preço do litro do leite pago aos produtores aumentou em 25,86% entre o mês de janeiro (safra) e maio (entressafra). No mercado varejista, os preços seguiram a variação. Dos produtos analisados, apenas o leite longa vida, na gôndola, teve alta maior do que o reajuste aos produtores, com elevação de 35,09% no período. A justificativa está em fatores como o elevado consumo do produto, somado ao seu maior custo de industrialização e embalagem. Com menor custo de embalagem e industrialização, embora necessite de maiores cuidados na estocagem, conservação e logística, o leite pasteurizado, por sua vez, teve aumento de 16,4% de janeiro para maio. De acordo com o Deral, a variação nas cotações deve-se principalmente ao período de entressafra e à queda no volume e qualidade das forrageiras de verão.

Convenção pode inviabilizar fumo burley, diz indústria

O uso de ingredientes necessários à fabricação de cigarros a partir do fumo burley vem sendo condenado pela Convenção Quadro sobre o Controle do Ta­­baco (CQCT), o que pode ser negativo para a economia brasileira, alerta o Sindicato da Indústria do Tabaco (Sinditabaco). O país é o maior exportador de tabaco do mundo, mas também um dos principais signatários do acordo internacional. O SindiTabaco calcula que as restrições prejudicariam 50 mil fumicultores brasileiros, considerando que o burley re­­presenta 16% da produção na­­cional de tabaco, concentrada no Sul do país. A estratégia do SindiTabaco é fazer va­­ler a política de apoio à convenção, mas sem prejuízo à produção agrícola. Para isso, o país precisaria se reposicionar diante da CQCT.

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