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Porto de Paranaguá registra maior embarque de milho e farelo num momento em que preços estimulam venda de soja em grão. | Foto: Henry Milleo/gazeta Do Povo
Porto de Paranaguá registra maior embarque de milho e farelo num momento em que preços estimulam venda de soja em grão.| Foto: Foto: Henry Milleo/gazeta Do Povo

O dólar em torno de R$ 2,70 fez a cotação da saca de soja voltar a R$ 60 em dezenas de praças agrícolas do país, do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso. Esse patamar generalizado de preços só tinha sido observado em junho, antes de os Estados Unidos confirmarem safra recorde de 107,7 milhões de toneladas (18% acima da registrada no ano anterior).

Os novos preços, que estiveram baixos durante toda a entressafra brasileira, voltam a animar as vendas da produção 2014/15 no Brasil, que está em fase de desenvolvimento e começa a ser colhida em janeiro. O dólar alto cria uma boa oportunidade de vendas, avalia a consultoria AGR Brasil, "especialmente com a cotação acima de US$ 10 [por bushel]".

A interrupção no plantio em outubro por falta de umidade deve fazer com que apenas 5% da produção de soja estejam disponíveis para comercialização no mercado físico até o início de fevereiro no principal estado produtor, aponta o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. A indisponibilidade de produto ajuda a sustentar as cotações, cuja perspectiva é de baixa, justamente pelas previsões de aumento na disponibilidade de grãos na América do Sul.

No Paraná, a média desta quarta-feira é de 59,8 por saca, após leve recuo. A cotação segue acima de R$ 60 em Ponta Grossa, Paranavaí, Londrina, Maringá, Cornélio Procópio, Laranjeiras do Sul, Apucarana. Em Paranaguá, a oleaginosa bate em R$ 67,50/sc.

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