Uma saca de soja vale por 5,5 sacas de milho em Sorriso (MT). Essa relação – que normalmente é de 1x2 ou até 1x3 sacas – está estimulando uma prática até agora considerada exceção: o cultivo de duas safras de soja seguidas na mesma área (a segunda delas no lugar do milho safrinha).

A intenção é evitar prejuízo no cultivo de cereal, diante dos preços baixos, na casa de R$ 12 por saca. A soja rende metade do volume de milho por hectare, mas está cotada a mais de R$ 60 por saca em Mato Grosso. A extensão das lavouras de “soja safrinha”, porém, ainda é uma incógnita. A opção envolve riscos como a perda de produtividade no próximo ano e o agravamento dos ataques da Helicoverpa armigera, a nova praga das lavouras.

“Não sei ainda a área, mas a soja de segunda safra é uma realidade”, disse o agricultor Laércio Lenz, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, município que mais planta soja no Brasil. A chamada “safrinha” tem sido dominada pelo milho em Mato Grosso, o que ajudou o Brasil a praticamente duplicar a produção do cereal nos últimos dez anos.

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