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Processo automatizado dispensa uso de caminhões na descarga | Fotos: Divulgaa§a£o
Processo automatizado dispensa uso de caminhões na descarga| Foto: Fotos: Divulgaa§a£o
Cabine de operação controla envio de adubo direto para armazéns

Embalado por novos investimentos, principalmente de ordem privada, o Porto de Paranaguá projeta ampliar sua participação na importação de fertilizantes a partir de agora. De acordo com estimativa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a barreira das 11 milhões de toneladas deve ser “rompida” ainda neste ano, aumento de 12% em relação a 2013 (9,8 milhões de toneladas). Principal porta de entrada do produto, a autarquia paranaense importa 40% do volume comprado no exterior pelo país.

Além de ajustes administrativos, o diferencial para atingir a meta projetada está na automatização das operações no Terminal Público de Fertilizantes (Tefer). A estrutura inaugurada em 2009 permaneceu inoperante até 2013 por falta de licenças ambientais. Após receber a primeira carga no final do ano passado, o terminal vem ganhando produtividade e já tem capacidade para movimentar 1,2 milhão de toneladas por ano, complementando a recepção dos terminais privados.

Cabine de operação controla envio de adubo direto para armazéns

“O Tefer está totalmente automatizado. Isso ajuda a elevar a produção do porto”, afirma Luiz Henrique Dividino, superintendente da Appa. “Na hora que se coloca carga é que se vê como está a operação. Mas com alguns ajustes sendo feitos, acredito que possa alcançar 1,8 [milhões de toneladas por ano] já em 2015”, acrescenta.

Com a modernização, o complexo agora possui esteiras transportadoras que levam o fertilizante da faixa portuária do berço 209 até os armazéns distantes 600 metros do porto. Até o momento, três empresas demonstraram interesse em se conectar ao processo e receberam autorização da Appa para construir estruturas complementares. A Rocha Top investiu cerca R$ 120 milhões em quatro armazéns, além das esteiras até o cais. As outras duas, Harbor e Fortesolo, devem fazer o mesmo, porém ainda sem prazo estabelecido.

“Com a mecanização do processo, o fluxo é contínuo 24 horas por dia. Esse novo processo pode atrair novos clientes para Paranaguá”, aponta João Gilberto, diretor executivo da Rocha Top.

O trabalho de dragagem nos berços de atracação, finalizado no mês passado, também possibilitou a melhora da movimentação do Tefer. Antes, quando o berço 209 estava com 9 metros de profundidade, os navios eram obrigados a “aliviar” parte da carga no berço 211 para não bater no fundo do mar, procedimento que atrasa o trabalho. Com os atuais 10,6 metros, as embarcações atracam com carga total, acima dos 30 mil toneladas de fertilizantes.

Sem trânsito

Antes da automatização do Tefer, o trabalho de descarga dos navios de fertilizante era realizado com uso de caminhões. O cenário na área primária do porto era de fluxo intenso de veículos, chegando a formar filas, para que uma espécie de escavadeira colocasse o produto nas carrocerias.

O novo processo com o uso de esteiras eliminou a figura do caminhão e trouxe mais velocidade aos trabalhos. Hoje a capacidade de movimentação de fertilizante alcança mil toneladas por hora, com redução de desperdício do produto.

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