Ponta Grossa - A 33.ª Exposição Feira Agro­pecuária, Industrial e Co­­mer­cial de Ponta Grossa (Efapi) terminou no último domingo com a projeção de ter movimentado R$ 20 milhões em negócios. Na edição passada, ela gerou entre R$ 8 e R$ 12 milhões. O balanço oficial, que inclui os resultados dos núcleos de animais e dos demais expositores, será concluído no início de outubro, mas a organização acredita que atingiu os objetivos porque o movimento de público foi grande.

Embora não tenha catracas nos acessos ao local, a organização calcula que tenham passado 200 mil pessoas durante os seis dias do evento nos 30 alqueires que compreendem o centro agropecuário e o centro de eventos. O número representa 63% do total de habitantes de Ponta Grossa, que é de 314,6 mil pessoas.

Como o número de expositores foi de 215 empresários e o de animais bateu os 2 mil, exigindo o aumento no total de baias, os promotores sugerem que a feira deste ano tenha atingido a meta. A esperança faz a organização pensar em transformar a Efapi numa feira estadual, a partir do ano que vem, e nos próximos anos, num evento do Mercosul devido à proximidade com a fronteira.

"Temos espaço físico e estrutura para isso. Além disso, estamos trabalhando muito para aumentar a capacidade da feira", argumenta o presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Adilson Berger. "Neste ano, vimos que está todo mundo feliz com a feira. Teve concessionária que vendeu cinco veículos por dia. Os expositores gostaram muito do movimento", completa o coordenador executivo do evento, Junior Benks.

Para alguns expositores, no entanto, a feira serve como uma vitrine para que os negócios sejam fechados em médio e longo prazo. "Recebemos muitos visitantes no estande, agricultores do Paraná e de outros estados, mas vendas, mesmo, acho que vão acontecer depois da feira", explica a atendente da Pontrale, concessionária da Agrale, Viviane Simczik. O pecuarista Enio Camargo Queiroz Filho, que levou um lote de gado geral para vender na feira, também confia que o evento serve para fazer contatos com futuros compradores.

As feiras e exposições agropecuárias vivem onda de otimismo em todo o Brasil. A Expointer, que tem a mesma idade da Efapi e é realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul, faturou R$ 1,144 bilhão, conforme balanço divulgado há duas semanas. A Agrishow, de Ribeirão Preto, São Paulo, chegou a R$ 1,15 bilhão em abril, disseram os organizadores. Ambas ampliaram os resultados do ano passado em mais de 10%.

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